domingo, 7 de junho de 2015

A CRISE NA FAMÍLIA HOJE

A CRISE NA FAMÍLIA HOJE


Acredito que todos têm lido e ouvido ultimamente declarações pessoais e embates a nível nacional que envolvem questões que ferem os princípios cristãos. Isso me dá subsídios para afirmar que estou convicta de que vivemos uma crise cultural com respeito ao casamento e à família e que, para mim, este fato tem suas raízes em uma crise espiritual.

Nós, cristãos, sabemos muito bem quem é o maior interessado em destruir a família. Estamos envolvidos num conflito espiritual cósmico entre Deus e Satanás, no qual o casamento e a família são áreas de suma importância dentro das quais são travadas batalhas espirituais e culturais. Só há uma solução para resolvermos isso que é: resgatar e reconstruir os fundamentos bíblicos dessas instituições.

A estrutura que, até pouco tempo atrás, considerava que uma família “normal” era constituída de: “pai, mãe e filhos” não mais me parece sólida. Hoje essa estrutura é considerada “uma” das formas de se constituir a família.

Quando Deus é excluído da posição de iniciador e idealizador da instituição do casamento e da família, abre-se uma porta para inúmeras interpretações humanas desses termos e conceitos, os quais se revelam distantes do propósito da criação e são, portanto, danosos e equivocados. O mecanismo para justificar certas posturas e posições não é o da moralidade, do compromisso com a Palavra de Deus, mas o da opinião pública, do pensamento da maioria, das convicções ou interesses pessoais.

Infelizmente a Igreja também se rebaixou ao padrão do mundo em vários sentidos, tornou-se parte do problema, deixando de oferecer as soluções que o mundo precisa. É muito triste constatar que líderes cristãos deste país defendem pontos de vista que vão de encontro ao ensino das Escrituras. Prosseguir nesse caminho de declínio e corrupção moral afetiva afetará, inevitavelmente, a estabilidade de nossa civilização.

Há inúmeros recursos disponíveis que abordam o assunto: livros, seminários, revistas, vídeos, entre outros. Mas o fato é que, no final, entre o que o mundo apregoa e a Igreja proclama existe uma diferença assustadoramente pequena. Falta-nos o compromisso sério de estudar a Bíblia como um todo. Para seguirmos em toda a plenitude o plano de Deus para os relacionamentos humanos precisamos perceber como os ensinamentos bíblicos acerca desses relacionamentos são interligados e têm como fonte comum o Criador e seus propósitos que são sábios e benéficos para toda a humanidade.

Que esta Catedral nunca se furte ao ensino da sã doutrina, pois a inexperiência teológica e hermenêutica gera diagnósticos superficiais e bloqueia a compreensão correta do pecado e seus efeitos. E que para tanto nos ajude o Senhor.

Márcia Garcia

Nenhum comentário: