terça-feira, 22 de setembro de 2015

Quem foi Jesus?



Quem foi Jesus?

Jesus foi o Revelador máximo do amor de Deus. Homem como nós, viveu todas as limitações da carne humana, mas aprendeu a controlar seus instintos e seus próprios condicionamentos culturais, a fim de transcender culturas, raças e épocas e revelar o propósito de Deus para todas as épocas, para todas as culturas, para todos os povos. Sua vida demonstrou o que é a essência do ser humano; sua morte demonstrou sua entrega total ao Pai e a um plano maior; sua ressurreição assegura-nos a continuidade de sua mensagem em nossas vidas; seu corpo e sangue nos alimentam dominicalmente a mantermos a fé nele e em seu projeto.


Sacramentos – o que significa e como interpretá-los.
Os sacramentos são como uma ponte que une nossa existência terrena e limitada à dimensão da eternidade. Tradicionalmente a Igreja define sacramentos como “sinais visíveis de uma graça invisível”. A palavra “sinais” deve ser entendida como “símbolos” na mais pura definição desse termo (sym-ballou ou seja, algo que une, como uma ponte mesmo a unir duas dimensões separadas por um abismo). As limitações de nossa vida terrena nem sempre nos permitem compreender as dimensões do amor de Deus e de sua graça. Por isso, os sacramentos são estes momentos especiais em que a eternidade toca a terra. Através do batismo percebemos e sentimos que Deus nos ama e nos acolhe desde a eternidade e quer ser nosso companheiro; a eucaristia nos lembra que Deus nos alimenta com o pão físico mas também espiritual; todos os demais sacramentos apontam para o mesmo em diferentes etapas de nossa vida. Sempre é bom lembrar que o Credo Niceno diz que Deus é o criador das coisas “visíveis e invisíveis”, ou seja, que a realidade do mundo é muito mais complexa do que a enxergamos. Os sacramentos são exatamente os momentos em que o visível e o invisível se unem, se tornam palpáveis e podem ser desfrutados em nossa vida material. Naturalmente, essa resposta é muito rasa diante da profundidade da pergunta que exigira um estudo mais demorado sobre a semântica da palavra, a compreensão dos sacramentos nas Escrituras e na história da Igreja. Mas, por enquanto, espero que seja suficiente.



O QUE OCORRE QUANDO AS PESSOAS MORREM?
Para Igreja Anglicana, o que ocorre quando as pessoas morrem?
A compreensão anglicana não é diferente das demais Igrejas Cristãs. Resumidamente, morremos na esperança da ressurreição, ou seja, na confiança que, de um modo misterioso, Deus nos receberá, nos dará uma nova forma de comunicação e de relação (o “corpo glorificado” ou o “corpo ressuscitado”) e nos unirá a Cristo na comunhão dos santos. Essa é a promessa a todos as pessoas batizadas.
Há linhas teológicas bastante sérias na Igreja Anglicana que admitem também a perspectiva do purgatório, mas compreendendo-o não como sofrimento da alma, mas como um período ou uma fase de adaptação à vida eterna. Afinal, toda mudança exige uma fase de adaptação. As linhas anglicanas que admitem o purgatório o entendem como um período de purificação, para que as pessoas que morreram ainda com o coração cheio de rancor, ódio, inveja, malignidade, etc., sejam misteriosamente purificadas, a fim de reconhecerem o senhorio de Cristo e a plenitude do amor de Deus.
Carlos Eduardo Calvani é reverendo anglicano, doutor em teologia e ministro encarregado da Missão da Inclusão em Campo Grande-MS, que estará respondendo neste espaço as dúvidas da comunidade. Envie sua ergunta:andre.anglicano@hotmail.com

Conheça o site da Missão da Inclusão: www.paroquiadainclusao.com


MISSA, CELEBRAÇÃO OU CULTO?
Sempre que um grupo se reúne para qualquer comemoração (seja uma festa de aniversário, de casamento, formatura, confraternização entre amigos, etc), temos uma celebração. Então a palavra “celebração” designa qualquer reunião comemorativa, independente de ser um culto. Essa palavra é muito usada na Igreja porque o culto é, de fato, uma celebração – reúne pessoas que cantam e cultivam a memória de Jesus de Nazaré. Porém, o termo “celebração” é informal. O termo “Culto”, por sua vez, designa qualquer celebração religiosa, de qualquer religião. Assim existem cultos cristãos, budistas, indígenas, africanos, etc… O termo “culto” é usado na tradição cristã para qualquer reunião que congregue cristãos, e que exista oração, hinos e leitura bíblica. Pode até mesmo ser um funeral. Agora, o termo “Missa” ou “Santa Eucaristia” designa mais especificamente o culto cristão, no qual há orações, hinos, leitura bíblica e a celebração eucarística. Por isso, na tradição anglicana usamos o termo “Culto de Oração Matutina” ou “Vespertina” quando a Igreja para o ofício da palavra, sem eucaristia. Sempre que houver eucaristia, temos uma missa ou o termo mais oficial utilizado pela Igreja, que é “Santa Eucaristia” ou “Santa Comunhão

Carlos Eduardo Calvani é reverendo anglicano, doutor em teologia e ministro encarregado da Missão da Inclusão em Campo Grande-MS, que estará respondendo neste espaço as dúvidas da comunidade. Envie sua pergunta:andre.anglicano@hotmail.com

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