domingo, 2 de agosto de 2015

Olavo de Carvalho discute o “comunismo papal” na internet

Olavo de Carvalho discute o “comunismo papal” na internet
O filósofo e escritor Olavo de Carvalho e o historiador e jornalista Hermes Nery analisaram a Pátria Grande Bolivariana, defendida pelo movimento comunista latino-americano e o impacto da recente e polêmica visita do Papa ao continente à Bolívia. O comunismo está realmente tentando envolver a comunidade católica no seu movimento?
A Pátria Grande é um ideal político de integração latino-americana, a qual rejeita a europeização que seguiu as guerras de independência no continente e visa a uma região unida com seus costumes nativos. O termo provém dos projetos de união criados por Simón Bolívar e José de San Martín, por isso a definição Pátria Grande Bolivariana.
No hangout, Olavo de Carvalho comentou sobre o globalismo, e como as revoluções que têm a intenção de unir a região acabam contribuindo para este fato. “A ideia de encaminhar a humanidade para um governo global mediante unificações regionais, remonta a 1910, e é algo que tem sido discutido amplamente pois Integraram o mundo através de uniões regionais e têm utilizado tudo que está à disposição para seus propósitos. Eles estão em todos os partidos e financiam tudo”.
Foi discutido também sobre a visita do Papa à Bolívia e a polêmica que se seguiu, pois em seus discursos e suas atitudes, ele parece defender o ideal da Pátria Grande. O Papa Francisco é visto como tudo que o globalista quer, usando a Igreja Católica como modo de unificar as regiões. Esta é uma ideia antiga, mesmo na época de João Paulo II, havia uma discussão sobre a tentativa de envolvê-lo nos planos globalistas.
O historiador Hermes Nery ressaltou alguns pontos da história comunista na América Latina. De acordo com o escritor Carlos Peñaloza, em seu livro “El Imperio de Fidel”, Fidel Castro, ainda no tempo de estudante, já tinha o discurso de retomar o projeto da integração latino-americana criado por Bolívar. Depois que ele investiu nas guerrilhas e fracassou, Fidel percebeu que era possível usar a igreja para poder fazer esse projeto acontecer.
O líder cubano nunca desistiu dessa ideia, e com os governos de esquerda na América latina, esse projeto de poder totalitário está cada vez mais avançado. Quando o Papa João Paulo II fez sua primeira visita à Cuba, o então arcebispo de Buenos Aires escreveu um livro falando sobre o tema, destacando a questão de que Fidel apostava na aliança entre marxistas e cristãos.
Na discussão promovida pelo hangout, fala-se que o Papa supostamente adere a um conceito totalmente contrário aos príncípios bíblicos e vai contra também a proposta da união latino-americana, visto que ela suporta o globalismo. A ideia de Pátria Grande já nasce problemática no século 19, visto que é uma revolução elitista sem nenhum vínculo com a comunidade.
O movimento comunista pretende criar uma sociedade que não é nada latino-americana, com costumes europeus, produzindo assim uma nova colonização.  A Igreja Católica tem grande influência na América Latina, e agora ela está sendo instrumentalizada para atender fins comunistas.
Como é possível que um Papa que defenda os direitos dos pobres, dos necessitados de corpo e espírito, e ao mesmo tempo apoiar um movimento que apenas se diz do interesse de todos, mas que na verdade está servindo a propósitos totalmente elitistas?

Escrito por: Ana Louise
Revisão: Samuel Oliveira
Foto: Fernando Llano – Associated Press

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