segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Como lidar com sexualidade na adolescência


Publicado em: 9/5/2012
Por: Jânio Santos de Oliveira
Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de Deus Taquara - Duque de Caxias - RJ
asexualidadealuzdabiblia.blogspot.com.br

O tema do nosso assunto a ser abordado é sexualidade na adolescência. O nosso propósito não é abordar este assunto em todas as suas dimensões, dado a complexidade e extensão do mesmo. O nosso propósito é trabalhar com vocês adolescentes algumas questões acerca do sexo à luz da ciência, e principalmente, à luz da Bíblia, para que vocês venham desenvolver, não só uma idéia sadia sobre este assunto, como a sua própria sexualidade de forma mais normal e cristã possível.
Quando falamos, hoje sobre sexo para adolescentes como vocês, nós partimos do princípio de que todo um universo de informações, questões e inquietações relacionadas ao sexo, já fazem parte, já ocupam as mentes de vocês e até (em alguns casos) já tem determinado a forma como alguns de vocês vivem ou se relacionam com o sexo.

Uma das palavras mais populares do vocabulário dos adolescentes é amor. Porém poucos adolescentes realmente sabem o que é amor de verdade. Muitos confundem amor com lascívia, desejo, cobiça. Amor é de Deus – lascívia é do Diabo. O amor liberta – a lascívia lhe prende na armadilha.


Adolescentes cheios de lascívia e desejo têm produzido contextos que chocam qualquer senso de decência. Uma onda de promiscuidade sexual varre o país e o mundo.
 Os jovens conversam abertamente sobre viver juntos sem estarem casados, anticoncepcionais, gravidez, fornicação vergonhosa.

As doenças venéreas estão atingindo milhares de adolescentes. As escolas estão alarmadas.

 Os pastores se preocupam. Os pais estão horrorizados. Os adolescentes estão sendo lançados numa órbita de luxúria e de paixões abomináveis e implacáveis.

Eis uma história verídica de dois jovens que confundiram lascívia com amor. Ele era filho de um homem rico.

Ela era a bela filha de uma família destacada socialmente.

 Ele achava difícil conseguir fazer alguma coisa com ela.

Isso o incomodava dia e noite. Começou a elaborar e desenvolver planos sobre como possuí-la. Ela era completamente inocente; desejava mais do que nada encontrar o amor de sua vida.

Ele era bom de papo e tinha muitos amigos. O seu primeiro passo foi ganhar a confiança dos pais.

Transformou-se num tremendo fingido; usou todos os truques que havia nos livros; disse aos amigos que estava apaixonado por ela – que não conseguia nem dormir e nem comer. Ele teria de possuí-la de qualquer jeito.

Um dia o mundo desabou em cima dela. Ele falou suave como o Diabo, e foi astuto como uma raposa. Era mais forte do que ela. Os registros dizem que ele a forçou. Mais tarde soube-se que ela tentou fugir, mas não conseguiu.

Ela chorou dizendo da vergonha terrível que seria, de como estariam ofendendo os pais dela, da loucura que ele estaria fazendo a si mesmo – mas ele não quis ouvir. O amor ouve, mas a lascívia jamais. O amor é cauteloso – a lascívia é cega e descontrolada.

Era amor de verdade? Você mesmo vai responder. Cinco minutos após tê-la desonrado, ele subitamente muda. Ela vê nele o animal que ele realmente era. Ele ordena que ela suma. Ela chora histericamente; suplica que ele não faça uma coisa assim tão odiosa. Ele tinha sido muito amoroso – mas agora que havia conseguido o quê desejava a odiava.

Perguntas começam a se formar nos lábios dela. “Para onde irei? E a minha família? Já foi mal o jeito que você me tratou, mas por que agora se volta contra mim?” Suas palavras caem sobre ouvidos surdos. Ele diz que não suporta nem vê-la, e começa a lhe dizer palavrões e até se recusa a levá-la para casa. Ela é levada à casa de parentes. A última coisa que ele lhe diz é: “Não quero nunca mais te ver”. Ela foi pega na armadilha!

Esse não é o fim da história. Nunca é. Alguém quis se vingar. O irmão dela ficou furioso, e o pai quase morreu. O fim trágico veio num “coquetel” promovido pelo irmão da garota. Um criminoso contratado assassina o moço. Ele morre instantaneamente.

Isso soa como uma história dos jornais de hoje, não é? Mas essa é a história bíblica de Amnon e Tamar. (Você pode lê-la em 2 Samuel 13).

 Também é a história de um número incontável de adolescentes por todo lado. A Bíblia diz: “Cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tiago 1.14-15). A cobiça produz a morte!

Ouça, jovem – você sabe o resultado do jogo. A rota da cobiça, da lascívia – é a rota do inferno. E o inferno é a armadilha final do Diabo! A atitude moderna em relação ao pecado não é nova em absoluto. Satanás enlaçou Eva com as mesmas mentiras que usa para prender na armadilha os adolescentes de hoje.

 Uma mesma rota sempre leva ao mesmo final.

Flertar com o pecado sempre o levará àquele ponto onde você se verá subjugado por ele, incapaz de dar um jeito. Quando o jovem tenta se livrar das leis de Deus, ele só acaba pego na armadilha pelo diabo.

O mais triste de Tamar é que ela só buscava o amor – todo adolescente o busca. E os que buscam o amor nos pecados e prazeres da satisfação própria, cairão na armadilha exatamente como ela caiu.

Mas muitos adolescentes, como a pessoa que lhe deu esta mensagem, encontraram amor e felicidade de verdade. Esse não é simplesmente o tipo de amor sobre o qual você ouviu ou leu – trata-se do mais elevado tipo de amor que pode ser encontrado: o amor de Deus. Ele está tão acima de qualquer outro amor, que é capaz de produzir o mais elevado tipo de felicidade.

Como conhecer o amor de Deus? João 3.16 fala sobre ele: “Porque Deus ‘amou’ ao mundo (incluindo você) de tal maneira que deu o seu Filho unigênito”. Como você sabe que Deus o ama? Porque Ele deu. O amor verdadeiro está interessado em dar em vez de receber. O amor verdadeiro se interessa pelo bem da outra pessoa, em vez de buscar gratificação pessoal.

Há uma saída para a armadilha em que você caiu. Há um jeito para se chegar ao real amor, à felicidade e à segurança. Mas é um caminho único: o jeito de Deus.

Como isso é possível? Jesus Cristo morreu na cruz, recebendo a penalidade pelos seus pecados. João 3.16 continua: “Para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. A armadilha do pecado leva você para a morte eterna. Mas Cristo lhe oferece vida eterna – como um presente de graça.
Como se aceita esse presente gratuito? Arrependa-se dos seus pecados. Isso quer dizer que você deve se entristecer por eles, e pedir que Deus o perdoe. Então peça que Cristo viva em seu coração. Ele viverá! “Se confessarmos os nossos pecados, ele (Deus) é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1.9).

 CComo lidar com a minha sexualidade adolescente?

O que eu posso fazer? O que eu não posso? O que é certo? O que é errado? – essas são perguntas sérias e sinceras feitas e que necessitam serem respondidas. Muito mais quando elas são feitas por um adolescente crente, que quer ser fiel ao Senhor Jesus Cristo.

Eu falei anteriormente que é na adolescência que o sexo se torna mais pulsante, mais interativo com os demais órgãos do nosso corpo. É quando mais ele se faz sentir através dos hormônios. Os hormônios por sua vez, trabalham a pleno vapor e em ritmo acelerado, no objetivo de preparar o nosso corpo para o momento tão esperado pela natureza – que é o acasalamento.

Toda essa hiper-atividade dos hormônios, cria em nós algumas sensações que agem como imã – próprias para nos conduzir a pessoa do sexo oposto com a qual iremos nos relacionar sexualmente.

E dentre esses sensações, que puxa vocês, em direção da menina, se chama atração sexual.

Atração Sexual.

O que é atração sexual? Atração sexual é empuxo pelo sexo oposto. Você se sente magnetizado, atraído a olhar, a se aproximar, a ter contato físico com a outra pessoa do sexo oposto. Isso é normal.

E, isto não é pecado. Você não deve ficar se punindo por causa desse instinto normal que você tem pelas meninas e que foi Deus que colocou em você. Sentir-se pecador por causa disso, seria a mesma coisa que uma pessoa com fome se sentir culpado por desejar um pernil que está diante dele. Diante dessa sensação o adolescente deve reagir com naturalidade, sabendo que isto faz parte das faculdades com as quais, Deus presenteou o homem.

B. Excitação Sexual.
Agora, outra sensação que acomete os adolescentes, e que é constantemente confundido com atração sexual, mas que não tem nada haver com isso é o impulso que chamamos de Excitação Sexual.

Atração sexual é o desejo que sentimos do sexo oposto. Excitação sexual é o desejo que temos de satisfazer o nosso instinto sexual. Atração sexual é impulso em direção da pessoa do sexo oposto. Excitação sexual é uma compulsão pelo sexo da outra pessoa.

Na atração sexual, não visamos à satisfação do instinto sexual que deseja a atividade sexual. Na excitação, o que prevalece é a busca pela atividade sexual.

A atração sexual deseja o relacionamento afetivo com a pessoa do sexo oposto; já a excitação sexual deseja o prazer, o orgasmo sexual.

A atração sexual geralmente desdobra-se em namoro; já a excitação sexual sempre termina ou em masturbação ou em relação sexual.

Diante disso, surge uma pergunta? Então o que fazer diante dessas sensações? O que fazer para lidar com essas forcas libidinosas que nos chamam para a satisfação sexual mesmo antes do tempo biológico, psicológico, e bíblico para a relação sexual? Como um adolescente pode de modo natural, sadio e santo lidar com esse desejo aparentemente irreprimível por sexo?

Formas de lidar com a excitação sexual na Adolescência:

há duas formas de lidar com esses impulsos sexuais da adolescência: a forma certa e forma errada. Infelizmente, a maioria dos adolescentes sempre opta pela forma mais errada. E às vezes, não por sua culpa, mais por falta de instrução.

Dentre as formas erradas, as quais se entrelaçam formando um círculo vicioso.

A primeira forma errada como o adolescente tenta lidar com os seus impulsos sexuais é dizendo um sim irrestrito para eles - para todos os seus desejos. E o adolescente faz isso de diversas maneiras e numa escala crescente e sem volta. Ele começa a descer esta espiral dos desejos dos impulsos até cair no abismo da depravação sexual – que é uma deformidade moral, psicológica e mental terrível.
2. Pornografia:

Quando o adolescente abre concessões para a excitação sexual e diz sim para os seus impulsos, a primeira coisa para qual ele também diz sim é a pornografia. Pornografia é a prostituição sexual veiculada por fotos ou figuras, imagens (que pode ser por televisão ou cinema), e ou escrita – que são aquelas revistas que trazem histórias ou fantasias sexuais.

A pornografia é uma forma errada de nós respondermos aos impulsos sexuais da adolescência. Ela não acalma esses impulsos, pelo contrario, ela os faz cada vez mais fortes. Ela não dá equilíbrio, ela desequilibra mais ainda. Ela não minimiza o nosso desejo de sexo, ela apenas intensifica esse desejo.

A Palavra de Deus condena essa forma de lidar com a excitação sexual da adolescência. Em Mateus 5:28, Jesus diz: "qualquer um que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela".

Olhar para uma mulher com fantasias eróticas já é adultério. Existem outros textos contra a pornografia, mais que o tempo não nos permite, agora, verificarmos. Mas aí, está a lista: 1a Co 6:18; 2a Co 7:1. mas eu gostaria que nós lêssemos 1a Tessalonicenses 4:4-6.

A pornografia é uma depravação sexual – um desvirtuamento do sexo. Ela transforma o sexo um produto de comércio. E ela destrói os valores morais e espirituais da pessoa, bem como abala as estruturas psicológicas e cria uma disfunção mental, escravizando a pessoa às fantasias eróticas.

Aí, vem o próximo passo, a segunda forma errada de se responder à excitação sexual da adolescência.

O primeiro passo errado foi o sim da aceitação dos desejos e dos impulsos da excitação sexual. O próximo passo e o passo da viabilização desses desejos. O adolescente viabiliza os meios para satisfazer os desejos sexuais, ele alimenta, ele mune, ele nutre a sua excitação sexual com imagens e fantasias eróticas.

O próximo passo errado é a execução dos desejos sexuais. É a famosa masturbação. E é o que nos vamos falar daqui pra frente com mais detença.

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