domingo, 7 de junho de 2015

O GRANDE CONVITE!

O GRANDE CONVITE!


Meus queridos, em Mateus 11.28-29 nós encontramos um dos mais belos textos de toda a Sagrada Escritura: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para a vossa alma". Quem dentre nós já não recebeu conforto e força deste grande convite de Jesus? Tudo isso é verdade, mas uma coisa precisamos entender: todo convite requer uma atitude de nós! Na vida nós vamos aceitar muitos convites, mas também vamos rejeitar outros. Isto sem falar naqueles que nós ficamos sem saber o que fazer - não sabemos se aceitamos ou se recusamos. Pois bem, este convite de Jesus também há de evocar em nós algum tipo de reação! Eu espero que a reação de todos seja uma reação de aceitação ao convite de Jesus. Entretanto, existem certas implicações escondidas por trás deste convite que nós não podemos esquecer: em primeiro lugar, nós temos algo a fazer - "vinde a mim"; em segundo lugar, nós temos algo a tomar - "tomai sobre vós o meu jugo"; em terceiro lugar, nós temos algo a deixar - "o cansaço e a sobrecarga"; em quarto lugar, nós temos algo a encontrar - "descanso para as nossas almas"!

Percebem toda beleza, mas também toda responsabilidade escondida por trás deste convite que Jesus dirige a todos nós? Esse convite, por mais belo que seja, exige de nós uma atitude bem definida. Pois é, diante dele não podemos ficar imparciais ou indecisos. Precisamos fazer alguma coisa! Portanto, na prática, nós temos que fazer, tomar e deixar alguma coisa, para que assim, então, possamos encontrar a paz e o descanso que tanto precisamos! Jesus com certeza fará a sua parte e cumprirá a sua promessa, mas, para que isso aconteça, nós precisamos fazer a nossa parte - fazendo, tomando e deixando tudo que precisamos fazer, tomar e deixar. Só assim, quero dizer, só quando cada um de nós estiver realmente disposto a fazer a sua parte, é que a promessa há de se cumprir e nós encontraremos verdadeira paz e descanso!

Queridos, neste ano nós já celebramos o nascimento, vida, paixão, morte, ressurreição e ascensão de nosso Senhor. Domingo passado celebramos o pentecostes, mas agora a vida continua e pede para ser vivida. Dificuldades surgirão ao longo do caminho e muitas vezes haveremos de nos sentir cansados e desanimados. Mas eis aí o grande convite de Jesus esperando a nossa resposta de fé! Que o bom Deus muito nos abençoe!

Dom Roberto Schuler

UM AMOR TÃO MARAVILHOSO

UM AMOR TÃO MARAVILHOSO

Todos nós precisamos pedir perdão pelos nossos pecados. O pecado é o eu, e a salvação é a libertação do eu. O pecado é uma afirmação rebelde de mim mesmo contra o amor e a autoridade de Deus e contra o bem estar do meu próximo.

A ordem de Deus é que o coloquemos em primeiro lugar, nosso próximo logo em seguida e o eu por último. O pecado é precisamente o reverso da ordem - eu primeiro, o próximo o seguinte (quando isso me convém) e Deus em algum lugar (se é que em algum lugar), num cenário bem distante.

Ninguém que não tenha sido perdoado é livre. Se eu não tivesse certeza do perdão de Deus, não poderia olhar para seu rosto, nem, certamente, para o rosto de Deus. Eu desejaria fugir e me esconder, como Adão e Eva fizeram no jardim do Éden, pois foi no Éden que o recurso chamado de "cobertura" foi inventado.

Eu não seria livre, ainda que ansiasse pela liberdade que o perdão traz. Pouco antes de morrer, em um momento de surpreendente candura, na televisão, Marghanita Laski, uma das principais novelistas britânicas, atéia, deixou escapar: "o que mais invejo nos cristãos é o seu perdão; eu não tenho ninguém para me perdoar".

"Mas", como Davi clamou no Salmo 130.4 "contigo está o perdão". A única maneira de sermos libertos da culpa e do julgamento é por meio de Jesus Cristo.

Quando Cristo entrou em nosso mundo, ele tornou-se um de nós, assumindo a nossa natureza. Na cruz ele se identificou com o nosso pecado e nossa culpa. Com amor sacrificial total ele pagou a penalidade dos nossos pecados. Nós merecíamos morrer - ele morreu a nossa morte em nosso lugar. Na terrível escuridão da cruz ele experimentou os horrores do inferno, a fim de que pudéssemos ir para o céu.

É preciso um coração duro e petrificado para não se deixar ser tocado por um amor tão maravilhoso.
(Condensado do livro de John Stott "Porque Sou Cristão)

CONQUISTANDO VIDAS PARA CRISTO

CONQUISTANDO VIDAS PARA CRISTO

O tema central da Bíblia é a ressurreição, o poder de soerguimento que tem o Senhor do impossível. Ele pode tomar pessoas mortas, igrejas mortas, casamentos mortos, amizades mortas, projetos mortos, e ressuscitá-los para uma nova vida, por meio do derramamento do seu Espírito.

Veja que nós podemos ser mortos-vivos sempre que a nossa capacidade para a esperança se acaba, sempre que o nosso amor por Deus e pelos outros começa a se esfriar e se torna superficial, e sempre que a nossa fé se restringe a um hábito, um dever monótono, uma mera religiosidade, sem alma, sem entusiasmo.

A Igreja Episcopal Carismática, como qualquer Igreja espiritualmente saudável, precisa se submeter a uma constante experiência de avivamento, em que o Espírito Santo nos conduza ao arrependimento do nosso comodismo individual e nos leve a atender ao chamado do Senhor para trabalhar sem cessar na obra de implantação do Reino de Deus no coração humano.

É tempo de desejar viver verdadeiramente. Ser mais vivos do que jamais fomos antes. Transformar-nos numa trincheira de resistência contra os valores do mundo e num lugar de adoração ao Senhor, onde cada vez mais pessoas se convertam a Jesus e nasçam de novo para uma vida cheia do Espírito Santo.

A nossa comunidade de fé tem a característica de ser amorosa, aberta, que acolhe e não rejeita qualquer pessoa, onde elas são amadas e livres para viver a vida abundante do Senhor.

Esse é um claro sinal da presença de Cristo e de que Ele tem preparado o pasto para receber a suas ovelhas em nossos templos. Nossa tarefa é orar, abrir ainda mais os corações ao Senhor e uns aos outros, de modo que o poder do Espírito Santo seja derramado em nós e produza frutos de salvação.

Que o nosso bom Deus nos abençoe nessa jornada!
Dom André Novaes

TEMPO DE CONFIAR EM DEUS E OBEDECER SUA VONTADE!

TEMPO DE CONFIAR EM DEUS E OBEDECER SUA VONTADE!

Meus queridos, hoje quero meditar convosco sobre um aspecto muito importante da nossa caminhada de fé, que é a relação entre confiar em Deus e obedecer a Sua vontade! Ora, buscar conhecer a vontade de Deus é um dos aspectos mais importantes da espiritualidade cristã. Todos nós, em vários momentos de nossas vidas, buscamos saber e conhecer a vontade de Deus. Há momentos nos quais nós simplesmente não sabemos o que fazer; não sabemos como continuar e nem como seguir adiante. Nestas horas nós sempre nos apoiamos na força que vem da nossa fé e oramos muito para que o Senhor nos ilumine e nos faça conhecer a Sua vontade. Mas, do que adianta tudo isso, todo esse esforço, se não estivermos, de fato, prontos a "obedecer" a vontade de Deus para as nossas vidas? Percebem aonde chegamos? Quando procuramos conhecer a vontade de Deus e Deus, na sua infinita misericórdia, nos revela a Sua vontade, então é justo que Ele espere de nós a nossa obediência como resposta! Se nós, de fato, confiamos em Deus, então obedecer à Sua vontade será algo como um imperativo Divino em nossas vidas. Do mesmo jeito que dizemos que "quem ama confia", também devemos praticar a espiritualidade do "quem procura conhecer a vontade de Deus deve estar pronto para obedecê-la".

Com certeza, todos nós estamos aqui porque acreditamos em Deus e também porque queremos viver debaixo da Sua vontade para as nossas vidas. Mas e quando a vontade de Deus é diferente da nossa? E quando Deus diz não, ou, então, espere? É fácil obedecermos à vontade de Deus quando ela reflete aquilo que queremos e esperamos. É difícil, entretanto, quando a vontade de Deus é diferente da nossa. Mas eis aí o nosso grande desafio: precisamos confiar em Deus sempre; precisamos acreditar que Ele sabe o que é melhor para cada um de nós, mesmo quando a vontade dEle é diferente da nossa! O convite que ouvimos agora, portanto, é o convite para vivermos a vida com este tipo de atitude: vamos procurar saber, sim, conhecer a vontade de Deus com os nossos corações abertos e dispostos à obediência! Que o Bom Deus muito nos abençoe!
Dom Roberto Schuler

UMA IGREJA EDIFICADA PELO ESPÍRITO SANTO

UMA IGREJA EDIFICADA PELO ESPÍRITO SANTO

A obra do Espírito Santo é fortalecer e edificar a Igreja, como Corpo de Cristo.

Alguém poderá indagar: Como o Espírito do Senhor edifica e para que edifica a Igreja? Essa pergunta exige uma resposta.

Para entender um pouco melhor o papel do Espírito de Deus na Trindade utilizamos uma analogia simples, tirada da área da construção civil. Na edificação da Igreja, Deus, o Pai, é o arquiteto; Deus, o Filho, é a planta, o modelo; e Deus, o Espírito Santo, é o empreiteiro, o construtor.

É da vontade do Pai que a Igreja seja construída à imagem de seu Filho. Afinal, o Filho é o modelo projetado pelo Pai para a edificação da Igreja e das vidas individuais dos cristãos. A obra do Espírito Santo é exatamente concretizar esse plano de Deus Pai e fazer a Igreja conforme a imagem do Deus Filho.

O plano de Deus para a humanidade não está oculto. Nas Escrituras Sagradas Deus o revela com clareza. Podemos ler a planta no Livro de Gênesis, capítulo 1, versículo 26. Ali está escrito que o homem deve ser semelhante a Cristo, o Deus encarnado.

Portanto, temos a relevante tarefa de construir uma Igreja que seja o Corpo de Cristo, sua presença viva na terra. Mas conhecer simplesmente o plano e a planta não basta. Precisamos da coordenação e dos recursos do Espírito Santo para edificar a Igreja.

É o que estamos fazendo na Igreja Episcopal Carismática do Brasil: buscando a direção e os recursos do Espírito de Deus para construir um edifício bonito, que resplandeça a glória do Senhor.
Dom André Novaes

ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR!

ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR!


Meus queridos, quando pensamos no ano que passou e pensamos também no ano que está apenas começando nós podemos, com certeza, fazer das palavras bíblicas e benditas de 1°Samuel 7.12 as nossas próprias palavras: "até aqui nos ajudou o Senhor"! Olhando para trás vemos quantas coisas nos aconteceram, numa mistura de momentos de alegria, mas também de tristeza e preocupação. Nós perdemos algumas batalhas, mas também ganhamos outras; às vezes choramos, mas, outras vezes, também fomos capazes de sorrir e assim a vida seguiu o seu curso natural e nos trouxe até aqui, nos trouxe até onde nós estamos hoje. Olhando para trás podemos ver que muitas coisas aconteceram, é verdade, mas o principal é que Deus tem sido a nossa provisão diária e tem nos ajudado e por isso chegamos até aqui com esta bela confissão de fé e gratidão em nossos corações: "até aqui nos ajudou o Senhor"!

Mas agora é tempo de olharmos para frente, é tempo de seguirmos adiante sabendo que seremos desafiados por outras lutas e preocupações, mas sabendo também que nós contaremos com a bênção, sim, com a ajuda preciosa de nosso Senhor para este novo ano que apenas começou. Nosso privilégio é muito grande, pois nós somos filhos e filhas de Deus; somos filhos e filhas da esperança e assim herdeiros de tantas promessas que deverão nos acompanhar, nos animar e sempre renovar a nossa caminhada rumo ao futuro que Deus tem para todos e cada um de nós! Por isso já podemos ter aquele "gostinho de vitória" - não a vitória que conquistaremos com as nossas próprias forças, mas sim a vitória que vem de Deus. Por isso também o nosso espírito já pode ser um espírito de celebração e louvor Àquele que nos chamou e nos tem capacitado para vivermos a vida com amor, fé e esperança! Neste espírito, procuremos sempre conhecer a vontade de Deus para as nossas vidas. Eis aí chave que há de abrir todas as portas e há de conduzir as nossas vidas sempre a esta mesma confissão: "até aqui nos ajudou o Senhor"! Que o Bom Deus muito e sempre vos abençoe!

Dom Roberto Schuler VDM

TORNANDO-SE UMA NOVA CRIATURA

TORNANDO-SE UMA NOVA CRIATURA


Para ser um verdadeiro imitador de Jesus Cristo e colocar as vestes do novo homem, tornando-se uma nova criatura, é preciso abandonar as atitudes e práticas que minam e destroem a nossa comunhão com Deus. Essa é uma providência urgente e a Quaresma, como tempo de oração, arrependimento e purificação, que estamos começando a vivenciar nestes dias, é o momento propício para tanto.

À medida que a nossa mente compreende a verdade da Palavra de Deus, vai sendo transformada gradativamente pelo Espírito, provocando uma renovação que produz uma vida igualmente transformada. Esse processo foi muito bem descrito pelo apóstolo Paulo, em sua 2ª Carta aos Coríntios (3.18), ao declarar: "E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito".

Veja que Deus fez você para ser um praticante da Palavra, não apenas um ouvinte. A obediência à Palavra do Senhor destrava a porta de todas as bênçãos que Ele reservou nos céus para você.

Ciente disso, o cristão não deve imitar o estilo de vida dos que não têm compromisso com o Reino de Deus. Pelo contrário, deve buscar sempre refletir a imagem de santidade do Senhor Jesus, dando testemunho de uma vida transformada e íntegra, de modo a libertar pessoas do caminho do engano e atraí-las para Cristo.

Portanto, empenhe-se, cada vez mais, com a ajuda do Espírito Santo, em mostrar às pessoas o que Cristo fez por você e por elas na cruz do Calvário e o que uma pessoa com o coração agradecido e transformado deve fazer para Cristo com a sua vida.

Lembre-se de que Deus fez você à imagem e semelhança Dele. Então, faça renascer e brotar do seu íntimo a nova criatura que o Senhor projetou na eternidade.

Que Deus lhe abençoe nesse propósito.

Bispo André Novaes

A CRISE NA FAMÍLIA HOJE

A CRISE NA FAMÍLIA HOJE


Acredito que todos têm lido e ouvido ultimamente declarações pessoais e embates a nível nacional que envolvem questões que ferem os princípios cristãos. Isso me dá subsídios para afirmar que estou convicta de que vivemos uma crise cultural com respeito ao casamento e à família e que, para mim, este fato tem suas raízes em uma crise espiritual.

Nós, cristãos, sabemos muito bem quem é o maior interessado em destruir a família. Estamos envolvidos num conflito espiritual cósmico entre Deus e Satanás, no qual o casamento e a família são áreas de suma importância dentro das quais são travadas batalhas espirituais e culturais. Só há uma solução para resolvermos isso que é: resgatar e reconstruir os fundamentos bíblicos dessas instituições.

A estrutura que, até pouco tempo atrás, considerava que uma família “normal” era constituída de: “pai, mãe e filhos” não mais me parece sólida. Hoje essa estrutura é considerada “uma” das formas de se constituir a família.

Quando Deus é excluído da posição de iniciador e idealizador da instituição do casamento e da família, abre-se uma porta para inúmeras interpretações humanas desses termos e conceitos, os quais se revelam distantes do propósito da criação e são, portanto, danosos e equivocados. O mecanismo para justificar certas posturas e posições não é o da moralidade, do compromisso com a Palavra de Deus, mas o da opinião pública, do pensamento da maioria, das convicções ou interesses pessoais.

Infelizmente a Igreja também se rebaixou ao padrão do mundo em vários sentidos, tornou-se parte do problema, deixando de oferecer as soluções que o mundo precisa. É muito triste constatar que líderes cristãos deste país defendem pontos de vista que vão de encontro ao ensino das Escrituras. Prosseguir nesse caminho de declínio e corrupção moral afetiva afetará, inevitavelmente, a estabilidade de nossa civilização.

Há inúmeros recursos disponíveis que abordam o assunto: livros, seminários, revistas, vídeos, entre outros. Mas o fato é que, no final, entre o que o mundo apregoa e a Igreja proclama existe uma diferença assustadoramente pequena. Falta-nos o compromisso sério de estudar a Bíblia como um todo. Para seguirmos em toda a plenitude o plano de Deus para os relacionamentos humanos precisamos perceber como os ensinamentos bíblicos acerca desses relacionamentos são interligados e têm como fonte comum o Criador e seus propósitos que são sábios e benéficos para toda a humanidade.

Que esta Catedral nunca se furte ao ensino da sã doutrina, pois a inexperiência teológica e hermenêutica gera diagnósticos superficiais e bloqueia a compreensão correta do pecado e seus efeitos. E que para tanto nos ajude o Senhor.

Márcia Garcia