quinta-feira, 23 de junho de 2016

O que significa "católica"?

O que significa "católica"?

Picture Ao contrário daquilo que pensam os menos esclarecidos, a Igreja de Roma não é a Igreja Católica de Cristo mas é apenas uma parte da grande realidade que engloba outras Igrejas espalhadas pelo mundo. Se bem que a Igreja Católica Romana seja em termos de fiéis a maior de todas as Igrejas católicas, ela é apenas uma entre tantas outras Igrejas de igual dignidade, legitimidade e com uma história de fidelidade a Cristo e à Sua doutrina que em nada ficam atrás à da Igreja sedeada no monte Vaticano.

A Igreja de Roma faz parte dos Patriarcados Históricos em que se incluem também Constantinopla, Alexandria, Jerusalém e Antioquia. Ao contrário das pretensões da Igreja romana, que na história mais recente se tem tentado impor e sobrepor aos demais Patriarcados a nível teológico, litúrgico e até político, Roma era vista por toda a Igreja de Cristo como um Patriarcado entre outros. A única primazia de Roma em relação ao resto da Cristandade foi sempre e apenas de honra e nunca hierárquica.

A palavra “católica” deriva do Grego e significa universal, universal no sentido que engloba tudo e todos, que não lhe falta nada para ser completa. Assim, poderão existir determinadas Igrejas que têm marcas e características de catolicidade mas às quais lhe faltem elementos para que possam ser plenamente católicas.

Para que uma Igreja possa ser considerada católica nela tem que estar presente e actuante, primeiramente, a Pessoa Bendita de Cristo Jesus. Cristo é cabeça do Corpo que é a única Igreja e as várias igrejas católicas espalhadas pelo mundo são partes desse Corpo. Tendo Cristo nela, a Igreja tem tudo e, portanto, é plenamente católica.

Uma Igreja católica é também aquela que se abre e se dirige ao serviço de todos os homens e mulheres, onde quer que se encontrem, sem fazer acepção de pessoas, a todos anunciando o Evangelho e propondo a salvação. Portanto, a Igreja é católica porque se dirige ao universo da humanidade.

Além destas características genéricas (que ao fim e ao cabo podem estar presentes em qualquer igreja, seja ela verdadeiramente católica ou não) há outras características específicas que nos ajudam a separar as águas e a identificar o que é católico e o que não é.

A Igreja tem reconhecido como essenciais os seguintes traços:

O assumir das Escrituras do Antigo e Novo Testamento como palavra escrita de Deus;

A proclamação dos Credos Apostólico e Niceno e da doutrina neles contida;

Os sete Sacramentos instituídos por Cristo e pelos Seus Apóstolos como sejam o Baptismo, a Eucaristia, a Confirmação, a Confissão, o Matrimónio, a Ordem e a Unção dos doentes;

A existência de um governo feito por Bispos detentores de Sucessão Apostólica válida.

Há Igrejas que tem um ou mais dos traços supra mas que não os têm na totalidade. Assim, tal como um edifício a que lhe falte as paredes ou o tecto não podemos dizer que é plenamente edifício, também não podemos dizer que são católicas as comunidades cristãs às quais lhes falte nem que seja um único elemento. No caso da Igreja Episcopal Carismática todos os traços estão presentes e são fundamentos indispensáveis para que o Povo de Deus possa ser devidamente alimentado e edificado.

A título de exemplo devem ser mencionadas como católicas as seguintes Igrejas:

A Igreja Ortodoxa Grega;
A Igreja Ortodoxa Russa;
A Igreja Ortodoxa Copta;
As Igrejas anglicanas;
As Igrejas velho-católicas (em comunhão com o Arcebispo de Utrech);
As Igrejas autocéfalas (com Sucessão Apostólica válida).

Todas estas Igrejas formam a Santa Igreja Católica de Cristo e a Igreja Episcopal Carismática faz parte dessa realidade.

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