domingo, 2 de agosto de 2015

Quando um leão é mais valorizado do que gente

Quando um leão é mais valorizado do que gente
Um verdadeira comoção tem varrido o mundo afora por causa da morte do leão Cecil, morto pelo dentista americano Walter Palmer, no Zimbábue. Particularmente, acho esse fato deplorável e injustificável, mas por que tanto estardalhaço? No fundo, no fundo, o que está ocorrendo é uma inversão de valores, pois se vê mais sensibilidade pelo morte de um animal do que pela morte de pessoas. Tome-se o exemplo do Brasil: por ano, cerca de 60 mil pessoas são mortas aqui de forma violenta – contudo, não vejo nenhuma comoção social por isso. A África subsaariana possui a maior taxa de mortalidade infantil no mundo, com 92 mortes de crianças a cada mil nascimentos, uma proporção 15 vezes maior do que a dos países desenvolvidos, mas também não vejo nenhuma indignação mundial por causa disso. A cada dia que se passa, bichos são considerados mais valiosos do que gente. Vejo isso como um sinal dos tempos, fruto de uma cultura secularista que rebaixa a coroa da criação de Deus, o homem, à mesma categoria das demais coisas criadas – que, por mais que sejam importantes, não podem ser comparadas com o ser humano. Deus atribuiu dignidade ao homem quando o fez à Sua imagem e semelhança. Não estou afirmando com isso que as demais criaturas não devam ser alvo de nossa atenção, muito pelo contrário. Entretanto, não podemos colocar um bicho como sendo mais digno de nossa indignação do que as demandas humanas. Esse estardalhaço todo pelo morte desse leão já denota em que posição o ser humano se encontra na nossa escala de valores.
Reflitamos sobre isso!
Euder Faber

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