terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Campanha para compra de utensílos da nossa Igreja.

Estamos organizando um bazar para o dia 07/02 para arrecadar fundos em prol de nossa igreja em Betim, você que é de fora da região e não pude estar presente mas se sentir tocado em nos abençoar com uma oferta voluntaria, creio que Deus estará te abençoando grandemente, segue os dados da conta para depósito. Que Deus em Cristo vos  abençoe.  

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Quem somos?

Quem somos?


Igreja Episcopal Carismática é parte da Igreja una, santa, católica e apostólica de Cristo. É membro da International Communion of the Charismatic Episcopal Church, sedeada nos Estados Unidos e presente nos cinco continentes. É uma Igreja com uma linhagem que remonta aos Apóstolos, aberta ao mover do Espírito Santo e ao manifestar dos Seus dons. É também uma Igreja litúrgica e sacramental.É ainda uma Igreja profundamente evangélica que prega o Evangelho de Cristo e acentua a necessidade de cada crente ter uma relação pessoal com Cristo.

Cremos que a Igreja Episcopal Carismática pode ser um porto de abrigo para os nossos irmãos católicos que procuram conhecer o poder e a acção do Espírito Santo e que buscam também uma Igreja que se centra na Palavra de Deus. Para os nossos irmãos evangélicos a Igreja Católica Apostólica Carismática poder ser a fonte onde poderão obter a vida que jorra dosSacramentos e radicar-se naquilo que é o Cristianismo histórico.

Agradecemos o seu interesse neste site e na nossa Igreja. Caso esteja interessado(a) em saber mais sobre as nossas actividades ou pretenda colocar alguma questão, sinta-se livre de o fazer 
aqui.

Três Correntes

Três Correntes

Picture

Se analisarmos a História da Igreja desde o seu início vemos que três correntes ou três distintas formas de viver a fé cristã têm estado presentes mas nos últimos séculos uma ou outra dessas correntes tem sido exaltada em detrimento das outras.
Essas correntes são a Evangélica, a Litúrgico-sacramental e a Carismática.
Na Igreja Episcopal Carismática essas três correntes são como que afluentes que correm para o grande Oceano da Fé e são vividas de forma equilibrada. 

A Corrente Evangélica

Desde sempre a Igreja defendeu a necessidade de cada pessoa, na comunidade eclesial, aceitar individualmente Jesus Cristo como Senhor e Salvador como o primeiro passo para a salvação.
A Igreja também sempre teve em alta estima e reverência a Palavra escrita de Deus para o Seu Povo: aBíblia Sagrada.
Nela está enunciado o Evangelho, as Boas Novas de Cristo à humanidade e “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”[1].
Não partilhando dos excessos cometidos e dos erros defendidos na chamada Reforma, a Igreja Católica Apostólica Carismática saúda o zelo com que os reformadores reabilitaram, exaltaram e dignificaram a Bíblia.

A Corrente Liturgico-sacramental

Liturgia significa “a obra do povo” ou “obra pública em favor do povo”. No contexto cristão entende-se como a acção redentora de Cristo continuada na Igreja e é vista como o exercício do culto a Deus em resposta aos dons maravilhosos que Ele nos deu, dá e dará mas é especialmente também pelo Dom maravilhoso de Jesus Cristo à humanidade.O Povo de Deus sempre foi litúrgico e usou fórmulas e ritos para expressar a Sua fé em Iahweh. Olhando atentamente a Bíblia descobrimos orações, cânticos e rituais destinados a serem repetidos em determinadas ocasiões e segundo regras bem minuciosas.

Jesus Cristo não veio abolir a Lei mosaica mas sim cumprí-la nem veio abolir as manifestações litúrgicas porque Ele próprio e os Seus Apóstolos, após a Sua ascensão, participaram nos serviços do Templo. A Última Ceia não foi um acto espontâneo e inventado à última hora mas sim um ritual que há várias gerações e séculos era repetido. O que Jesus fez foi dar um novo sentido a esse rito e constitui-o um sinal da Nova e Eterna Aliança que culminou na cruz.

Não acreditamos nem praticamos “vãs repetições”, vazias de sentido, mas repetimos aquilo que pode ajudar a edificar a nossa fé e a louvar de forma bela e digna o Nome do Senhor. De qualquer forma, as igrejas contemporâneas, que puseram de lado a liturgia escrita em nome da espontaneidade e da liberdade no Espírito, acabam por ter também liturgia, mesmo que disso não tenham consciência, e lavram também nas repetições que tanto criticam.

A Igreja também desde logo, por mandato e com a autoridade de Cristo, começou a celebrar e a ministrar os Sacramentos, meios pelos quais a Graça de Deus, mediante Jesus Cristo, é infundida no crente utilizando um sinal visível por forma a realizar a Sua vontade entre os homens.

Os sete Sacramentos que a Igreja Episcopal Carismática celebra, de harmonia com o resto do catolicismo, são:

1. Baptismo – Deus estende o Seu braço amoroso a toda a criatura humana, mesmo que ela não o entenda e não tenha capacidade de a Ele responder por ser ainda uma criança. Neste Sacramento Deus purifica-nos dos nossos pecados, adopta-nos como Seus filhos, incorpora-nos na família de santos que é a Igreja e assegura-nos que connosco sempre estará até ao último dia.

2. Confirmação (ou Crisma) – o crente tem a oportunidade de afirmar por si e publicamente a fé que assumiu no Baptismo e, pela imposição das mãos do bispo, é-lhe conferido de forma especial o Espírito Santo para que desse momento em diante fique capacitado pelos dons divinos a trabalhar pelo Reino de Deus.

3. Eucaristia (ou Missa ou ainda Ceia do Senhor) – o crente é alimentado com a comida espiritual do Corpo e Sangue de Cristo. A Eucaristia é penhor de alimento, de renovação e de fortalecimento para o desempenho das nossas tarefas quotidianas. O cristão beneficiará muito se frequentar assiduamente a Eucaristia porque diz Jesus “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá para sempre. E o pão que Eu dou é o Meu próprio corpo oferecido para que tenham vida (...). Aquele que come o Meu corpo e bebe o Meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei. Pois o Meu corpo é verdadeira comida e o Meu sangue é verdadeira bebida. Quem comer o Meu corpo e beber o Meu sangue vive unido a Mim e Eu a ele.”[2]

4. Reconciliação (ou Confissão) – quando pecamos e nos afastamos da glória de Deus Deus dá-nos o Sacramento da Confissão para lançarmos sobre Ele a nossa culpa e d´Ele recebermos a absolvição, o perdão e o Seu poder para vivermos em santidade.

5. Matrimónio – neste sacramento Deus une o homem e a mulher para que, numa só carne, possam crescer e multiplicar--se e assim espalhar-se sobre toda a terra para ter domínio sobre ela e para produzir os frutos das boas obras.

6. Unção dos doentes – quando adoecemos Deus providencia-nos o Sacramento da Cura para que, libertos da doença e das amarras espirituais, possamos cumprir a Sua vontade.

7. Sagradas Ordens – No Sacramento da Ordem Deus escolhe e separa para o Seu povo líderes (bispos, presbíteros e diáconos) que o representem para que a Sua presença se torne visível e para que possamos saber a Sua vontade para a Sua Igreja. Pela Ordem a missão dada por Jesus Cristo aos Seus Apóstolos é continuada hoje na Igreja até que Ele venha. Os ordenados são não só escolhidos e designados mas são também consagrados pelo próprio Cristo pelas mãos do bispo e recebem um dom especial e indelével do Espírito Santo para exercerem o seu ministério.

A Corrente Carismática
Na festa do Pentecostes, cinquenta dias após a Páscoa, por ordem de Jesus, os discípulos reuniram-se no cenáculo e em espírito de oração esperaram pela descida do Espírito Santo. “De repente veio do céu um barulho, como o de um vento forte, que ressoou por toda a casa onde se encontravam. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que se espalhavam, e desciam sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes inspirava.” [3]

Noutras ocasiões também o Espírito Santo se manifestou e é claro através das Cartas de Paulo que os dons oucarismas não se destinaram apenas aos Apóstolos nem a uma determinada época mas que todo o crente os possui em número e em intensidade variada.
Assim, a Igreja Episcopal Carismática exorta os crentes a que exercitem os dons que o Espírito Santo conferiu a cada um para edificação de todos.

É habitual nos nossos cultos as pessoas orarem em línguas, terem visões, exercerem a profecia e orarem pela cura dos enfermos, tudo com ordem e na inspiração do Espírito Santo.



[1] Rm 1,16

[2] Jo 6,51.54-5

[3] Actos 2,2-4

Igreja Episcopal Carismática

FAQ's / Perguntas Frequentes

  • 1 - A IEC é católica ou é protestante?
  • 2 - O que significa "episcopal"?
  • 3 - Qual o papel da Virgem Maria?
  • 4 - Os Santos?
  • 5 - A IEC celebra / ministra os Sacramentos?
  • 6 - Os Sacerdotes podem casar-se?
  • 7 - Adoram imagens?
  • 8 - Práticam o Dízimo?
  • 9 - As vestes Sacerdotais / Paramentos
  • 10 - Qual a posição da IEC sobre o aborto?
  • 11 - E em relação a métodos anticoncepcionais (pílula, preservativo, etc)?
  • 12 - O que é a Sucessão Apostólica? Porque é importante?
  • 13 - A IEC tem sucessão apostólica?
  • 14 - A IEC é uma Igreja ecuménica?
  • 15 - Qual é a posição da IEC em relação ao Papa?
  • 16 - A IEC é uma Igreja ritualista / litúrgica?

. . . . . . . . . .
1 - A IEC é católica ou é protestante? 

A IEC é parte da Igreja una, santa, católica e apostólica de Cristo
  • É um dos seus ramos tal como outras Igrejas como a Igreja ortodoxa, a Igreja Anglicana e a Igreja Velho-católica. Não somos protestantes no sentido em que a nossa Igreja não é fruto da chamada Reforma protestante nem comunga totalmente dos princípios defendidos por homens como Lutero ou Calvino.

  • Mas é uma Igreja evangélica, tal como os nossos irmãos protestantes, porque adere e proclama o Evangelho de Cristo e enfatiza a necessidade de cada crente procurar ter comunhão com Deus através da pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Cremos que o sentido mais rico do termo "católico" se encontra exposto neste texto de São Cirilo de Jerusalém (384 A.D.):

  • "A Igreja chama-se católica porque existe em todo o mundo habitado, duma extremidade á outra da terra; porque ela ensina, universal e completamente, todas as doutrinas que devem chegar ao conhecimento do homem respeitantes tanto ao que é visível como ao que é invisível e que se encontra tanto na terra como no céu;
  • e porque sujeita à piedade toda a raça humana, tanto os que governam como os que são governados, tanto os eruditos como os ignorantes; e porque trata e cura universalmente toda a espécie de pecados tanto os da alma como os do corpo e possui em si mesma toda a virtude que se nomeia tanto em acções e palavras como em dons espirituais de toda a ordem."


2 - O que significa "episcopal"?

  • A palavra "episcopal" deriva do Grego episcopos da qual obtemos a palavra "bispo". Isto significa que aIgreja Católica Apostólica Carismática é governada por Bispos, em sucessão apostólica, auxiliados por presbíteros (ou padres) e por diáconos. Diz Inácio no século II, em relação ao papel do bispo, o seguinte:

  • "Evitai as divisões, considerando-as o princípio de futuros males. Que todos sigam o bispo, como Jesus Cristo seguiu o Pai; e o presbitério [os padres] como os apóstolos; e aos diáconos respeitai como ao mandamento de Deus. Que homem algum faça o que quer que seja que diga respeito à Igreja, sem o consentimento do bispo.

  • Que seja considerada válida apenas a eucaristia celebrada pelo bispo ou por aquele a quem ele tenha conferido autoridade para o fazer. Onde aparecer o bispo, aí esteja o povo; visto que, onde Jesus Cristo está, aí está a Igreja Católica. Não pode haver baptismo nem celebração de ágapes sem o consentimento do bispo; mas tudo o que este aprovar será agradável a Deus."


3 - Qual o papel da Virgem Maria?


  • Acreditamos que a Bem-aventurada Virgem Maria teve um papel fundamental e de enormíssima honra na cooperação com Deus para que a humanidade pudesse ter a salvação de Jesus Cristo.
  • A Virgem Maria é digna de toda a reverência, respeito e até de imitação, uma vez que a sua vida de constante sujeição à vontade de Deus deve ser imitada por cada crente e cada crente deve poder dizer a Deus, tal como ela: "Faça-se em mim segundo a tua palavra" e receber o Seu Filho no mais íntimo de si mesmo.

  • A Virgem Maria é a theotokos , a portadora e paridora de Deus incarnado. Como tal, e só neste sentido, pode ser chamada Mãe de Deus. Para evitar equívocos gostamos de chamá-la "Mãe de Deus incarnado".


4 - Os Santos?

  • Os santos são todos aqueles que, sendo pecadores, se acham redimidos gratuitamente pelo Sangue de Jesus Cristo e, portanto, Deus os declara perdoados e inocentes. A santidade é um dom de Deus e deve ser adquirida por cada crente porque todos somos chamados "a ser santos tal como o Senhor e nosso Pai Celestial é santo" [33].

  • Pelo facto de todos estarmos irmanados e salvos em Cristo Jesus e partilharmos das coisas santas que Ele nos dispensa, constituímos a comunhão dos santos, tanto daqueles que militam aqui na terra como daqueles que já renderam a sua alma ao Senhor e agora o servem e louvam de noite e de dia. Estamos rodeados por uma grande nuvem de testemunhas [34] que continuamente intercede por nós junto do Senhor e luta para que saiamos vitoriosos desta vida e nos juntemos a eles.

[33] Lv 19,2 e Mt 5,48
[34] Hb 12,1


5 - A IEC celebra / ministra os Sacramentos?


  • Sim, ministra os sete Sacramentos tradicionais: o baptismo, a eucaristia, o crisma (ou confirmação), a confissão, a ordem, o matrimónio e a unção dos doentes. Os Sacramentos são o meio priveligiado por Deus para comunicar a Sua graça e favor a cada filho Seu e ajudá-lo a progredir na Sua vida espiritual e de comunhão com Ele e com os seus irmãos.

  • Há Sacramentos que só se recebem uma vez na vida, como o Baptismo, o Crisma e a Ordem. Todos os outros, inclusive o Matrimónio, podem ser recebidos pelo crente mais do que uma vez, sendo que a Eucaristia é o alimento espiritual por excelência que deve ser tomado frequentemente para assegurar-nos vitória espiritual quotidiana sobre o mal e cada vez maior conformidade com Cristo (vide "Em que Acreditamos" e "Corrente Liturgico-sacramental").


6 - Os Sacerdotes podem casar-se?


  • É dada liberdade aos nossos ministros de se casarem ou de manterem o celibato, conforme decorre dos princípios do Evangelho. Para nós, o celibato não é uma questão de disciplina eclesiástica mas, sim, uma questão de discernimento do dom concedido por Deus a cada homem. 
  • Como diz S. Paulo: "Desejaria que todos os homens fossem como eu [solteiros ou viúvos] , mas cada um recebe de Deus o seu próprio carisma [dom] , um de uma maneira, outro de outra." [21] Cabe a cada um descobrir em si se Deus o chama a casar-se, "porque não é bom que o homem esteja só" ,[22] ou a manter uma dedicação exclusiva a Deus porque "quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor, como há-de agradar ao Senhor" e não "fica dividido." [23]

  • Parece decorrer das palavras de S. Paulo [24] que o dom do celibato é superior ao do casamento, provavelmente pela dose de autodisciplina e de sacrifício necessários à manutenção daquele, mas daí não se pode inferir a necessidade de o impor aos clérigos.

  • S. Paulo noutras cartas e outros autores bíblicos noutras passagens recomendam que "o bispo seja [...]marido de uma só mulher" [25] e que "os diáconos sejam maridos de uma só mulher, capazes de dirigir bem os filhos e a própria casa". [26]

  • Sabemos também que S. Pedro era casado e que, provavelmente, os outros Apóstolos também o eram quando o Apóstolo dos gentios diz: "Não temos o direito de levar connosco, nas viagens, uma mulher cristã, como os restantes Apóstolos, os irmãos do Senhor e Cefas [Pedro] ?" [27]

[21] I Cor 7,7
[22] Gn 2,18
[23] I Cor 7,32-34
[24] "Portanto, aquele que desposa a sua noiva faz bem; e quem não a desposa ainda faz melhor." I Cor 7,38
[25] I Tm 3,2
[26] I Tm 3,12
[27] I Cor 9,5

7 - Adoram imagens?

  • A Igreja não adora imagens porque apenas adora a Deus. Tal prática é proibida na Palavra de Deus, como se pode ver no livro do Êxodo 20. Mas reconhece que as imagens, desde que não se tornem fonte de idolatria, podem ser um meio de Deus falar aos homens e de lhes derramar a Sua graça. Muitas vidas têm sido abençoadas e muitos homens e mulheres se têm aproximado de Deus mediante a utilização de imagens, sejam elas quadros ou esculturas.

  • Mas as imagens devem ser sempre vistas como um meio e não como um fim em si. Adoramos (a Deus) e reverenciamos (os santos) quem é descrito pelas imagens, não adoramos as imagens enquanto objecto como ninguém adora uma fotografia mas nutre especial carinho por quem é representado pela fotografia.

  • Algumas pessoas pensam que violamos o preceito do Êxodo mas, se for visto com atenção e dentro do contexto, Deus não proíbe a utilização de imagens. Proíbe sim a utilização de imagens para a adoração das mesmas: "não lhes prestarás culto".


8 - Praticam o Dízimo? 
  • Desde tempos imemoriais que o dízimo [28] é praticado pelo povo de Deus e é um mandamento divino:"Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do templo para que haja alimento em Minha casa" , diz o Senhor em Malaquias 3,10.

Este mandamento é acompanhado de uma promessa:
  • "Ponde-Me à prova - diz o Senhor do universo - e vereis se não vos abro os reservatórios do céu e não espalho em vosso favor a bênção em abundância..
  • Ao contrário do que algumas pessoas pensam, Jesus Cristo não aboliu o dízimo e até o recomendou:"Devíeis praticar estas coisas [a justiça, a misericórdia e a fidelidade], sem deixar aquelas [o dízimo] ." [29]
  • Quando o crente entrega o seu dízimo aos líderes da Igreja está a proclamar solenemente que reconhece o senhorio de Deus na sua vida devolvendo-lhe uma parte daquilo que o Senhor lhe dá.
  • Está também a vir de encontro às necessidades existenciais da Igreja e dos seus ministros.
  • Por último, atrai sobre si mesmo bênçãos e prosperidade porque "a alma generosa será cumulada de bens e aquele que dá com largueza, assim também receberá." [30]. O próprio Senhor Jesus diz:
  • "Dai e ser-vos-á dado: uma boa medida, cheia, recalcada, transbordante será lançada no vosso regaço." [31]
  • Uma Igreja que não exorte os seus membros a praticarem o dízimo vive na penúria e impede-os de porem em prática uma lei espiritual que lhes permitirá serem deveras abençoados. "Quem pouco semeia, também pouco colherá; mas quem semeia com generosidade, com generosidade também colherá." [32]

[28] O dízimo ou a décima corresponde a 10% dos rendimentos de cada crente.
[29] Mt 23,24
[30] Pr 11,25
[31] Lc 6,38 

[32] II Cor 9,6 


9 - As vestes Sacerdotais / Paramentos

  • Os paramentos são vestes especiais exclusivamente consagradas para o culto divino e variam na cor e na forma, conforme a maior ou menor solenidade da ocasião. Se bem que não sejam absolutamente essenciais para que os sacramentos sejam válidos, conferem aos mesmos uma dignidade e gravidade extras. Demonstram também àqueles que os vêem que a função que se exerce é algo de único e não uma mera reunião de pessoas em que se pode utilizar apenas uma simples camisa e gravata.

  • As vestes especiais são usadas em vários âmbitos da sociedade. Por exemplo, os polícias usam uma farda própria, os médicos também, os bombeiros idem, e por aí adiante. Permitem também que o clérigo através dos paramentos exalte o papel d'Aquele em Nome do qual se exerce o ministério: o próprio Cristo.


10 - Qual a posição da IEC sobre o aborto?

  • A Igreja lamenta profundamente que muitas mulheres sejam confrontadas pelas mais variadas circunstâncias com a "opção" do aborto. É triste e sintomático que a sociedade em que se inserem não lhes permita muitas das vezes considerar outras vias que as levem a conduzir a gravidez até ao seu termo natural.

  • Está doente a sociedade que leve as pessoas a encarar a gravidez mais como um peso do que como um dom maravilhoso de Deus. Ninguém pode apontar o dedo à mulher que, devido às mais variadas pressões (do marido, da família, da sociedade e até dos médicos) decide pôr fim à vida da pessoa que leva no seu seio. Mas a prática em si do aborto não pode deixar de ser vista como um crime e como um grave pecado contra a Lei de Deus.

  • Excluímos o aborto em qualquer circunstância porque a morte nunca é uma solução nem é uma resposta responsável à consequência de duas pessoas livres permitirem que um novo ser humano seja concebido. A interrupção da gravidez só pode ser admitida em casos em que a vida da mãe seja gravemente posta em causa como, por exemplo, a gravidez ectópica. Neste caso, não se trata de aborto mas de legítima defesa  da mãe. Caso a interrupção não fosse realizada perder-se-iam duas vidas em vez de se salvar uma.

Para combater o aborto não se pode apenas censurar mas há que apresentar alternativas:

Para evitar gravidezes não planeadas: 
  • Primeiro de tudo, terá que haver uma nova abordagem da sexualidade de forma franca e directa na família e serem reabilitados os valores que defendem a prática do sexo no contexto de uma relação estável legitimada pelo casamento e pelo conhecimento que os cônjuges estabeleceram consistentemente antes de decidirem tornar-se uma só carne e uma só pessoa;
  • Da mesma forma como há um plano de vacinação, deveria haver também um plano de promoção de planeamento familiar a ser frequentado por casais e por jovens à beira de iniciarem a sua vida sexual;
  • Na escola também deve ser promovida uma educação sexual que promova os valores instuidos na família e em que sejam apresentados meios anticoncepcionais não abortivos;

Consumada a gravidez: 
  • Deve ser prestado apoio psicológico à grávida e ao seu parceiro desde o momento em que tomam conhecimento da gravidez;
  • Em face de dificuldades económicas incontornáveis, deverá ser prestado apoio financeiro e domiciliário à grávida para que não considere realizar um aborto por motivos económicos;
  • Após ter sido prestado apoio psicológico, havendo rejeição do feto por parte da grávida, deve de imediato ser iniciado o processo de entrega da criança para adopção logo após o parto.

Se o aborto for realizado: 
  • Se bem que não seja politicamente correcto, é inegável que para muitas mulheres o aborto é uma situação traumática da qual se emerge com muita dificuldade. O bem-estar e o alívio que se buscava no aborto dá muitas vezes lugar à desilusão, ao remorso e à auto-censura para além de possíveis sequelas físicas.
  • A Igreja deve especialmente nestes casos estender a Sua compaixão às mulheres que se encontram tolhidas por estes sentimentos e ajudá-las a passar pelo processo de arrependimento e conversão e a colocá-las diante de Deus sem sombra de vergonha ou pecado. Todo e qualquer ser humano tem direito a errar e a receber de Deus o Seu perdão, carinho e apoio para reerguer-se para uma nova vida.


11 - E em relação a métodos anticoncepcionais
(pílula, preservativo, etc)? 

  • A Igreja não se pronuncia sobre algo que diz respeito à vida íntima do casal, desde que isso não implique o aborto de um ser humano.
  • Portanto, qualquer meio de planeamento familiar é aceitável, com excepção do DIU e da chamada "pílula do dia seguinte" uma vez que só actuam após a fecundação do óvulo.


12 - O que é a Sucessão Apostólica? Porque é importante?


  • Entende-se por sucessão apostólica a escolha e ordenação de homens designados pelos Apóstolos encarregues de assumir a liderança da Igreja de Cristo após a morte dos Doze. Um exemplo é Timóteo que foi designado por Paulo. Por sua vez, cada um destes homens - os chamados bispos - escolheu e ordenou outros homens para continuarem esta linhagem até ao dias de hoje.

  • Cremos que esta linhagem se mantém inquebrantada nas Igrejas católicas, ao contrário da maioria das Igrejas protestantes. Com a Reforma, e porque não houve bispos que acompanhassem Lutero e Calvino, foram designados e ordenados ministros sem verdadeira legitimidade e autoridade para ministrarem os sacramentos aos fiéis. Na prática, só uma denominação cristã em que haja sucessão apostólica pode alimentar as suas ovelhas com tudo aquilo de que necessitam para crescer espiritualmente até à "estatura de Cristo".

  • Um sacramento administrado sem o suporte da autoridade conferida pela sucessão apostólica é como adquirir um boião de doce numa bonita embalagem... mas sem conteúdo. Regozijamo-nos por termos recebido de Deus o mandato e a autoridade para o poder fazer de forma legítima ( vide "Linhagem Apostólica").


13 - A IEC tem sucessão apostólica?

  • Sim, tem sucessão apostólica válida e perfeitamente verificável, conferida por bispos ordenados por um Bispo católico romano, D. Carlos Duarte Costa. Além disso a Igreja conta também com uma linhagem apostólica por via anglicana. (vide "Linhagem Apostólica").


14 - A IEC é uma Igreja ecuménica?

  • A Igreja ainda não se tornou membro do Conselho Mundial de Igrejas mas encontra-se aberta ao diálogo com todas as confissões cristãs e a uma cooperação fraterna que não ponha em causa a sua identidade católica.

  • De qualquer forma, a Igreja priveligia o contacto com outras Igrejas católicas e com Igrejas protestantes históricas em que haja um entendimento comum quanto à Sagrada Escritura, os Sacramentos, a Tradição e a Sucessão Apostólica. Ao nível local chega a usar templos de outras confissões enquanto não dispõe da possibilidade de ter os seus próprios espaços de culto e participa em reuniões ecuménicas com os mais variados objectivos.


15 - Qual é a posição da IEC em relação ao Papa? 


  • A Igreja tem relações formais com o Vaticano e decorrem neste momento conversações ecuménicas ao mais alto nível com a Santa Sé. Quanto ao Papa, respeitamos Sua Santidade enquanto Bispo da Igreja de Roma e enquanto Patriarca de Roma e reconhecêmo-lo como o Primaz do Ocidente tal como reconhecemos Suas Santidades os Patriarcas do Oriente. Não reconhecemos nele uma primazia sobre toda a Igreja de Cristo em detrimento da importância dos outros quatro Patriarcados tradicionais do Oriente.

  • Aceitamo-lo como sucessor de Pedro mas cremos que isso não lhe confere um poder especial para ser considerado na prática como um "super-bispo". Vêmo-lo como um primus inter pares, um primeiro entre iguais, e em que o seu ministério tem que ser exercido em estreito relacionamento com os seus colegas bispos de todo o mundo em espírito de colegialidade e não de supremacia absoluta. Consideramos que uma das soluções para a reunificação da Igreja passaria por se dar mais importância aos Concílios e às suas decisões mais do que às decisões de um só homem.


16 - A IEC é uma Igreja ritualista / litúrgica?
  • Como outras Igrejas católicas, é. Usamos uma liturgia que segue o padrão das várias liturgias ocidentais e tem uma estrutura muito semelhante ao ritual romano, com influências anglicanas e ortodoxas. Temos, portanto, orações escritas que são usadas conforme as diferentes situações e os diferentes sacramentos em causa. Mas, sendo carismáticos, também exortamos a que haja orações espontâneas feitas por cada crente, desde que com decência e ordem.

  • Alguns grupos cristãos defendem que nunca se deveria usar fórmulas fixas nem as chamadas "vãs repetições" contra as quais adverte Cristo. Mas Cristo fala contra as VÃS repetições, contra as repetições feitas sem sentido e sem sentimento e não contra as repetições em si.

  • Ele próprio, como qualquer judeu da Sua época, repetia todos os dias as mesmas orações e os mesmos salmos e frequentava as várias festas anuais preceituadas pela Palavra de Deus, nomeadamente a Páscoa e Pentecostes, em que havia um ritual próprio e uma rigidez que ninguém punha em causa. Citamos uma passagem elucidativa de um livro de Geoffrey Hodson, The Call to the Heights :

  • "Uma vantagem do cerimonial, seja ela reconhecida ou não, é a de que a mente se distrai do mundo fenomenal exterior e dirige-se para o mundo interior onde se encontra a realidade espiritual. As orações, invocações, salmos e hinos facultam o meio vocal de expressar a devoção e confiança no Divino. Os movimentos do corpo e os paramentos, e o uso de símbolos usados desde os tempos mais remotos cooperam no elevar da consciência da terra para o céu onde se presume que habita a suprema Divindade."