segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Quebrantamento e Contrição



  


Deveríamos dar uma atenção especial a este assunto uma vez que Deus afirma em Sua Palavra que em relação aos que têm o coração quebrantado e contrito, Ele habita, vivifica, salva, está perto, valoriza, e contempla.

Salmo 34.18 o quebrantado, e salva os contritos de espírito.

Salmo 51.17 O sacrifício aceitável a Deus é o espírito quebrantado; ao coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.

Isaías 57.15 Porque assim diz o Alto e o Excelso, que habita na eternidade e cujo nome é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e humilde de espírito, para vivificar o espírito dos humildes, e para vivificar o coração dos contritos.

Isaías 66.2 A minha mão fez todas essas coisas, e assim todas elas vieram a existir, diz o Senhor; mas eis para quem olharei: para o humilde e contrito de espírito, que treme da minha palavra.

O sofrimento não tem o propósito de ser algo em vão nas nossas vidas, do ponto de vista de Deus, pois tem determinado principalmente que através dele sejamos transformados segundo a Sua vontade e Palavra, para que Ele seja glorificado. A paciência na tribulação, no sofrimento que ela produz, é de grande valor para Deus, e também para nós, porque é por meio disto que aprendemos a ser pacientes e perseverantes nas coisas do Senhor, ensinando-nos a amar com o mesmo amor de Deus, que é sofredor, isto é, longânimo em sofrer em razão do pecado que há no mundo.

Uma visão correta da aflição é completamente necessária para um comportamento verdadeiramente cristão sob elas.

Carregar a cruz voluntariamente faz com que ela se torne leve, mas carregá-la com a mente perturbada por inquietações à busca de respostas fora de Deus para aquilo que se esteja experimentando, quando estas provas vêm da Sua parte, somente serve para aumentar o peso da cruz que carregamos.

Ter um espírito contrito e quebrantado na aflição é algo muito apropriado para acalmar as agitações do coração, e nos fazer pacientes debaixo dela.

Como Deus tem afirmado que que é com o coração quebrantado e contrito que Ele trabalha e dá sua especial atenção, então importa sabermos que Ele mesmo há de providenciar os meios para este quebrantamento e contrição, já que naturalmente não somos isto, senão altivos e autoconfiantes além da medida que convém.

Por isso Jesus nos deixou um legado de aflição no mundo, para o propósito mesmo de sermos aperfeiçoados por Deus em santidade.
Cruzes nos são trazidas no curso de nossas vidas para que as carreguemos, com o alvo de nos quebrantarem.

Importa carregarmos pacientemente estas cruzes e ver a mão de Deus nisto, porque, efetivamente, não há nenhuma aflição aqui embaixo que não tenha sido ligada ou permitida no céu.

A Palavra ensina que tanto o dia da prosperidade quanto o da adversidade procedem da parte de Deus, assim este como aquele para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele.”, isto é, para que ninguém saiba o que lhe reserva o futuro, e assim vivam dependendo inteiramente de Deus, confiando suas almas ao fiel Criador na prática do bem, enquanto caminham neste mundo.

A adversidade e a nossa vontade não se harmonizam porque nossa alma não acha sossego enquanto debaixo das situações que a afligem.

Então necessitamos do poder da Graça divina para nos sustentar sobretudo nas adversidades para as quais não há em nós qualquer poder ou habilidade para superá-las.

Mas, na renúncia à nossa própria vontade, ficamos abertos à vontade de Deus, e este é o bom serviço que as tribulações podem nos prestar; de maneira que o apóstolo Paulo afirma que importa entrarmos no Reino dos Céus por meio de muitas tribulações, e o apóstolo Tiago que deveríamos tê-las por motivo de grande alegria.

A humildade e a mansidão de espírito nos qualificam para o relacionamento e a comunhão amigável com Deus por meio de Cristo. O orgulho fez de Deus nosso inimigo. Nossa felicidade e futuro aqui dependem do nosso relacionamento amigável no céu.

Assim a humildade é um dever que agrada a Deus, e o orgulho um pecado que agrada ao diabo. Por isso Deus exige de nós que sejamos humildes, especialmente debaixo da aflição. “Cingi-vos todos de humildade...” (I Pe 5.5).

O humilde e manso de coração terá paz e descanso em sua alma e mente, enquanto o orgulhoso terá a aflição reinando em ambas.

O subjugar de nossas paixões é mais valioso do que ter todo o mundo debaixo da nossa vontade.

O trabalho de carregar a cruz deve ser em cada dia, em todos os dia da vida, porque se removermos a cruz, a vontade própria prevalecerá.

Portanto é melhor ter um espírito humilde e quebrantado do que ter a cruz removida.

Se alguém não tomar voluntariamente a sua cruz a cada dia, não poderá fazer a obra de Deus de modo constante e agradável a Ele, porque o ego se levantará e se oporá àquilo que for da Sua vontade.

Quão perigoso é para aqueles que estão envolvidos na seara do Senhor desejarem que a cruz seja removida. Quando aspiram por total falta de problemas, de oposições, de perseguições, de dificuldades, e começam a se encantar de novo com a alegria puramente mundana, eles constatarão que a infidelidade a Deus terá invadido os seus corações, e que já não amam tanto a Sua obra e vontade quanto antes.

Por isso não se pode lançar a mão do arado e olhar para trás. Envolver-se na guerra do Senhor exige que seja considerado o custo relativo à necessidade de consagração e renúncia à própria vontade.

Ninguém será um apóstolo como Paulo enquanto não estiver crucificado para o mundo e o mundo crucificado para ele.

O levar no corpo o morrer de Jesus é o que gera a verdadeira vida eterna. Se o grão de trigo não morrer ele ficará só. Não há frutificação na lavoura de Deus sem este morrer operado pela cruz. É neste sentido que o estar apegado à vida nos leva a perdê-la, e o perdê-la por amor de Cristo, a achá-la.

E muito desta mortificação da carne, desta auto negação está exatamente em se seguir à exortação do apóstolo Pedro em sua primeira epístola, na qual exorta todos à submissão de uns para com os outros e particularmente às linhas de autoridade estabelecidas por Deus: os servos a seus senhores, as esposas aos esposos, os filhos aos pais, os cidadãos às autoridades, as ovelhas aos pastores, os jovens aos anciãos.

E toda esta submissão de coração somente será possível caso se tenha humildade. Estas duas atitudes estão ligadas inseparavelmente por Deus, assim como Ele ligou o arrependimento à fé.

E a seu tempo Deus exaltará o que se humilha. Ele elevará aquele que se humilhou debaixo da sua potente mão, no tempo que Ele tiver determinado. Então o caminho para a elevação é se humilhar. É neste sentido que o maior de todos é o que mais serve.

Afligir o nosso espírito especialmente nas aflições, e não somente nelas, é o nosso dever, mas o elevá-lo é trabalho exclusivo de Deus. E todo aquele que a si mesmo tentar se exaltar será humilhado por Deus. Mas todo o que se humilhar será exaltado(Mt 23.12).

O recusar-se a se humilhar é portanto recusar o único caminho para a verdadeira exaltação.

E é interessante observar que a exaltação é geralmente proporcional ao nível da humilhação. Ninguém se humilhou ou poderá se humilhar mais do que Cristo porque Ele se rebaixou, se esvaziou se humilhou sendo Deus, e sendo homem perfeito, sem pecado, e portanto ninguém poderá ser mais exaltado do que Ele, e por isso recebeu um nome que é sobre todo nome.

E este feliz evento da exaltação acontecerá no tempo próprio. No tempo próprio nós colheremos se não desfalecermos. Mas há aquela raiz de orgulho que está no coração de todos os homens que vivem na terra, que deve ser mortificada antes que eles possam ser considerados aptos para o céu, e por isso Deus os levará a circunstâncias humilhantes com vistas a atingir o referido fim. Foi por isso que Deus conduziu o povo de Israel naqueles quarenta anos no deserto, para os humilhar, provar e saber o que estava no coração deles.

E o coração é naturalmente hábil para se revoltar contra estas circunstâncias humilhantes, e por conseguinte a mão poderosa do Senhor as traz e as mantém lá. O homem redobra suas forças naturais para fugir da dificuldade levantando a sua cabeça, e murmura por causa das suas aflições, e poucos dizem que confiam que o seu Criador por fim os abençoará.

Há muitas imperfeições naturais e morais em nós. Nossos corpos e nossas almas, em todas as suas faculdades, estão em um estado de imperfeição. O orgulho de toda a glória está manchado; e é uma vergonha para nós não nos humilharmos em tudo o que se refere a nós, e tentarmos nos apresentar a Deus como pessoas que não têm do que ser perdoadas e lavadas. É certo que no caso dos crentes o Espírito fez uma grande obra de regeneração e iniciou o processo de santificação, mas enquanto permanecem no mundo há muitas corrupções que remanescem na carne, e das quais devem se humilhar, se arrepender, e abandonar (II Crôn 7.14).

E uma das maiores provas da nossa humilhação é exatamente a de se submeter, de se render à vontade de Deus debaixo das nossas aflições, porque é exatamente nestas horas que o velho homem mais se levanta em seu orgulho e procura resistir com todas as suas forças procurando o modo de se livrar das coisas que o afligem sem contar com o fato de que é somente se submetendo ao Senhor que é possível ser livrado das aflições que Ele mesmo determinou para nos provar.

Então permita que as circunstâncias humilhantes tornem o seu espírito humilde, e assim você será útil nas mãos de Deus e será poupado de muitas aflições, porque elas têm em sua maioria exatamente este grande propósito de nos humilhar. E se somos achados humildes, então é nesta condição que o Senhor nos exaltará pois não haverá o risco de que sejamos vencidos pelo orgulho.


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Silvio Dutra
25dutra@gmail.com
Igreja Orgânica de Jesus na Abolição
Rio de Janeiro - RJ

Publicado em: 12/10/2015

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