domingo, 2 de agosto de 2015

851 casos de intolerância contra judeus na Europa em um ano

851 casos de intolerância contra judeus na Europa em um ano
Baseado no preconceito e sentimentos de repulsa pela religião judaica, o antissemitismo move pessoas de religiões distintas a recusarem aceitar a diferença étnica, manisfestando o ódio através da hostilidade em vários níveis. A religião judaica sofreu os males desta prática na primeira metade do século XX. Entretanto, ainda hoje, o antissemitismo continua a causar muitas mortes na Europa.
O regime nazista, liderado na Alemanha por Adolf Hitler, foi um dos maiores propagadores de antissemitismo de toda a história, através de seus atos cruéis contra homens e mulheres judeus que eram considerados como povos inferiores à ‘raça ariana’. O fato mais extremo dessa apatia foi o Holocausto, que matou quase 6 milhões de judeus. O último mês de abril foi marcado pelos 70 anos da libertação de Auschwitz-Birkenau, o mais conhecido campo de concentração do nazismo. Todavia, esse tipo de ideologia ainda perdura hoje, principalmente em países do continente Europeu, onde é visível o aumento no número de casos motivados por sentimentos antissemitas.
Segundo o Conselho de Instituições Judaicas da França, só no último ano, já foram registrados 851 casos de intolerância contra judeus. Em comunicado, o CIJF afirma: “Estes atos antissemitas representam 51% de todos os incidentes racistas na França, embora os judeus sejam menos de 1% da população francesa.” Com isso o presidente Francês, François Hollande, promete um plano de combate ao racismo e antissemitismo. Ele se dirigiu aos judeus franceses dizendo: “Vocês, franceses de fé judaica, o seu lugar é aqui, no nosso lar: a França é o seu país.”
Diante de problemas como esse, vemos que a tão propagada “tolerância” de nossa época é, na verdade, uma utopia. O que temos na verdade é a tentativa de destruir quaisquer resquícios daquilo que foi a base da cultura ocidental como a conhecemos, que é a tradição judaico-cristã como um todo. Pensar que o Ocidente está completamente livre da perseguição religiosa é, portanto, uma atitude equivocada.
Por Jessica Tainan, revisado por Samuel Oliveira
Foto: Veja.com

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