domingo, 7 de junho de 2015

UM AMOR TÃO MARAVILHOSO

UM AMOR TÃO MARAVILHOSO

Todos nós precisamos pedir perdão pelos nossos pecados. O pecado é o eu, e a salvação é a libertação do eu. O pecado é uma afirmação rebelde de mim mesmo contra o amor e a autoridade de Deus e contra o bem estar do meu próximo.

A ordem de Deus é que o coloquemos em primeiro lugar, nosso próximo logo em seguida e o eu por último. O pecado é precisamente o reverso da ordem - eu primeiro, o próximo o seguinte (quando isso me convém) e Deus em algum lugar (se é que em algum lugar), num cenário bem distante.

Ninguém que não tenha sido perdoado é livre. Se eu não tivesse certeza do perdão de Deus, não poderia olhar para seu rosto, nem, certamente, para o rosto de Deus. Eu desejaria fugir e me esconder, como Adão e Eva fizeram no jardim do Éden, pois foi no Éden que o recurso chamado de "cobertura" foi inventado.

Eu não seria livre, ainda que ansiasse pela liberdade que o perdão traz. Pouco antes de morrer, em um momento de surpreendente candura, na televisão, Marghanita Laski, uma das principais novelistas britânicas, atéia, deixou escapar: "o que mais invejo nos cristãos é o seu perdão; eu não tenho ninguém para me perdoar".

"Mas", como Davi clamou no Salmo 130.4 "contigo está o perdão". A única maneira de sermos libertos da culpa e do julgamento é por meio de Jesus Cristo.

Quando Cristo entrou em nosso mundo, ele tornou-se um de nós, assumindo a nossa natureza. Na cruz ele se identificou com o nosso pecado e nossa culpa. Com amor sacrificial total ele pagou a penalidade dos nossos pecados. Nós merecíamos morrer - ele morreu a nossa morte em nosso lugar. Na terrível escuridão da cruz ele experimentou os horrores do inferno, a fim de que pudéssemos ir para o céu.

É preciso um coração duro e petrificado para não se deixar ser tocado por um amor tão maravilhoso.
(Condensado do livro de John Stott "Porque Sou Cristão)

Nenhum comentário: