quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Nossa Liturgia


A adoração é o coração da IECB, como convergência das coisas "antigas" e "novas" guardadas no tesouro, de acordo com Mateus 13.52.

Como ponto de partida, a IECB se arraiga na tradição Anglo-Celta, que remonta ao terceiro século. Esta aproximação anglicana permite uma tremenda flexibilidade com expressões locais, sem colocar em risco os essenciais da fé. Esta tradição histórica pode permitir uma ordem simples de adoração, como também adorações mais elaboradas.

Duas condições são fundamentais para a adoração na IECB. Uma, é a comunidade estar aberta para a livre atuação do Espírito Santo. A outra, é a forma litúrgica, que nos é mostrada na Bíblia e na tradição da Igreja em seus primeiros séculos.

Uma das marcas distintivas da IECB é a sua liberdade no que se refere ao Espírito Santo. Nossa adoração é muito mais que litúrgica. Ela é sensível ao que Deus busca fazer no meio de Seu povo. O Espírito Santo é livre para manifestar-se em meio à adoração da Igreja.

A liturgia é fundamentada na Igreja dos Apóstolos e anterior ao Novo Testamento. Suas raízes estão na adoração judaica, praticada no Templo e nas Sinagogas, combinada com as celebrações eucarísticas dos cristãos primitivos. Através da liturgia ela se une, não só na forma eterna de adoração no céu, como também entra na adoração histórica dos séculos.

Através de uma liturgia rica e autêntica, expressa as verdades religiosas, denuncia heresias, e oferece uma expressão verdadeira de adoração à Trindade.

Embora variem no grau de solenidade, as Paróquias da IECB observam o Ano Litúrgico da Igreja, seguem o ciclo do lecionário de leituras da Bíblia, e a forma autorizada de adoração nas Celebrações aos domingos.

Os elementos seguintes são prescritos para a adoração na IECB:
PALAVRA DE DEUS
Um hino de abertura ou canto coral (como uma entrada antes do Trono de Deus)
Uma oração curta reconhecendo os atributos de Deus e pedindo o Seu favor.
Um tempo de adoração e louvor.
Confissão de pecados e absolvição
(em preparação para receber a eucaristia)
Leituras Bíblicas
Sermão
Credo Niceno ou Apostólico.
Oração Comunitária.

A MESA DO SENHOR
O ofertório (apresentação dos dízimos e ofertas).
Elevai os corações (Sursum Corda - chamada antiga para adorar a Cristo)
Santo, santo, santo (Sanctus - as palavras ouvidas por Isaías e João)
Palavras de instituição (repetindo a história da última ceia)
Epiclesis (convidando o Espírito Santo a infundir e auxiliar pelos sacramentos).
A oração - Saudação da Paz.
A fração do pão.
Distribuição do Pão e do Vinho.
Uma oração em Ação de Graças
A Bênção e a Despedida

A IECB adotou o Livro de Oração Comum (LOC) versão norte-americana de 1979, provisoriamente. Entende que esta liturgia expressa com fidelidade os padrões de adoração desfrutados pela Igreja Cristã.

EM QUE CREMOS


A IECB defende os ensinamentos históricos e indivisíveis do Cristianismo ortodoxo, conforme ministrado por Jesus Cristo, proclamados pelos apóstolos e defendidos pelos Pais da Igreja, claramente expressos nos Credos Apostólico e Niceno, e exemplificados pela Igreja Católica não dividida, durante o primeiro milênio de sua existência.
Cremos que todos estes fatores juntos, com Jesus em primeiro lugar, contenham o depósito significativo da fé e da ordem que foi entregue à Igreja.

Teologicamente, a IECB está em plena comunhão com as Igrejas que professam as doutrinas necessárias da Fé, crê que a graça de Deus é manifesta nos dois Sacramentos ordenados por Cristo: o Batismo e a Eucaristia, e está presente também nos cinco Ritos Sacramentais: Confirmação, Confissão, Matrimônio, Ordens Sacras e Unção dos Enfermos.

Com os seus postulados, a IECB apresenta-se como uma "PONTE" de ligação entre as Tradições Reformadas, o Catolicismo Ocidental e a Ortodoxia Oriental.

Não mantém companheirismo com aqueles que negam os pontos essenciais da fé, aqueles que gostariam de remover os marcos antigos, conforme Prov. 22.28. Uma vez que o ecumenismo, na IECB, é centrado em Cristo e no seu Evangelho.

PONTOS FUNDAMENTAIS DA NOSSA FÉ:
A importância das Sagradas Escrituras, não apenas na pregação, mas também na leitura pública e nos estudos pessoais.

A importância dos Sacramentos como meios de manifestar a graça de Deus.
A importância da Igreja ter a consciência de seu papel no mundo, como continuadora do ministério de Cristo.

A doutrina da salvação pela graça, conforme defendida pelos Reformadores.
A presença REAL e OPERACIONAL do Espírito Santo conferindo dons e sinais aos cristãos para serviço e testemunho no mundo.

Neste sentido, a IECB é completamente ortodoxa, completamente evangélica, completamente sacramental e completamente carismática.

PRÁTICAS E PADRÕES DE COMPORTAMENTO
O ponto de partida para a organização da Comunhão Internacional da Igreja Episcopal Carismática - CIIEC, foi o posicionamento anti-bíblico e pecaminoso de algumas denominações cristãs, em relação ao homossexualismo, ao aborto indiscriminado e ao divórcio, sem levar em conta os ensinos bíblicos sobre os assuntos referidos. Firmou-se a CIIEC, também, na fiel obediência à sã doutrina do Senhor Jesus Cristo.
Em geral, espera-se dos membros da IECB um comportamento ético, moral e religioso por palavras e atos, de conformidade com a mente de Cristo, e de acordo com ensinos dos Evangelhos.

É dever dos membros desta Igreja buscar sempre a oportunidade para o serviço e adoração ao Senhor. O bom relacionamento com os demais irmãos, a prática das virtudes cristãs e os exercícios espirituais, tais como: jejum, intercessão e meditação são altamente recomendáveis para a manutenção da saúde espiritual da Igreja.

Também a prática do dízimo, é exercida na Igreja, como padrão bíblico para o apoio financeiro às Paróquias e demais atividades eclesiásticas.

ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
A IECB é uma Comunhão Episcopal, ou seja, seu governo é dirigido por um Bispo. O governo episcopal é válido e apostólico não é, simplesmente, uma opção, mas uma prática muita bem definida no Novo Testamento. Porém, longe de serem apenas administradores, os bispos da CIIEC são, antes de tudo, Pastores. Através dos Cânones, os Bispos devem ser reitores de suas próprias Paróquias.

Quanto ao exercício do Episcopado, os Cânones da nossa comunhão nos levam a concluir que:
a) EM HIPÓTESE ALGUMA O BISPO é alguém eleito por conchavos, alianças, promessas políticas e negociações;
b) EM HIPÓTESE ALGUMA um Bispo pode assumir um comportamento sistemático de fragmentação e desagregação do rebanho, pois ele mesmo está sob a direção de um colegiado. Um Bispo Diocesano não é um "senhor feudal" a exercer despoticamente o seu poder. Enfim, ele não é intocável. Existem instrumentos para proteger o rebanho de um mal Bispo e ao mesmo tempo manter a dignidade do ofício;
c) EM HIPÓTESE ALGUMA o Bispo poderá defender posições públicas pessoais ou praticar atos que venham a ferir a ética e a consciência da coletividade. Um Bispo da Comunhão Episcopal Carismática não defende e nem realiza uniões homossexuais, não publica ou faz pronunciamentos públicos sem consulta e assentimentos consensual do Clero.
d) EM HIPÓTESE ALGUMA um Bispo de nossa Comunhão poderá fazer afirmações que firam a tradição da fé cristã, tais como a negação da divindade de Cristo, da sua ressurreição, etc.
Junto com o aspecto administrativo do episcopado, é um principio fundamental da CIIEC que o governo aconteça por consenso, debaixo da direção do Espírito Santo.

A nível internacional, o Conselho do Patriarca e a Câmara Internacional dos Arcebispos, igualmente, atuam sempre através da oração, buscando a unidade descrita em Atos 15, referindo-se ao Concílio de Jerusalém.

Este mesmo processo de buscar o CONSENSO acontece dentro de cada território internacional ou igreja nacional, de cada Província debaixo da autoridade de seu Arcebispo, de cada Diocese debaixo da autoridade de seu Bispo, e dentro de cada Paróquia debaixo da autoridade de seu Reitor e do seu Conselho Paroquial. A denominação, como um todo, é governada pelos Cânones da Igreja Episcopal Carismática.






A CIIEC reconhece e mantém o tradicional e bíblico Ministério Ordenado, através da imposição de mãos para consagrar Bispos, Presbíteros e Diáconos, entende que, com isso, recupera dentro do movimento carismático, o que está expresso em Efésios 4.11-13, no que se refere aos dons de apóstolo, profeta, evangelista, pastor e mestre para a edificação da Igreja de Cristo até a Sua vinda. Estes dons estão presentes na IECB, no meio do Clero, dos Leigos e em toda Paróquia saudável.

PAPEL DO MINISTRO
De acordo com os Cânones, o Clero da Igreja é composto dos ministérios ordenados de Bispo, Presbítero e Diácono, que servem, em Sucessão Apostólica, debaixo da liderança espiritual de Jesus Cristo. São reconhecidos outros tipos de ministério comissionado, exercido pelos leigos, de forma que o sacerdócio de todos os cristãos é exercitado dentro da Igreja inteira.

O Clero ordenado é responsável pelos ministérios litúrgicos, sacramentais e pedagógicos da Igreja. O clero da IECB é chamado a equipar e conduzir a Igreja, Corpo de Cristo, a oferecer a Deus os sacrifícios de louvor e ações de graças por todas as bênçãos recebidas. Espera-se que os Clérigos atuem como conselheiros bíblico-pastorais, mestres e incentivadores, levantados por Deus para conduzir os leigos nos serviços da Igreja.

Cabe lembrar que o Ministro Ordenado tem a primazia na condução dos serviços do altar.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES
Em relação ao movimento geral de muitas Igrejas e denominações para o ecumenismo, cabe mencionar o seguinte:

A IECB não ordena mulheres ao diaconato ou sacerdócio. Porém, na IECB a mulher serve à Igreja em uma variedade de ministérios leigos, recebendo o nome de Ministras Comissionadas.
" Clérigos e leigos podem participar de atividades ecumênicas, tais como estudos bíblicos e outras atividades.

" A celebração da Mesa do Senhor (Eucaristia) é aberta a todos os cristãos que crêem no Sangue de Cristo como única forma de perdão para o pecador.

OUTRAS CARACTERÍSTICAS DA IGREJA EPISCOPAL CARISMÁTICA:
É uma Igreja CATÓLICA - Isto é, uma Igreja universal. O termo católico significa universal porque sua missão principal é a de lutar pelo estabelecimento do Reino de Deus entre os homens, em todos os lugares e em todos os tempos.

É uma Igreja REFORMADA - que se reformou e procura aperfeiçoar-se. Incorporou os princípios bíblicos da Reforma Protestante do Século XVI. Como um corpo vivo busca não dormir em seus louros de vitórias, procura não envelhecer, mas renovar-se continuamente.

É uma Igreja BÍBLICA - adora a Deus e entende que a Bíblia é a chave para compreender a revelação divina aos homens, tanto no passado como no presente. Aceita a Bíblia como um livro da Igreja, escrito por homens, sob a inspiração de Deus e que, neste sentido, é único.

É uma Igreja DEMOCRÁTICA - onde todos têm direito de expressão, mesmo sendo minoria. A Igreja é a comunhão de todos os membros que fazem parte do Corpo de Cristo.

É uma Igreja para PESSOAS LIVRES, CONSCIENTES - Ela não anula a inteligência de seus membros, mas se expressa pela manifestação consciente de todos eles. Não há lugar para fanáticos. Todos levamos em nós a marca da Graça e livremente devemos expressá-la, conformando-nos, porém, com a ordem e a tradição cristãs.

É uma Igreja QUE SE PREOCUPA com a vida diária dos seus membros: onde vivem, como vivem. Uma preocupação integral com a vida social, política, moral e espiritual dos seus fiéis e das outras pessoas também.

É uma Igreja LITÚRGICA - na verdade todas as Igrejas são litúrgicas. A característica episcopal está em que a liturgia é ordenada, organizada. Procura adaptar-se aos locais e épocas onde é atuante.
É uma Igreja que se considera PARTE DA IGREJA CRISTÃ e não a única "dona da verdade". Mas, sendo parte da Igreja cristã e sendo inclusiva, procura mostrar como deverá ser a Igreja Cristã do futuro. É uma Igreja ecumênica, pois, a reunião dos que em Cristo são diferentes, está intimamente ligada à sua maneira de ser

OS MEMBROS DESTA IGREJA CRÊEM:
Na Santíssima Trindade, Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, um só Deus Eterno, Amoroso, Poderoso e Onisciente;

Aceitam os 66 livros canônicos do Antigo e Novo Testamentos como a verdadeira Palavra de Deus, a única regra de fé e conduta cristãs, suficiente para a salvação, suprema em sua autoridade, pela qual a Igreja deve sempre se reformar e julgar suas tradições;

Crêem que o homem pecador e culpado, é justificado por Deus, tendo por base apenas a morte expiatória de Cristo, somente pela fé e que as boas obras de um santo viver seguem a justificação como sua própria evidência;

Reconhecem a Jesus Cristo como único e todo suficiente mediador entre Deus e os homens e Sua morte como o único sacrifício pelos pecados.

Crêem nos dois Sacramentos: Comunhão e Batismo como instituídos e autorizados pelo próprio Senhor Jesus.

Reconhecem os cinco Ritos Sacramentais ou ainda, também, chamados Ordenanças Sacramentais: Confirmação, Confissão, Sagradas Ordens, Matrimônio e Unção dos Enfermos - como parte da vida regular dos fiéis, trazendo a sanção e o favor de Deus para suas vidas;

Aceitam o sacrifício expiatório de Cristo na cruz, feito uma só vez para sempre, em favor de todos os que n'Ele crêem e O aceitam;

Crêem no livre acesso do pecador a Deus pela fé e na oração tendo Cristo como o único mediador;
Crêem na eficácia da oração pessoal, coletiva ou intercessória como hábito recomendável de refrigério para a vida espiritual e aceitável por Deus;

No dever das boas obras feitas com amor, as quais não se tornam veículos de salvação, mas expressões concretas de uma vida de fé;

Na regeneração ou novo nascimento espiritual, pelo arrependimento do pecador e obra do Espírito Santo;
Na autoridade da Igreja, a qual jamais perecerá e está representada nas primitivas e históricas Ordens de Bispos, Presbíteros e Diáconos;

Na utilidade da assistência regular aos Ofícios Divinos realizados na língua do povo e por Ministros que representam a autoridade Apostólica e são chefes dos seus próprios lares;
No conteúdo dos Credos Apostólico e Niceno, inspirados sumários da fé universal dos cristãos e aceitos desde os primeiros séculos de nossa era;

No valor histórico e docente dos XXXIX Artigos de Religião, como uma coerente explicação das Escrituras;

Na construção constante da Igreja baseada no testemunho da Bíblia, dos Credos e da Tradição, interpretados pela razão e sujeitos sempre a orientação do Espírito Santo.

O QUADRILATERO DE CHICAGO - LAMBETH
A CIIEC aceita o Quadrilátero de Chicago - Lambeth (1886 - 1888) que delimita a quatro pontos essenciais da unidade evidenciadas pela indivisível Igreja Católica durante os primeiros onze séculos de sua existência e os adota como um requisito para Ministros e Igrejas que venham a entrar em completa comunhão com a Igreja Episcopal Carismática. Estes pontos essenciais dão uma base para o nosso relacionamento com outras tradições, denominações e congregações.

Estes pontos são:
1. As Sagradas Escrituras (Antigo e o Novo Testamentos) são a revelação de Deus contendo todas as coisas necessárias à salvação, sendo a regra e o padrão de fé.

2. Acata o Credo Apostólico como símbolo batismal e o Credo Niceno como testemunho suficiente da fé cristã.

3. Reconhece os dois Sacramentos ordenados por Cristo, Batismo e a Ceia do Senhor, ministrada pela infalível palavra de instituição e os elementos ordenados por Ele.

4. Adota o episcopado histórico, localmente adaptado, nos métodos de sua administração para as várias necessidades das nações e povos chamados por Deus na unidade de sua Igreja.

UM CHAMADO À MISSÃO INTEGRAL DA IGREJA
Finalmente a IECB encoraja os evangélicos a resgatar a visão holística da missão de um cristão verdadeiro neste mundo. O testemunho das Escrituras é que, devido ao pecado, nosso relacionamento com Deus, conosco mesmo, com o próximo e com a criação foi rompido. Através do sacrifício de Cristo na cruz, foi possível resgatar este relacionamento.

Onde a Igreja tem sido fiel a este chamado, ela tem proclamado a salvação pessoal, tem sido um canal da cura divina aos necessitados físicos, emocionais e tem procurado justiça para os oprimidos e abandonados.

Assim, nós conclamamos a Igreja a participar dessa atividade salvadora de Deus, através da prática e da oração, lutando por justiça social e liberdade aos oprimidos, com vistas à salvação no novo céu e nova terra escatológica.

Formar em cada Paróquia uma comunidade terapêutica de amor, bem como enfatizar o ensino da Bíblia e das doutrinas cristãs é a grande diferença que a IEC tem vivenciado em todo mundo. Ninguém será membro desta Igreja sem logo conhecer a Palavra de Deus para poder servi-lo melhor.

RAZÃO DO NOME DA IEC
A adoção do nome Igreja Episcopal Carismática teve por objetivo evitar qualquer adjetivação que viesse restringir sua catolicidade, isto é, sua universalidade. Embora a sede do seu Patriarcado seja a cidade de San Clemente, nos Estados Unidos da América, não foi a Instituição denominada de Igreja Episcopal Norte-Americana. Acrescentou-se o qualificativo de Carismática, porque é seu propósito que o Espírito Santo a dirija e derrame sobre ela o Seu poder para que possa exercer o testemunho do Evangelho entre todos os homens e países. Louvado seja o nosso Senhor Jesus Cristo. Aleluia!

NOSSA HISTÓRIA


A Igreja Episcopal Carismática do Brasil, IECB, existe para tornar visível o Reino de Deus às nações do mundo; trazer o conhecimento das riquezas da vida litúrgica e sacramental da Igreja Primitiva para os evangélicos e carismáticos, bem como o poder de Pentecostes para os nossos irmãos e irmãs das Igrejas históricas. E, finalmente, prover um lar acolhedor para todos os cristãos que buscam por uma Igreja litúrgica-sacramental, evangélica e carismática como alicerce para suas vidas e dons ministeriais.
A IECB é parte da Comunhão Internacional da Igreja Episcopal Carismática, CIIEC, uma das denominações que mais rapidamente se expande no mundo. Conquanto tenha começado em 1992 com apenas um bispo e três paróquias, atualmente os dados estatísticos apontam para cerca de 1000 (mil) igrejas, totalizando mais de 200.000 (duzentos mil) membros confirmados, espalhados em 20 países (muito embora a freqüência aos templos supere em muito os 200.000 membros oficiais).

Embora a IECB ainda seja uma denominação relativamente jovem, ela se coloca numa posição para onde convergem os anglicanos, os católicos romanos e os evangélicos de várias denominações, recebendo sua sucessão apostólica em legítima linhagem do indivisível cristianismo ortodoxo.

Conquanto estribados nas tradições antigas, nós também acreditamos que a IECB foi estabelecida por Deus para ser uma nova denominação com firmes alicerces nas Igrejas históricas e apostólicas, como também nos movimentos evangélicos e carismáticos de nossa própria geração. Quanto a este respeito, a IECB existe como uma convergência de fluxos, ou seja, os atributos evangélicos, carismáticos e litúrgico-sacramentais, encontram-se em perfeita comunhão em nossa experiência como Igreja Universal.


As sementes deste movimento de convergência foram plantadas em maio de 1977, quando um grupo de líderes de tradição reformada fez um veemente apelo a todos os evangélicos para que descobrissem suas raízes junto ao Cristianismo histórico.

A Conclamação de Chicago, como passou a ser conhecida, foi assinada por pessoas como Peter Gilquist, Thomas Howard, Robert Webber e John Braun. A mensagem deles - um resgate de nossas raízes comuns e apostólicas para a transmissão fiel do Evangelho - se tornou o catalisador e fator de motivação para nossa Igreja.

Definitivamente, a IECB não é um CISMA ou um grupo DISSIDENTE de outra denominação. É um trabalho sem igual que Deus dispôs nos corações de clérigos dedicados e fiéis de várias denominações (pentecostais, batistas, anglicanos, luteranos, presbiterianos, carismáticos independentes, wesleyanos, etc.) que, por meio de uma reflexão e oração, perceberam a necessidade de se ter um lugar de convergência.

Eles foram impelidos à formação de uma Igreja que não só exercitasse a autoridade apostólica dentro de um vigamento litúrgico, mas que operasse debaixo da inspiração e unção do Espírito Santo. No dia 26 de junho de 1992, o Revmº Austin Randolph Adler foi sagrado como o primeiro Bispo Primaz dos Estados Unidos e Patriarca desta Igreja.

A sede patriarcal fica na Cidade de San Clemente, Califórnia, nos Estados Unidos da América do Norte, onde está a Catedral de São Miguel Arcanjo.

Hoje, clérigos e leigos da IECB compartilham da mesma herança. Evangélicos, tradicionais e carismáticos, anglicanos, católicos romanos e ortodoxos, tem a visão comum de fazer o Reino de Deus visível para as nações do mundo agora.

BRASÃO E LOGOTIPO

BRASÃO DA IGREJA EPISCOPAL CARISMÁTICA

AS CHAVES - são os símbolos de “Autoridade”. No Evangelho segundo Mateus, quando Simão Pedro fez sua confissão de fé em Jesus, como o Cristo, filho do Deus vivo? Jesus, na ocasião, disse que não somente construiria a sua Igreja sob a base sólida daquela confissão, mas prometeu entregar a Pedro as “chaves” do Reino de Deus (Mateus 16:13-19). As “chaves” que Jesus prometeu entregar a Pedro são a Palavra e oEspírito Santo de Deus. Pedro usou essas “chaves” pela primeira vez, em Pentecostes, quando, com a Palavra de Deus e o Espírito Santo, ele abriu o Reino de Deus a todos que o estavam ouvindo. Naquele dia, 3000 (três mil) foram batizados e entraram no Reino de Deus (Atos 2:1-41). Imediatamente antes de ascender ao céu com o seu corpo glorificado para retornar a Seu lugar à direita do Pai, Jesus falou aos seus discípulos sobre a autoridade universal que havia sido delegado a Ele pelo Pai. Então, em um surpreendente ato de confiança, Jesus delegou aquela autoridade aos onze apóstolos restantes (Mateus 28:16-20). É atravez deles e oriundo deles que vem a sucessão apostólica através dos séculos e que as “chaves” e a Autoridade para ministrar foram dadas à igreja.

Jesus declarou ser o unjido por Deus. Durante a Santa Ceia, Ele prometeu aos seus discípulos que eles não apenas teriam o Espírito Santo, mas que o Espírito Santo estaria também sobre eles. Eles teriam a mesma unção de Jesus!

Essa unção foi evidenciada pela primeira vez no dia Pentecostes, quando os discípulos foram batizados no Espírito Santo. Como Jesus, eles foram ungidos, não apenas para a proclamação do Reino na terra, mas também para a demonstração da realeza e do poder daquele Reino.

A CRUZ - No centro do escudo, simboliza nossa Missão. Nossa missão é compartilhar com os outros a mensagem da cruz, a qual é o Poder e a sabedoria de Deus (ICoríntios 1:18-24). O apóstolo Paulo nos diz que somos embaixadores. Como Embaixadores do Rei, recebemos e nos foi confiada a “mensagem de reconciliação” (2Coríntios 5:17-20). O próprio Jesus confiou-nos a missão quando nos comissionou para fazer discípulos em todos os grupos étnicos ou “nações”, para batiza-los, ensinando-os a guardar o que Ele nos mandou (Mateus 28:19-20).

As cores do escudo são vermelho, azul e branco.

VERMELHO - Representa o sangue de Jesus derramado em favor do mundo e, também, o sangue de todos os mártires de todas as épocas que morreram pela fé. Mais cristãos morreram no século XX do que em todos os séculos passados juntos. A igreja está maculada com o sangue dos fiéis. Ao lembrarmos deles, refletimos sobre os nossos próprios compromissos.

Azul - Se refere às coisas celestes, onde temos nossa cidadania e nossa realeza. Servimos a um Rei, entre o qual somos um “Reino de ministros diante do nosso Deus”. Não somente isto, mas nossa mensagem é concernente ao Reino de Deus. Jesus Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Este reinado é uma realidade e não um simples conceito ou um princípio de teologia.

Branco - Fala da pureza de Deus e da sua Santa Igreja. Nós somos feitos “a justiça de Deus em Jesus Cristo”. Também nos faz lembrar de que “embora nossos pecados sejam da cor escarlate, eles serão brancos como neve”



O LOGOTIPO

Existem sete diferentes símbolos no logotipo. Você pode encontrá-los? Os três símbolos coloridos representa as divisões (ou fluxos) da Igreja no mundo inteiro.

1º - O símbolo do topo é o VINHO. Este vinho representa as igrejas sacramental onde a fé é mantida através do seu clero, os rituais e credos.

2º - O símbolo do meio é uma BÍBLIA ABERTA. Esta Bíblia representa a Igreja Evangélica, onde a Bíblia e a necessidade de uma fé pessoal em Jesus Cristo como Salvador e Senhor, é enfatizado.

3º - O terceiro símbolo é uma CHAMA. Esta chama representa a igreja carismática, onde o sobrenatural, dons do Espírito Santo são enfatizadas.

O quadro mostra três símbolos mais, um cálice, um altar e uma lareira.
A taça contém o vinho, para que possamos recebê-lo, O altar apóia a Palavra para que possamos discernir corretamente que a lareira mantém a chama assim que nós estamos em segurança aquecido por Ele.
Quando virado de lado, o quadro revela a três letras CEC. Estes representam a Igreja Episcopal Carismática(Charismatic Episcopal Church - em inglês)
O Carismático palavra significa ter os Dons do Espírito
A palavra Episcopal significa governada por Bispos (não é a Igreja Episcopal dos EUA)
A palavra Igreja significa a assembléia dos Cristãos
O CEC proporciona um quadro único para o vinho, a Palavra e a chama. Nós somos uma Igreja Sacramental, Evangélica e Carismática, onde os três fluxos se tornar um rio.

A IGREJA



Igreja Episcopal Carismática do Brasil - Catedral da Santíssima Trindade (Rua Carneiro Vilela, 568 - Espinheiro - Recife - PE)
Foi nesta uma pequena paróquia em 1975, que chegou o então Pastor Paulo Ruiz Garcia e sua esposa Sra. Márcia Gaparini Garcia, a Catedral da Trindade tornou-se, mercê do seu extraordinário labor pastoral, uma comunidade que tendo dado origem a muitas outras paróquias, veio a tornar-se uma das mais atuantes comunidades cristãs do Brasil.

Ela é hoje a Catedral - igreja onde está a cátedra do Bispo - da Igreja Episcopal Carismática do Brasil, desde a sagração do Reverendíssimo Dom Paulo Ruiz Garcia como Bispo da Diocese Missionária do Brasil da Comunhão Internacional da Igreja Episcopal Carismática, ocorrida em 08 de setembro de 2003.

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Igreja Episcopal Carismática do Brasil - Catedral do Calvário (Avenida Dr. Claudio Gueiros Leite, Janga, Paulista - PE)

Há mais de 13 anos, atendendo um pleito do Grupo Familiar de moradores do município do Paulista e frequentadores da Paróquia Santíssima Trindade e crescente número deste grupo, o então Rev. Paulo Ruiz Garcia e a sempre presente esposa, Márcia Gasparini Garcia deu inicio à Missão do Calvário.

Um belo casarão foi o cenário escolhido para o culto Inaugural da Missão do Calvário, contando com a presença de, mais de 100 pessoas, entre membros da Paróquia da santíssima Trindade, frequentadores de Grupos Familiares de Olinda e Paulista, Convidados, moradores e pastores das comunidades locais.

Que logo se tornou Paróquia, como também fora elevado um novo templo construído na Av. Cláudio Gueiros Leite, no bairro do Janga, Município do Paulista.

E assim, com a ousadia da visão do Reino de Deus e a destemida coragem, aliada a fé inabalável em nosso Deus altíssimo, iniciou-se a construção do novo templo da Paróquia do Calvário.

Ao longo desses anos, o Rev. Adonias Ramos de Souza, Ministro do Altíssimo, ladeado pela esposa, Magali e seus filhos, Júlia e Caleb, direcionados pelo Senhor, têm estado a seu serviço e hoje da Catedral do Calvário.