domingo, 2 de agosto de 2015

A pedofilia invade as igrejas

A pedofilia invade as igrejas
Nos últimos anos, um tema sério e polêmico tem tomado a cena das discussões no Brasil e no mundo. Se trata da pedofilia, que tem destruído a vida de milhares de jovens e crianças todos os dias. Apesar de ser um assunto da ordem do dia, o abuso sexual de crianças e adolescentes ainda é considerado um tabu dentro dos círculos religiosos, incluindo o evangélico.
O problema ganhou bastante notoriedade com o surgimento de várias denúncias contra líderes da Igreja Católica, especialmente nas décadas de 70 e 80. Nos Estados Unidos, um grupo de ex-alunos da Escola Para Surdos St. John, localizada em St. Francis, estado do Wisconsin, denunciou o padre Lawrence Murphy por pedofilia, mas as denúncias não resultaram em punições legais ou eclesiásticas. Estima-se que Murphy tenha violentado mais de 200 meninos na St. John entre 1950 e 1974. O caso foi registrado em um documentário da HBO, “Minha Máxima Culpa: Silêncio na Casa de Deus”, de 2012. Nos anos 2000, aumentou consideravelmente o número de denúncias públicas contra padres e outros membros do clero ao redor do mundo, o que levou a uma pressão maior sobre a Igreja Católica, que até então encobria os casos de pedofilia. Recentemente, o líder da igreja romana, o papa Francisco, aprovou a criação de um tribunal específico para julgar casos de pedofilia dentro do clero.
Mas esse, infelizmente, não é um problema exclusivo da Igreja Católica. Em todos os círculos da sociedade, é possível encontrar casos de adultos que abusam sexualmente de crianças e adolescentes – e a comunidade evangélica não está isenta disso. Por isso, é importante que dentro da Igreja Evangélica também haja discussões sobre o assunto, de modo a prevenir que casos como esses ocorram em nosso meio.
Alguns dos preletores que já passaram pelo Encontro para a Consciência Cristã trataram do tema da pedofilia em suas palestras. Exemplo disso é Edna Miranda, que, com seu esposo Joide Miranda, vem alertando sobre os perigos da pedofilia e as raízes da homossexualidade. De acordo com Edna, esses dois temas estão intimamente relacionados. “Temos atendido casos de homossexuais que, na infância, foram forçados, mediante ameaças físicas, a ter relações sexuais com adultos, e isso, mais tarde, os levou à homossexualidade”, afirmou ela em uma de suas palestras, ao tratar do tema.
Outro preletor da Consciência Cristã que tratou sobre o assunto foi Josh McDowell. Em uma de suas palestras, o apologista norte-americano tratou de um tópico que, de acordo com pesquisas especializadas, pode ser o estopim para a pedofilia – o vício em pornografia. “O vício em pornografia é diferente dos demais, pois, com o passar do tempo, não demanda mais do elemento viciante, mas pede o ‘diferente’. Então, no início, o indivíduo assiste pornografia heterossexual, mas com o tempo, aquilo não satisfaz mais. Logo ele parte para vídeos homossexuais, de bestialidade e, por fim, de pedofilia. Muitos desses acabam por, efetivamente, abusar sexualmente de crianças. Por isso, é preciso tratarmos desse tema em nossas igrejas – caso contrário, isso acontecerá em nosso meio, com toda certeza”, disse McDowell.
Diante disso, vemos a necessidade e a urgência de que os pastores e líderes tratarem mais a respeito da sexualidade à luz das Escrituras nos púlpitos das igrejas. Somente quando os cristãos compreenderem qual é o plano de Deus para a sexualidade humana, bem como as formas com que o problema da pedofilia pode afetá-los, eles poderão prevenir esse mal em seu meio, e ajudar aqueles que, porventura, venham a ser vítimas do abuso sexual infantil.
Temas relacionados a este problema serão colocados em pauta em mais uma edição da conciência cristã no ano de 2016. O evento terá como tema: “Em nenhum outro há salvação”, e nele o cristão terá a oportunidade de aprender mais sobre o tema e se defender contra este terrível mal que assola a sociedade atual como um todo.

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