sábado, 5 de abril de 2014

Nossa Liturgia

A adoração é o coração da IECB, como convergência das coisas "antigas" e "novas" guardadas no tesouro, de acordo com Mateus 13.52.

Como ponto de partida, a IECB se arraiga na tradição Anglo-Celta, que remonta ao terceiro século. Esta aproximação anglicana permite uma tremenda flexibilidade com expressões locais, sem colocar em risco os essenciais da fé. Esta tradição histórica pode permitir uma ordem simples de adoração, como também adorações mais elaboradas.

Duas condições são fundamentais para a adoração na IECB. Uma, é a comunidade estar aberta para a livre atuação do Espírito Santo. A outra, é a forma litúrgica, que nos é mostrada na Bíblia e na tradição da Igreja em seus primeiros séculos.

Uma das marcas distintivas da IECB é a sua liberdade no que se refere ao Espírito Santo. Nossa adoração é muito mais que litúrgica. Ela é sensível ao que Deus busca fazer no meio de Seu povo. O Espírito Santo é livre para manifestar-se em meio à adoração da Igreja.

A liturgia é fundamentada na Igreja dos Apóstolos e anterior ao Novo Testamento. Suas raízes estão na adoração judaica, praticada no Templo e nas Sinagogas, combinada com as celebrações eucarísticas dos cristãos primitivos. Através da liturgia ela se une, não só na forma eterna de adoração no céu, como também entra na adoração histórica dos séculos.

Através de uma liturgia rica e autêntica, expressa as verdades religiosas, denuncia heresias, e oferece uma expressão verdadeira de adoração à Trindade.

Embora variem no grau de solenidade, as Paróquias da IECB observam o Ano Litúrgico da Igreja, seguem o ciclo do lecionário de leituras da Bíblia, e a forma autorizada de adoração nas Celebrações aos domingos.


Os elementos seguintes são prescritos para a adoração na IECB:


PALAVRA DE DEUS

Um hino de abertura ou canto coral (como uma entrada antes do Trono de Deus)
Uma oração curta reconhecendo os atributos de Deus e pedindo o Seu favor.
Um tempo de adoração e louvor.
Confissão de pecados e absolvição
(em preparação para receber a eucaristia)
Leituras Bíblicas
Sermão
Credo Niceno ou Apostólico.
Oração Comunitária.


A MESA DO SENHOR
O ofertório (apresentação dos dízimos e ofertas).
Elevai os corações (Sursum Corda - chamada antiga para adorar a Cristo)
Santo, santo, santo (Sanctus - as palavras ouvidas por Isaías e João).
Palavras de instituição (repetindo a história da última ceia).
Epiclesis (convidando o Espírito Santo a infundir e auxiliar pelos sacramentos).
A oração - Saudação da Paz.
A fração do pão.
Distribuição do Pão e do Vinho.
Uma oração em Ação de Graças
A Bênção e a Despedida

A IECB adotou o Livro de Oração Comum (LOC) versão norte-americana de 1979, provisoriamente. Entende que esta liturgia expressa com fidelidade os padrões de adoração desfrutados pela Igreja Cristã.

Nossa História

A Igreja Episcopal Carismática do Brasil, IECB, existe para tornar visível o Reino de Deus às nações do mundo; trazer o conhecimento das riquezas da vida litúrgica e sacramental da Igreja Primitiva para os evangélicos e carismáticos, bem como o poder de Pentecostes para os nossos irmãos e irmãs das Igrejas históricas. E, finalmente, prover um lar acolhedor para todos os cristãos que buscam por uma Igreja litúrgica-sacramental, evangélica e carismática como alicerce para suas vidas e dons ministeriais.

A IECB é parte da Comunhão Internacional da Igreja Episcopal Carismática, CIIEC, uma das denominações que mais rapidamente se expande no mundo. Conquanto tenha começado em 1992 com apenas um bispo e três paróquias, atualmente os dados estatísticos apontam para cerca de 1000 (mil) igrejas, totalizando mais de 200.000 (duzentos mil) membros confirmados, espalhados em 20 países (muito embora a freqüência aos templos supere em muito os 200.000 membros oficiais).

Embora a IECB ainda seja uma denominação relativamente jovem, ela se coloca numa posição para onde convergem os anglicanos, os católicos romanos e os evangélicos de várias denominações, recebendo sua sucessão apostólica em legítima linhagem do indivisível cristianismo ortodoxo.

Conquanto estribados nas tradições antigas, nós também acreditamos que a IECB foi estabelecida por Deus para ser uma nova denominação com firmes alicerces nas Igrejas históricas e apostólicas, como também nos movimentos evangélicos e carismáticos de nossa própria geração. Quanto a este respeito, a IECB existe como uma convergência de fluxos, ou seja, os atributos evangélicos, carismáticos e litúrgico-sacramentais, encontram-se em perfeita comunhão em nossa experiência como Igreja Universal.

As sementes deste movimento de convergência foram plantadas em maio de 1977, quando um grupo de líderes de tradição reformada fez um veemente apelo a todos os evangélicos para que descobrissem suas raízes junto ao Cristianismo histórico.

A Conclamação de Chicago, como passou a ser conhecida, foi assinada por pessoas como Peter Gilquist, Thomas Howard, Robert Webber e John Braun. A mensagem deles - um resgate de nossas raízes comuns e apostólicas para a transmissão fiel do Evangelho - se tornou o catalisador e fator de motivação para nossa Igreja.

Definitivamente, a IECB não é um CISMA ou um grupo DISSIDENTE de outra denominação. É um trabalho sem igual que Deus dispôs nos corações de clérigos dedicados e fiéis de várias denominações (pentecostais, batistas, anglicanos, luteranos, presbiterianos, carismáticos independentes, wesleyanos, etc.) que, por meio de uma reflexão e oração, perceberam a necessidade de se ter um lugar de convergência.

Eles foram impelidos à formação de uma Igreja que não só exercitasse a autoridade apostólica dentro de um vigamento litúrgico, mas que operasse debaixo da inspiração e unção do Espírito Santo. No dia 26 de junho de 1992, o Revmº Austin Randolph Adler foi sagrado como o primeiro Bispo Primaz dos Estados Unidos e Patriarca desta Igreja.

A sede patriarcal fica na Cidade de San Clemente, Califórnia, nos Estados Unidos da América do Norte, onde está a Catedral de São Miguel Arcanjo.

Hoje, clérigos e leigos da IECB compartilham da mesma herança. Evangélicos, tradicionais e carismáticos, anglicanos, católicos romanos e ortodoxos, tem a visão comum de fazer o Reino de Deus visível para as nações do mundo agora.

Carismática

Antes de tudo, precisamos analisar um pouco a palavra "Carismática". Ela provém da palavra "charisma", a qual é traduzida, na maioria das vezes no Novo Testamento, como "dom". É baseada na raiz que significa "graça". Graça é um favor imerecido que recebemos de Deus, pelo qual nos vem tudo que temos experimentado.

Em 1976, o Bispo Michael Marshall já afirmava que, em dez anos, ou a Igreja seria carismática ou morreria. Isto não tem qualquer ligação, como alguns poderiam supor, com a prática adicional, às vezes estranha do tipo pentecostal, que tentamos enxertar nas nossas Igrejas. Se carismático significa "Dons da Graça", então não podemos ser uma Igreja cristã e não sermos carismáticos, pois tudo o que temos, vem a nós como um dom gratuito de Deus, pela Graça do Senhor.

A experiência carismática está subordinada a quatro coisas: 
1. ao ensino apostólico - devemos proclamar o ensino continuado dos Apóstolos, como encontramos no Novo Testamento.
2. à pregação bíblica - precisamos pregar a fé histórica dos apóstolos como se encontra nas Escrituras;
3. à adoração histórica - desde os dias dos apóstolos, a adoração dos cristãos está centrada na Ceia do Senhor. Após a Reforma protestante, outro tipo de adoração veio a acontecer e causou uma significativa mudança. Mas, adoração não se dá através de uma liturgia, cantando hinos ou lendo orações. Adoração é o oferecimento das nossas vidas ao Senhor em resposta a Ele;
4. à "experiência carismática" - uma coisa é sermos apostólicos em fé e doutrina, outra, é sermos apostólicos em vida e experiência.

Uma Igreja Carismática tem quatro marcas: 
1. é uma Igreja de adoração. O Espírito Santo abre nossos olhos para entendermos quem é Jesus e nos dá o desejo de adorá-lo;
2. é uma Igreja de ensino. Devemos adorar a Deus não apenas em espírito, mas em verdade. Jesus disse: "O Espírito Santo os guiará em toda verdade" (João 16:13)
3. é uma Igreja que cuida e que ama. O Espírito de Deus outorga a nós o fruto Espírito, descrito em Gálatas 5 e 6.
4. finalmente, a Igreja Carismática será sempre uma Igreja que serve. Não somos chamados para sermos senhores do povo, mas para sermos servos. Jesus, Ele próprio, deixou de lado seus direitos, tomou uma toalha e passou a lavar os pés dos seus discípulos (João 13).

Assim, uma Igreja Carismática adora, ensina, ama e serve. Seus membros se oferecem ao Senhor reconhecendo que não possuem em si nenhum merecimento, a não ser pela Graça de Deus. Apenas a Igreja que confia na Graça do Senhor é, verdadeiramente, CARISMÁTICA.

Em que Cremos

A IECB defende os ensinamentos históricos e indivisíveis do Cristianismo ortodoxo, conforme ministrado por Jesus Cristo, proclamados pelos apóstolos e defendidos pelos Pais da Igreja, claramente expressos nos Credos Apostólico e Niceno, e exemplificados pela Igreja Católica não dividida, durante o primeiro milênio de sua existência.
Cremos que todos estes fatores juntos, com Jesus em primeiro lugar, contenham o depósito significativo da fé e da ordem que foi entregue à Igreja.

Teologicamente, a IECB está em plena comunhão com as Igrejas que professam as doutrinas necessárias da Fé, crê que a graça de Deus é manifesta nos dois Sacramentos ordenados por Cristo: o Batismo e a Eucaristia, e está presente também nos cinco Ritos Sacramentais: Confirmação, Confissão, Matrimônio, Ordens Sacras e Unção dos Enfermos.

Com os seus postulados, a IECB apresenta-se como uma "PONTE" de ligação entre as Tradições Reformadas, o Catolicismo Ocidental e a Ortodoxia Oriental.

Não mantém companheirismo com aqueles que negam os pontos essenciais da fé, aqueles que gostariam de remover os marcos antigos, conforme Prov. 22.28. Uma vez que o ecumenismo, na IECB, é centrado em Cristo e no seu Evangelho.

PONTOS FUNDAMENTAIS DA NOSSA FÉ:

A importância das Sagradas Escrituras, não apenas na pregação, mas também na leitura pública e nos estudos pessoais.

A importância dos Sacramentos como meios de manifestar a graça de Deus.
A importância da Igreja ter a consciência de seu papel no mundo, como continuadora do ministério de Cristo.

A doutrina da salvação pela graça, conforme defendida pelos Reformadores.
A presença REAL e OPERACIONAL do Espírito Santo conferindo dons e sinais aos cristãos para serviço e testemunho no mundo.

Neste sentido, a IECB é completamente ortodoxa, completamente evangélica, completamente sacramental e completamente carismática.

PRÁTICAS E PADRÕES DE COMPORTAMENTO

O ponto de partida para a organização da Comunhão Internacional da Igreja Episcopal Carismática - CIIEC, foi o posicionamento anti-bíblico e pecaminoso de algumas denominações cristãs, em relação ao homossexualismo, ao aborto indiscriminado e ao divórcio, sem levar em conta os ensinos bíblicos sobre os assuntos referidos. Firmou-se a CIIEC, também, na fiel obediência à sã doutrina do Senhor Jesus Cristo.

Em geral, espera-se dos membros da IECB um comportamento ético, moral e religioso por palavras e atos, de conformidade com a mente de Cristo, e de acordo com ensinos dos Evangelhos.

É dever dos membros desta Igreja buscar sempre a oportunidade para o serviço e adoração ao Senhor. O bom relacionamento com os demais irmãos, a prática das virtudes cristãs e os exercícios espirituais, tais como: jejum, intercessão e meditação são altamente recomendáveis para a manutenção da saúde espiritual da Igreja.


Também a prática do dízimo, é exercida na Igreja, como padrão bíblico para o apoio financeiro às Paróquias e demais atividades eclesiásticas.

ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

A IECB é uma Comunhão Episcopal, ou seja, seu governo é dirigido por um Bispo. O governo episcopal é válido e apostólico não é, simplesmente, uma opção, mas uma prática muita bem definida no Novo Testamento. Porém, longe de serem apenas administradores, os bispos da CIIEC são, antes de tudo, Pastores. Através dos Cânones, os Bispos devem ser reitores de suas próprias Paróquias.

Quanto ao exercício do Episcopado, os Cânones da nossa comunhão nos levam a concluir que:

a) EM HIPÓTESE ALGUMA O BISPO é alguém eleito por conchavos, alianças, promessas políticas e negociações;

b) EM HIPÓTESE ALGUMA um Bispo pode assumir um comportamento sistemático de fragmentação e desagregação do rebanho, pois ele mesmo está sob a direção de um colegiado. Um Bispo Diocesano não é um "senhor feudal" a exercer despoticamente o seu poder. Enfim, ele não é intocável. Existem instrumentos para proteger o rebanho de um mal Bispo e ao mesmo tempo manter a dignidade do ofício;

c) EM HIPÓTESE ALGUMA o Bispo poderá defender posições públicas pessoais ou praticar atos que venham a ferir a ética e a consciência da coletividade. Um Bispo da Comunhão Episcopal Carismática não defende e nem realiza uniões homossexuais, não publica ou faz pronunciamentos públicos sem consulta e assentimentos consensual do Clero.

d) EM HIPÓTESE ALGUMA um Bispo de nossa Comunhão poderá fazer afirmações que firam a tradição da fé cristã, tais como a negação da divindade de Cristo, da sua ressurreição, etc.

Junto com o aspecto administrativo do episcopado, é um princípio fundamental da CIIEC que o governo aconteça por consenso, debaixo da direção do Espírito Santo.

A nível internacional, o Conselho do Patriarca e a Câmara Internacional dos Arcebispos, igualmente, atuam sempre através da oração, buscando a unidade descrita em Atos 15, referindo-se ao Concílio de Jerusalém.

Este mesmo processo de buscar o CONSENSO acontece dentro de cada território internacional ou igreja nacional, de cada Província debaixo da autoridade de seu Arcebispo, de cada Diocese debaixo da autoridade de seu Bispo, e dentro de cada Paróquia debaixo da autoridade de seu Reitor e do seu Conselho Paroquial. A denominação, como um todo, é governada pelos Cânones da Igreja Episcopal Carismática.

A CIIEC reconhece e mantém o tradicional e bíblico Ministério Ordenado, através da imposição de mãos para consagrar Bispos, Presbíteros e Diáconos, entende que, com isso, recupera dentro do movimento carismático, o que está expresso em Efésios 4.11-13, no que se refere aos dons de apóstolo, profeta, evangelista, pastor e mestre para a edificação da Igreja de Cristo até a Sua vinda. Estes dons estão presentes na IECB, no meio do Clero, dos Leigos e em toda Paróquia saudável.

PAPEL DO MINISTRO

De acordo com os Cânones, o Clero da Igreja é composto dos ministérios ordenados de Bispo, Presbítero e Diácono, que servem, em Sucessão Apostólica, debaixo da liderança espiritual de Jesus Cristo. São reconhecidos outros tipos de ministério comissionado, exercido pelos leigos, de forma que o sacerdócio de todos os cristãos é exercitado dentro da Igreja inteira.

O Clero ordenado é responsável pelos ministérios litúrgicos, sacramentais e pedagógicos da Igreja. O clero da IECB é chamado a equipar e conduzir a Igreja, Corpo de Cristo, a oferecer a Deus os sacrifícios de louvor e ações de graças por todas as bênçãos recebidas. Espera-se que os Clérigos atuem como conselheiros bíblico-pastorais, mestres e incentivadores, levantados por Deus para conduzir os leigos nos serviços da Igreja.

Cabe lembrar que o Ministro Ordenado tem a primazia na condução dos serviços do altar.


OUTRAS CONSIDERAÇÕES

Em relação ao movimento geral de muitas Igrejas e denominações para o ecumenismo, cabe mencionar o seguinte:

A IECB não ordena mulheres ao diaconato ou sacerdócio. Porém, na IECB a mulher serve à Igreja em uma variedade de ministérios leigos, recebendo o nome de Ministras Comissionadas.

" Clérigos e leigos podem participar de atividades ecumênicas, tais como estudos bíblicos e outras atividades.


" A celebração da Mesa do Senhor (Eucaristia) é aberta a todos os cristãos que creem no Sangue de Cristo como única forma de perdão para o pecador.


OUTRAS CARACTERÍSTICAS DA IGREJA EPISCOPAL CARISMÁTICA:

É uma Igreja CATÓLICA - Isto é, uma Igreja universal. O termo católico significa universal porque sua missão principal é a de lutar pelo estabelecimento do Reino de Deus entre os homens, em todos os lugares e em todos os tempos.

É uma Igreja REFORMADA - que se reformou e procura aperfeiçoar-se. Incorporou os princípios bíblicos da Reforma Protestante do Século XVI. Como um corpo vivo busca não dormir em seus louros de vitórias, procura não envelhecer, mas renovar-se continuamente.

É uma Igreja BÍBLICA - adora a Deus e entende que a Bíblia é a chave para compreender a revelação divina aos homens, tanto no passado como no presente. Aceita a Bíblia como um livro da Igreja, escrito por homens, sob a inspiração de Deus e que, neste sentido, é único.

É uma Igreja DEMOCRÁTICA - onde todos têm direito de expressão, mesmo sendo minoria. A Igreja é a comunhão de todos os membros que fazem parte do Corpo de Cristo.

É uma Igreja para PESSOAS LIVRES, CONSCIENTES - Ela não anula a inteligência de seus membros, mas se expressa pela manifestação consciente de todos eles. Não há lugar para fanáticos. Todos levamos em nós a marca da Graça e livremente devemos expressá-la, conformando-nos, porém, com a ordem e a tradição cristãs.

É uma Igreja QUE SE PREOCUPA com a vida diária dos seus membros: onde vivem, como vivem. Uma preocupação integral com a vida social, política, moral e espiritual dos seus fiéis e das outras pessoas também.

É uma Igreja LITÚRGICA - na verdade todas as Igrejas são litúrgicas. A característica episcopal está em que a liturgia é ordenada, organizada. Procura adaptar-se aos locais e épocas onde é atuante.

É uma Igreja que se considera PARTE DA IGREJA CRISTÃ e não a única "dona da verdade". Mas, sendo parte da Igreja cristã e sendo inclusiva, procura mostrar como deverá ser a Igreja Cristã do futuro. É uma Igreja ecumênica, pois, a reunião dos que em Cristo são diferentes, está intimamente ligada à sua maneira de ser.


OS MEMBROS DESTA IGREJA CREEM:

Na Santíssima Trindade, Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, um só Deus Eterno, Amoroso, Poderoso e Onisciente;

Aceitam os 66 livros canônicos do Antigo e Novo Testamentos como a verdadeira Palavra de Deus, a única regra de fé e conduta cristãs, suficiente para a salvação, suprema em sua autoridade, pela qual a Igreja deve sempre se reformar e julgar suas tradições;

Creem que o homem pecador e culpado, é justificado por Deus, tendo por base apenas a morte expiatória de Cristo, somente pela fé e que as boas obras de um santo viver seguem a justificação como sua própria evidência;

Reconhecem a Jesus Cristo como único e todo suficiente mediador entre Deus e os homens e Sua morte como o único sacrifício pelos pecados.

Creem nos dois Sacramentos: Comunhão e Batismo como instituídos e autorizados pelo próprio Senhor Jesus.

Reconhecem os cinco Ritos Sacramentais ou ainda, também, chamados Ordenanças Sacramentais: Confirmação, Confissão, Sagradas Ordens, Matrimônio e Unção dos Enfermos - como parte da vida regular dos fiéis, trazendo a sanção e o favor de Deus para suas vidas;

Aceitam o sacrifício expiatório de Cristo na cruz, feito uma só vez para sempre, em favor de todos os que n'Ele creem e O aceitam;

Creem no livre acesso do pecador a Deus pela fé e na oração tendo Cristo como o único mediador;

Creem na eficácia da oração pessoal, coletiva ou intercessória como hábito recomendável de refrigério para a vida espiritual e aceitável por Deus;

No dever das boas obras feitas com amor, as quais não se tornam veículos de salvação, mas expressões concretas de uma vida de fé;

Na regeneração ou novo nascimento espiritual, pelo arrependimento do pecador e obra do Espírito Santo;

Na autoridade da Igreja, a qual jamais perecerá e está representada nas primitivas e históricas Ordens de Bispos, Presbíteros e Diáconos;

Na utilidade da assistência regular aos Ofícios Divinos realizados na língua do povo e por Ministros que representam a autoridade Apostólica e são chefes dos seus próprios lares;

No conteúdo dos Credos Apostólico e Niceno, inspirados sumários da fé universal dos cristãos e aceitos desde os primeiros séculos de nossa era;

No valor histórico e docente dos XXXIX Artigos de Religião, como uma coerente explicação das Escrituras;

Na construção constante da Igreja baseada no testemunho da Bíblia, dos Credos e da Tradição, interpretados pela razão e sujeitos sempre a orientação do Espírito Santo.


O QUADRILATERO DE CHICAGO – LAMBETH

A CIIEC aceita o Quadrilátero de Chicago - Lambeth (1886 - 1888) que delimita a quatro pontos essenciais da unidade evidenciadas pela indivisível Igreja Católica durante os primeiros onze séculos de sua existência e os adota como um requisito para Ministros e Igrejas que venham a entrar em completa comunhão com a Igreja Episcopal Carismática. Estes pontos essenciais dão uma base para o nosso relacionamento com outras tradições, denominações e congregações.

Estes pontos são:

1. As Sagradas Escrituras (Antigo e o Novo Testamentos) são a revelação de Deus contendo todas as coisas necessárias à salvação, sendo a regra e o padrão de fé.

2. Acata o Credo Apostólico como símbolo batismal e o Credo Niceno como testemunho suficiente da fé cristã.

3. Reconhece os dois Sacramentos ordenados por Cristo, Batismo e a Ceia do Senhor, ministrada pela infalível palavra de instituição e os elementos ordenados por Ele.

4. Adota o episcopado histórico, localmente adaptado, nos métodos de sua administração para as várias necessidades das nações e povos chamados por Deus na unidade de sua Igreja.

UM CHAMADO À MISSÃO INTEGRAL DA IGREJA

Finalmente a IECB encoraja os evangélicos a resgatar a visão holística da missão de um cristão verdadeiro neste mundo. O testemunho das Escrituras é que, devido ao pecado, nosso relacionamento com Deus, conosco mesmo, com o próximo e com a criação foi rompido. Através do sacrifício de Cristo na cruz, foi possível resgatar este relacionamento.

Onde a Igreja tem sido fiel a este chamado, ela tem proclamado a salvação pessoal, tem sido um canal da cura divina aos necessitados físicos, emocionais e tem procurado justiça para os oprimidos e abandonados.

Assim, nós conclamamos a Igreja a participar dessa atividade salvadora de Deus, através da prática e da oração, lutando por justiça social e liberdade aos oprimidos, com vistas à salvação no novo céu e nova terra escatológica.

Formar em cada Paróquia uma comunidade terapêutica de amor, bem como enfatizar o ensino da Bíblia e das doutrinas cristãs é a grande diferença que a IEC tem vivenciado em todo mundo. Ninguém será membro desta Igreja sem logo conhecer a Palavra de Deus para poder servi-lo melhor.

RAZÃO DO NOME DA IEC

A adoção do nome Igreja Episcopal Carismática teve por objetivo evitar qualquer adjetivação que viesse restringir sua catolicidade, isto é, sua universalidade. Embora a sede do seu Patriarcado seja a cidade de San Clemente, nos Estados Unidos da América, não foi a Instituição denominada de Igreja Episcopal Norte-Americana. Acrescentou-se o qualificativo de Carismática, porque é seu propósito que o Espírito Santo a dirija e derrame sobre ela o Seu poder para que possa exercer o testemunho do Evangelho entre todos os homens e países. Louvado seja o nosso Senhor Jesus Cristo. Aleluia!

Berçário

Berçário

Introdução
Nossa igreja se esforça para proporcionar aos nossos bebês um lugar apropriado para o seu bom desenvolvimento. É aqui que começa sua educação cristã.
O berçário é o local onde acolhemos crianças de zero a dois anos e meio. Além de funcionar como espaço de recreação e cuidados dos bebês enquanto os pais participam dos cultos, tem como objetivo, contribuir com a formação cristã da criança desde cedo Elas ouvem estórias bíblicas, cantam músicas e louvor que refletirão no seu comportamento diário.

O nosso berçário funciona aos domingos, no horário dos três cultos. É gratuito e aberto aos pais de crianças nesta faixa etária. Dispomos de três ambientes:

1. Recepção – onde os pais entregam seus filhos e recebem uma ficha para identificação da criança. Esta ficha também permite que os pais sejam encontrados durante o culto com mais facilidade, caso haja necessidade de sua presença no berçário

2. Sala de recreação e outras atividades - ouvem as estórias bíblicas, cantam louvor, assistem DVDs com estórias bíblicas; oferecemos também brinquedos, jogos e um momento para a hora do lanchinho, etc.

3. Sala de descanso – dispõe de berços, poltrona para amamentação, fraldário e uma mine cozinha para o preparo do lanchinho e de mamadeira.
Além disso, o berçário conta com uma equipe de voluntárias capacitadas e comprometidas com este ministério fundamental à vida da comunidade e está sob a supervisão de Mafalda Cosentino Calife






Cursilho

                                             Cursilho

 

1- DESCRIÇÃO DO MINISTÉRIO - HISTÓRICO
O Movimento Cursilhista propaga o ensino de Jesus Cristo, como está escrito na Bíblia: "o reino de Deus é semelhante a um grão de mostarda, que é a menor de todas as sementes, e, crescida, é maior do que todas as hortaliças, e deita grandes ramos a ponto de as aves do céu poderem aninhar-se à sua sombra." (Marcos 4:30, 32)

Este Movimento começou no final dos anos 40 do século XX. Sensibilizados pela generalizada destruição resultante da Segunda Guerra Mundial, alguns sacerdotes e leigos juntaram esforços para restaurar nas pessoas a consciência cristã, substituída pelos valores seculares. Um dos principais fundadores do Movimento Cursilhista foi o jovem leigo espanhol Eduardo Bonnin.

Os primeiros "Três Dias", vivenciados conforme fazemos hoje, ocorreram em janeiro do ano de 1949 no Mosteiro de San Honorato, localizado na ilha espanhola de Majorca.

A ideia do Cursilho foi defendida pelo bispo Juan Hervas, da Igreja Católica Romana, e o Padre Gabriel Sergue escreveu "Origens do Cursilho Cristão, 1941 – 1949", o primeiro livro sobre o assunto.



Originário da Igreja Católica Romana, o Cursilho logo se enquadrou, fácil e rapidamente, em outras denominações Cristãs e é hoje um movimento propagado no mundo. Seus participantes são incentivados a comunicar o valor do Cursilho a todos os seres humanos e não somente aos membros da sua própria Igreja, a fim de que muitos possam, independentemente da sua denominação religiosa, desfrutar os benefícios espirituais contidos na mensagem desse Movimento.

Nos Estados Unidos, o primeiro Cursilho se deu em 1954, e até 1961 seu idioma oficial foi o espanhol. Seguiram-se adequações ao idioma e à cultura de cada país, sem que a essência da ideia do Cursilho fosse alterada, pois a prioridade é o treinamento de novos líderes cristãos.

Em 1972, alguns membros da Igreja Episcopal americana, ao lado de outros evangélicos de variadas filiações, organizaram o primeiro Cursilho ecumênico, então denominado de "Três Dias", porque autoridades da Igreja Romana nos Estados Unidos impediram a utilização do nome "Cursilho" por pessoas não católicas. Esse movimento "Três Dias" chegou ao estado de Connecticut em 1975, levado por vários pastores e leigos da Igreja Episcopal. Foi assim que uns cinquenta congregados consolidaram o Cursilho Episcopal.

2 - HISTÓRIA DO CURSILHO NA IGREJA EPISCOPAL NO BRASIL

O Cursilho de Cristandade é um movimento de Igreja que, por método próprio, viabiliza a vivência dos ensinamentos cristãos. Dessa maneira, grupos cristãos levam o fermento do Evangelho aos mais diversos ambientes, ajudando pessoas na descoberta e na realização de vocações trabalhadas à luz do Evangelho.
O Cursilho Episcopal é derivado do Cursilho Católico Romano. Utiliza expressões do idioma Espanhol como Cursilho, que significa "pequeno curso", Rollos em vez de palestra e Decúrias para designar a reunião dos grupos.

Usualmente o Cursilho começa na 5ª feira à noite e termina às 20h00 do Domingo. Durante esses três dias, seus participantes convivem e estudam juntos, compartilhando o aprofundamento de sua fé e da conscientização da responsabilidade social e religiosa do cristão.

O Cursilho Episcopal é aberto a todos que desejam se fortalecer para a caminhada com o Senhor Jesus, confiados no poder da oração, na bênção do Espírito Santo de Deus e na plena realização da sua liderança.

O Guia do Peregrino, pequeno livro devocional, ajuda o Cursilhista em sua caminhada de oração. Incentiva a busca de maior intimidade com Deus, oferece roteiros de estudo, inclui salmos, reflexões, louvores e um programa diário de leitura bíblica.

A canção símbolo do Cursilho, denominada DE COLORES, significa "cheio de cores, colorido, tecnicolor", é cantada em todos os países onde se realizam Cursilhos.
O GALO, que anuncia cantando o alvorecer de cada novo dia, assemelha-se ao que este Movimento faz em nossa vida e, por isso, se tornou o emblema do Cursilho Masculino. Já a BORBOLETA simboliza o processo de transformação e conscientização das participantes do Cursilho Feminino. Galo e borboleta são representações da alegria e da renovação de quem passa a viver na graça e no amor de Deus.

2.1 - O CURSILHO EPISCOPAL NA CATEDRAL DA TRINDADE

Em 1981/82, o então pastor Paulo Ruiz Garcia e família residiram nos Estados Unidos, onde ele participou da equipe da St. Paul's Episcopal Church, em Darien - Connecticut, liderada pelo renomado Rev. Terry Fullam. Foi quando o nosso futuro Arcebispo e sua Márcia participaram de um Cursilho Episcopal realizado pela Diocese de Connecticut. D. Márcia já havia feito o 1º Cursilho Jovem na Igreja Católica, em Campo Grande – MS, experiência que marcou, profundamente, a sua vida religiosa. Esse Cursilho de Connecticut acendeu no coração de D. Paulo e D. Márcia o desejo de estender esse Ministério aos evangélicos brasileiros, e nisso tiveram, então, todo o apoio da comunidade americana que os estava acolhendo.

Assim, durante a 34ª Reunião Sinodal da Igreja Episcopal do Brasil, realizada em São Paulo, em julho de 1982, foi aprovada a proposta da Diocese Setentrional, visando a implantação do Ministério de Cursilhos em nossa comunidade denominacional. O primeiro Cursilho da Paróquia da Santíssima Trindade, realizado em julho de 1984, contou com o amoroso apoio presencial de representantes da comunidade episcopal de Connecticut. Hoje, nossa Catedral da SS Trindade faz, anualmente, dez Cursilhos, sendo cinco masculinos e cinco femininos.

3- PROPÓSITO DO CURSILHO

• Espalhar o evangelho em todos os ambientes;
• Concretizar Cristo no cotidiano de nossas vidas;
• Construir uma relação vertical com Deus e horizontal com as pessoas;
• Demonstrar inquietação social;
• Descobrir seus Dons e colocá-los a serviço da comunidade.

4 – DATAS DE REALIZAÇÃO DOS CURSILHOS EM 2012

Em RECIFE

MASCULINOS
87º CEM – 29.03 a 01.04
88º CEM – 31.05 a 03.06
89º CEM – 26 a 29.07
90º CEM – 27 a 30.09
91º CEM – 08 a 11.11
FEMININOS
98º CEF – 26 a 29.04
99º CEF – 28.08 a 01.07
100º CEF – 30.08 a 02.09
101º CEF – 18 a 21.10
102º CEF – 29.11 a 02.12



Em BRASÍLIA

MISTO
2º CEM – 14 a 17.06
3º CEM – 06 a 09.12



5 – INTEGRANTES DO SECRETARIADO E SECRETARIA DO 

      CURSILHO DA CATEDRAL DA TRINDADE - IECB.
INTEGRANTESFUNÇÕES
Lino e MarivoneCoordenação e Patrimônio
Geraldo e SandraFinanças
Luciano e Patrícia
Zé Henrique e Luiza (Luca)
Pré-Cursilho
Ângelo e Lídia
Solano
Elze
Uyara
Pós-Cursilho
Albuquerque PereiraSecretário do Cursilho



6 – CAPELÃO:

Arcebispo Dom Paulo Garcia

7 – REUNIÕES PREPARATÓRIAS:
Todas as terças-feiras na Catedral da Trindade.

8 – OUTRAS INFORMAÇÕES RELEVANTES
Uma das principais metas da Catedral da Trindade é apoiar a implantação do Cursilho de Cristandade, o que já fez em Caruaru, Petrolina, Juazeiro da Bahia, João Pessoa, São Paulo e Porto Alegre.

O Movimento Cursilhista, graças à sua proposta dinâmica de disseminação do Evangelho, cada vez mais se expande e atrai novas denominações evangélicas nacionais. Do seu começo, em 1984, até agora, mais de 16.000 pessoas foram abençoadas por esta maravilhosa obra do Espírito Santo.

Segundo João 3.8, "O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito".
A oração de nosso Arcebispo D. Paulo Garcia é para que o Cursilho seja um novo amanhecer na existência de quantos tenham a oportunidade de vivenciá-lo.
Adaptado de textos escritos pelos: Arcebispo Primaz da IEC–D. Paulo Ruiz Garcia e Revmº Bispo Edmund Knox Sherril
     

                    

EMA

EMA


1- Descrição do ministério.
O EMA é um ministério de resgate dos valores cristãos do matrimônio, destinado a restaurar e aperfeiçoar os relacionamentos conjugais.

2- Quando se iniciou?
O EMA foi concebido na cidade de Palma de Mallorca, na Espanha, por sacerdotes e especialistas leigos da Igreja Católica Romana, tendo sido implantado no Brasil no ano de 1993, por Dom Paulo Garcia, que trouxe o ministério de Santiago do Chile.

3- Qual o propósito?

O EMA tem o propósito de fortalecer o relacionamento conjugal por meio de um diálogo franco, aberto e respeitoso.

4- Qual a data, horário e local de encontro?

O ministério tem encontros programados, neste ano de 2013, para serem realizados no Espaço Cristão de Eventos "Chalés de Aldeia", nas seguintes datas: 68º EMA (19 a 21/04) e 69º EMA (15 a 17/11). Os encontros começam às 19h da sexta-feira e se encerram no domingo, também por volta das 19h.

5- Nome dos integrantes.

O corpo dirigente do EMA é composto por: Dom Paulo e Márcia, Dom André e Maria do Carmo, Gesildo e Maridalva, João Alberto e Janete, Ronaldo e Teresa, Pedro Paulo e Valéria e Irajá e Lucinha.

6- Outras informações relevantes?

O Encontro Matrimonial comporta 36 casais, acomodados em chalés, e incluídas todas as refeições a partir do jantar da sexta-feira até o almoço do domingo, mediante o pagamento de uma taxa de R$ 350,00 por casal. Informações complementares devem ser colhidas junto a Maria do Carmo
(Fone: 81.9142.9942).

SVES - Seminário de Vida do Espírito Santo


                                                     SVES - Seminário de Vida do Espírito Santo


POR QUE RENOVAÇÃO ESPIRITUAL NA IGREJA?


A resposta a esta questão é simples. Renovação na igreja é um processo que envolve ensino, inspiração, exortação, dons espirituais, encorajamento e ministério, através do qual a congregação vem a ser o que Deus quer que ela seja, e seus membros se tornam discípulos obedientes a Jesus Cristo. A palavra do apóstolo Paulo a este respeito é: "Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais de antemão preparou para que andássemos nelas." Paulo sabia, como qualquer pessoa que pensa sabe, que deus não é ingênuo e nem se engana. Ele não criou nada sem ter em mente um plano e provisões necessárias para ela. Isto significa que a Igreja ( Paróquia) que falhar em mover-se de acordo com a vontade de Deus e Seus planos irá, sem dúvidas, estar em oposição a Deus. "Quem não é por mim é contra mim, e quem comigo não ajunta, espalha."


A Paróquia que estiver em renovação será aquela em que seus líderes escutam o Espírito Santo, que ensinam e pregam pela revelação de Deus na Bíblia, e que estão atentos a maneira que Deus continua a se revelar no meio da vida paroquial. Isto confirma estas palavras: "Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais."

Resumindo este ponto: a Paróquia em processo de renovação que centralizar sua vida na pessoa de Jesus Cristo estará fundamentada na revelação de Deus como está na Bíblia, e concluirá que nada disso se realizará sem a interação do Espírito Santo em sua vida.

Tudo isto é sobrenatural. Significa que deus invade nossa vida natural com coisas sobrenaturais. Este é o porquê por duas vezes Jesus encheu os discípulos com o Espírito Santo antes de deixá-los levar Sua Palavra ao mundo. (João 20: 2 Atos 1: 4-8) "Sem mim nada podereis fazer." (João 15: 15).

Se uma Paróquia quer ser o que Deus quer para ela, então ela necessariamente tem que estar cheia do Espírito Santo de maneira sobrenatural, assim como os discípulos estavam. Ela tem que estar cheia do Espírito para conhecer a Jesus e fazer a sua obra. A Igreja murcha e seca, sem o envolvimento sobrenatural com Deus, do contrário a Igreja aflora quando ouve a voz de Deus, obedece a Ele e se apossa do que Ele promete para viver sua vida e realizar seu trabalho.

QUEM É O ESPÍRITO SANTO PARA NÓS
No início do capítulo 19 do livro de Atos há registro de um fato interessante e significativo.
Paulo chega a Éfeso e encontra nessa cidade um grupo de novos cristãos. Perguntando-lhes se haviam recebido o Espírito Santo quando abraçaram a fé. A resposta é surpreendente; "nem sequer ouvimos dizer que o Espírito Santo existe".

Talvez a mesma resposta possa ser dada por muitos cristãos hoje: "nem sabemos que Ele existe. ". No entanto, Cristo confiou-lhe Sua obra. Disse que Ele permaneceria conosco; que ele nos ensinaria toda a verdade; lembrar-nos-ia Suas palavras; seria nosso Consolador (João 14: 15-20 ).

O livro de Atos dos Apóstolos è chamado "O Evangelho do Espírito Santo" porque nos mostra de que são capazes aqueles que se entregam à Sua ação e se deixam guiar por Ele.

Para você quem é o Espírito Santo? Que lugar Ele ocupa em sua vida? 
Às vezes constatamos que nossa vida cristã não é o que poderia ser não tem a qualidade que deveria Ter. As dificuldades nos abatem, as preocupações nos absorvem, a dúvida nos atormenta. Muitas vezes corremos o risco de desanimar na luta.

Sabe por que isso acontece? É porque nos esquecemos de que temos em nossa fonte de vida, o amigo, a força, o consolador. Para aqueles que se deixam guiar por Ele não há desânimo, não há derrota, não há medo, pois como dizia Paulo: "tudo posso naquele que me fortalece".

Deixe-o agir em você. Deixe que Ele lhe indique o caminho e Ele o conduzirá à fonte da vida e você encontrará a alegria, a paz, o fruto de Sua ação.
Ele existe! Depende de você deixar que esta realidade maravilhosa empolgue sua vida. Ele dará um novo sentido, uma nova plenitude ao seu dia-a-dia, apesar dos momentos difíceis. Ele conduzirá ao foco do amor e do poder.

O Seminário de Vida no Espírito Santo, visa ajudar os participantes a estabelecer, restabelecer e aprofundar um relacionamento pessoal com este maravilhoso Espírito santo de Deus.





Acólitos

Acólitos


MINISTÉRIO DE ACÓLITOS

ORIGEM DA PALAVRA

Acólito tem sua raiz na palavra grega "akolouthos" que significa "discípulo", "aluno", "acompanhante".
Acólito é aquele que serve junto ao Altar, representando a congregação, mas, quanto à origem da palavra, é "aquele que acompanha, assiste e ajuda". Em síntese, acólito é aquele que ajuda um Clérigo nos ofícios da Igreja.

SÍNTESE HISTÓRICA
A função de acólito é parte da uma tradição muito antiga na Igreja cristã. Cornélio, Bispo de Roma, menciona os "acólitos" numa carta escrita a Fábio de Antioquia (da Síria), no ano de 251 AD.
Aprendemos que há na igreja três Ordens de ministros: Bispos, Presbíteros e Diáconos. Este tríplice ministério existe desde os tempos apostólicos, mas no fim do século III apareceram as "Ordens Menores" que eram quatro: porteiros, leitores, exorcistas e acólitos. Como uma "Ordem Menor" os Acólitos tinham a função de auxiliar os Diáconos em seu trabalho.
Na carta do Bispo Cornélio é mencionada a existência de 42 acólitos no Clero da cidade de Roma. Cipriano, Bispo de Cartago (norte da África), também, cita os acólitos em suas cartas (de 200 a 258 AD). O 4º Concílio de Cartago (398 AD) aprovou instruções específicas com respeito à ordenação de acólitos.

ATUALIDADE
A função do Acólito, no entanto, tal como conhecemos hoje, surgiu por volta de 1950 e foi instituída na, então, Paróquia da Trindade, em Recife, hoje Catedral da Trindade em 1997. A atual coordenadora geral é: Eliane Campos.
Convém salientar que os costumes variam de Paróquia para Paróquia. São os "costumes locais" ou "usos paroquiais", uma vez que um Pároco pode ser mais solene, outro mais informal, um mais exigente e outro mais flexível.
Contudo, todos reconhecem a importância do acolitato na vida da Igreja. Servir junto ao altar de Deus é um privilégio e uma responsabilidade. O Acólito (que pode ser de ambos os sexos) deve orar de contínuo para que seja cada vez mais digno deste santo serviço.

FUNÇÕES BÁSICAS DOS ACÓLITOS
a) Recolher as ofertas;
b) Ajudar na distribuição dos elementos da Eucaristia;
c) Fazer as leituras bíblicas, se convidado pelo celebrante;
d) Aprender a preparar (e retirar) a Mesa do Senhor para a Eucaristia e estar sempre disponível para executar esta função.

PROCESSIONAL E RECESSIONAL
O Acólito precede os Ministros Comissionados, Diáconos, Presbíteros e/ou Bispos tanto na entrada como na saída do Templo.

PREPARAÇÃO PARA A EUCARISTIA
O Acólito, assim como todo o povo de Deus, deve aproximar-se da Mesa do Senhor confiante no perdão divino, arrependido e decidido a levar uma vida nova. Deve fazer um exame de consciência sério e pensar em tudo aquilo que fez e que não foi do agrado do Senhor Jesus (pensamentos e desejos indignos, hábitos errados, falta de compaixão, incapacidade de se posicionar em favor dos menos favorecidos, uso inadequado da língua, chegando a ferir a dignidade dos outros, etc).
Deve sempre lembrar que a Palavra de Deus aconselha um preparo adequado para receber o Corpo e Sangue de Cristo (1 Co 11:17-34, especialmente os versículos 27 e 28: "Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois o homem a sai mesmo e então coma do pão e beba do cálice").
O Acólito deve esmerar-se no cuidado com esta admoestação. O preparo pode ser iniciado na véspera da celebração. Deve estar pronto para entrar na presença do Senhor Jesus. O momento da confissão deve ser vivenciado com devoção sincera e arrependimento verdadeiro.


O ESTILO DE VIDA DE UM ACÓLITO
A prática da leitura bíblica diária ou de um devocional é altamente recomendável para o Acólito que deve desenvolver sua espiritualidade diariamente, não apenas num dia especial do final de semana.
Se a oração e a leitura bíblica devem ser práticas diárias de qualquer cristão, muito mais ainda de um Acólito!
Mas não somente isto, a meditação, confissão, jejum, adoração, simplicidade, submissão, humildade devem ser uma constante na vida particular de cada Acólito.
Praticados com regularidade devem se tornar um hábito por meio do qual a vida espiritual pulse e solidifique uma profunda comunhão com Deus e com os irmãos.
Sabemos que não conseguiremos fazer as coisas de modo totalmente perfeito, mas precisamos nos esforçar para alcançar a excelência. Todo Acólito deve ser exigente consigo mesmo e deve, também, buscar o aperfeiçoamento para o desempenho do seu serviço para a edificação do Corpo de Cristo (Ef. 4:12).
Parte importante do aperfeiçoamento contínuo do Acólito é desvincular-se do seu eu para permitir que Cristo cresça e apareça em sua vida. Assim, o Acólito será, como é desejável, a presença de Cristo no mundo.


OUTRAS RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES
É importante considerar o caráter da vida daqueles que são admitidos a este ofício. Este ofício não é destinado a acolher pessoas só porque freqüentam regularmente a Igreja, mas outros valores estão envolvidos no processo, tais como boa índole, caráter reto, compromisso com Deus, vida familiar equilibrada, fidelidade à contribuição, desejo de ser espelho para outras pessoas na comunidade ao refletirem a luz de Cristo.
O Acólito deve expressar uma vida de fé e precisa de disciplina para progredir no desenvolvimento dos dons que Deus a ele confiou.
A vida no acolitato deve se expressar com a presença, tanto quanto possível, em todos os domingos no Culto, como também nas demais celebrações. Caso não possa comparecer, deve comunicar ao coordenador do seu turno ou procurar um substituto para que não falte assistência ao celebrante.
A consagração da sua vida a Deus é o que de mais importante deve acontecer na vida de um Acólito.

ORAÇÃO DO GRUPO DE ACÓLITOS
"Oh Deus Onipotente que convocaste os teus servos à sagrada missão de acolitar em tua Igreja, de ministrar em tua presença, rogamos-te humildemente que, por tua grande misericórdia, nos guie, nos fortaleça e santifique por teu Espírito Santo. 


Queremos executar sempre a tua vontade, tanto no serviço que te prestamos em tua Casa, como em nosso viver diário para que o nome de Jesus seja glorificado. Nós te agradecemos pelo privilégio de termos sido escolhidos para esta função e queremos honrar sempre este ministério. Em nome de Jesus. Amém!"