domingo, 2 de agosto de 2015

Oficial norte-coreano afirma que cristãos não são perseguidos

Oficial norte-coreano afirma que cristãos não são perseguidos
Um oficial norte-coreano negou o fato de que cristãos são sistematicamente perseguidos na Coréia do Norte, taxando as acusações de “absolutamente falsas”.
Em um troca de tweets, o espanhol Alejandro Cao, Delegado do Comitê para Relações Culturais com Países Estrangeiros, criticou os cristãos evangélicos, os quais ele afirma “tirar vantagem de viciados em drogas e pessoas sem teto, e os forçam a evangelizar em troca de um prato de sopa”.
Cao direcionou suas acusações para Joel Forster, editor da revista online Evangelical Focus, que havia perguntado ao oficial sobre o tratamento dos cristãos na Coréia do Norte.
Cao foi o primeiro estrangeiro a trabalhar para o regime norte-coreano em um cargo oficial, em 2002, e desde então tem advogado vigorosamente em prol do governo. Também conhecido como Zo Sun-il, ele tem sido acusado de ameaçar e intimidar jornalistas que criticam a ditadura do país. Em 2012, o jornal britânico Independent definiu-o como a “a arma secreta” da Coréia do Norte.
Em resposta à pergunta de Forster sobre a situação dos cristãos, Cao respondeu “essas acusações são absolutamente falsas. O problema com o mundo é que existem pessoas cultas como você que acreditam ser representantes de Deus na Terra ou até mesmo o próprio Deus”.
Em uma série de tweets que se seguiram, Cao acusou Forster de ser “não uma pessoa religiosa, mas um ativista dos Estados Unidos”, e zombou da ideia de Deus trazer justiça para aqueles que sofrem debaixo da liderança do ditador Kim Jong Un. “Deus parece estar atrasado, pois nós estamos aqui por 70 anos, e muitos anos ainda virão”, afirmou o oficial.
A Coréia do Norte é considerada o pior país para ser um cristão, e o governo mantém total controle através da repressão sistemática dos cidadãos. Acredita-se que por volta de um terço da forte população cristã no país esteja em campos de concentração, realizando trabalhos forçados, enquanto milhares de cidadãos, incluindo muitos cristãos, desertaram para países vizinhos, como a Coréia do Sul, China, Mongólia e Rússia.
A Comissão dos Estados Unidos para Liberdade Internacional de Religião (USCIRF) afirmou neste ano que a Coréia do Norte “continua tendo um dos regimes mais opressivos do mundo e é um dos maiores violadores dos direitos humanos”.

Escrito por: Ana Louise
Revisão: Samuel Oliveira
Foto: independent.co.uk

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