quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

O PODER DA ORAÇÃO (Dom Paulo Garcia, Arcebispo e Primaz no Brasil da Igreja Episcopal Carismática. )

O PODER DA ORAÇÃO (Dom Paulo Garcia, Arcebispo e Primaz no Brasil da Igreja Episcopal Carismática. )
Quantas vezes você já ouviu alguém dizer: "Tudo que posso fazer é orar".
Tudo o que posso fazer é orar?
Você pode dizer para uma pessoa faminta: "tudo que posso fazer é oferecer--lhe comida!", ou para alguém doente: "Tudo que posso fazer é dar-lhe um remédio que o curará!", ou para uma criança pobre: "Tudo que posso fazer é comprar o brinquedo que você quer no seu aniversário!". você fez tudo!
A oração abre as portas do céu e libera o poder de Deus. Tg 4:2 diz: "Nada tendes, porque não pedis". E Jesus diz: "E tudo o que pedires na oração, crendo o recebereis" (Mt 21:22).
Muitos de nós queremos fazer um trabalho para Deus, mas poucos queremos gastar horas em oração a Deus. Orar é contra nossa inclinação natural; é precisamente por isso que a oração conta tanto para Deus. Orar não é natural, na verdade é sobrenatural, e sempre capta a atenção de Deus.
Eu acho divertido algumas vezes quando as pessoas me dizem: "Deus respondeu minha oração". O que querem dizer é que Deus lhes deu o que estavam pedindo. Mas se Ele não tivesse atendido seu pedido, ele ainda assim teria respondido as suas orações. Esquecemo-nos de que "Não" ou "Espere" são também respostas, como o é o "Sim".
Os pais sempre procuram responder a cada pedido que seus filhos fazem. A resposta nem sempre é o que eles querem, mas certamente, é de acordo com o que os pais pensam seja o melhor para eles naquela ocasião. Deus age da mesma maneira para conosco com a exceção de que suas respostas sempre são certas e boas, enquanto que as nossas podem ser ou não.
Lembre-se, quer a oração mude ou não nossas situações, uma coisa é certa: a oração nos transforma!
Dom Paulo Garcia é o Arcebispo e Primaz no Brasil da Igreja Episcopal Carismática.

Por que a Igreja utiliza a cor roxa nesse tempo?

Por que a Igreja utiliza a cor roxa nesse tempo?
Chama-se Quaresma os 40 dias de jejum e penitência que precedem à festa da Páscoa. Essa preparação existe desde o tempo dos Apóstolos, que limitaram sua duração a 40 dias, em memória do jejum de Jesus Cristo no deserto.
Durante esse tempo a Igreja veste seus ministros com paramentos de cor roxa e suprime os cânticos de alegria: O “Glória”, o “Aleluia” e o “Te Deum”.
Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas, portanto hoje dia 18/02/15 e termina na quarta-feira da Semana Santa, os cristãos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o cristão deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Nesse tempo santo, a Igreja propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade.
Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa.
Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo.
Por que a cor roxa?
A cor litúrgica deste tempo é o roxo que simboliza a penitência e a contrição. Usa-se no tempo da Quaresma e do Advento.
Nesta época do ano, os campos se enfeitam de flores roxas e róseas das quaresmeiras. Antigamente, era costume cobrir também de roxo as imagens nas igrejas. Na nossa cultura, o roxo lembra tristeza e dor. Isto porque na Quaresma celebramos a Paixão de Cristo: na Via-Sacra contemplamos Jesus a caminho do Calvário
Qual o significado destes 40 dias?
Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.
O Jejum
A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função. Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa.
Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.
O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.
Qual é a relação entre Campanha da Fraternidade e a Quaresma?
A Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católicos, é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da Páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral de conjunto, visando a transformação das injustiças sociais.
Desta forma, a Campanha da Fraternidade é maneira que a Igreja no Brasil celebra a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade essencial ligada à Páscoa do Senhor.
Quais são os rituais e tradições associados com este tempo?
As celebrações têm início no Domingo de Ramos, ele significa a entrada triunfal de Jesus, o começo da semana santa. Os ramos simbolizam a vida do Senhor, ou seja, Domingo de Ramos é entrar na Semana Santa para relembrar aquele momento.
Depois, celebra-se a Ceia do Senhor, realizada na quinta-feira Santa, conhecida também como o lava pés. Ela celebra Jesus criando a eucaristia, a entrega de Jesus e portanto, o resgate dos pecadores.
Depois, vem a missa da Sexta-feira da paixão, também conhecida como Sexta-feira Santa, que celebra a morte do Senhor, às 15h00. Na sexta à noite geralmente é feita uma procissão ou ainda a Via Sacra, que seria a repetição das 14 passagens da vida de Jesus.
No sábado à noite, o Sábado de Aleluia, é celebrada a Vigília Pascal, também conhecida como a Missa do Fogo. Nela o Círio Pascal é acesso, resultando as cinzas. O significado das cinzas é que do pó viemos e para o pó voltaremos, sinal de conversão e de que nada somos sem Deus. Um símbolo da renovação de um ciclo. Os rituais se encerram no Domingo, data da ressurreição de Cristo, com a Missa da Páscoa, que celebra o Cristo vivo.
FONTE: CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil