quarta-feira, 9 de julho de 2014

Vestes Litúrgicas

Batismo

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Gola Clerical

Credo apostólico.

símbolos - A cruz.

Desmitificando.

história da igreja.

domingo, 6 de julho de 2014

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símbolos - A cruz.

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Credo apostólico.

Gola Clerical.

Vestes Litúrgicas

Vestes Litúrgicas

sábado, 5 de julho de 2014

APRENDENDO CO AS HISTÓRIAS DO P.LÉO.

Reforma ou Reavivamento?Parte Final

Reforma ou Reavivamento?Parte Final

O sentido estrito de Reavivamento
Estritamente falando, reavivamento é algo que acontece unicamente no meio da igreja, pois a própria palavra trata de tornar vivo aquilo que já vivera antes. Reavivamento é uma palavra da igreja; ela tem a ver com o povo de Deus. Você não pode reavivar o mundo; ele está morto em delitos e pecados; você não pode reavivar um cadáver. Mas você pode revitalizar onde há vida...(6)
Neste sentido, a igreja amortecida e tristemente doente é a beneficiária direta do reavivamento.
O sentido lato de Reavivamento
Contudo, falando de um modo mais lato, o reavivamento é o movimento de Deus no meio do Seu povo, mas que tem um impacto extremamente positivo na comunidade onde o povo de Deus vive. As pessoas em geral, nunca dantes interessadas em coisas espirituais, voltam-se para Deus num ato-resposta de fé à Sua maravilhosa atuação.
Reavivamento é a restauração graciosa daquele primeiro amor, do entusiasmo do crente pela expansão do reino, do desejo de viver santamente por amor a Deus, coisas essas que têm sido perdidas na igreja de Deus no correr dos anos, e também consiste no doar divino de uma disposição espiritual intensa e extensa àqueles que nunca tiveram qualquer interesse nas coisas de Deus. Em outras palavras, o reavivamento começa na igreja e termina na comunidade maior onde ela vive. Os efeitos do reavivamento são muito mais perceptíveis nas mudanças morais que acontecem na região ou num país onde ele acontece. Ele não se limita simplesmente aos membros das igrejas atingidas pela obra de Deus. Ele causa impacto em toda a comunidade onde a igreja de Deus está inserida.
Caraterísticas de um Verdadeiro Reavivamento
1. Ênfase na Palavra de Deus
Um reavivamento que é produto da obra do Espírito Santo na igreja, certamente tem sua ênfase naquilo que têm sido esquecido por muito tempo: a Palavra de Deus. A autoridade da Palavra de Deus passa ser algo extremamente forte num movimento genuíno de reavivamento. A Bíblia passa novamente a ser honrada como a única Palavra inspirada de Deus.
A reforma da igreja e o despertamento espiritual estão intimamente ligados à busca que o povo tem da Palavra do Senhor. O rei Asa "ordenou a Judá que buscasse o Senhor Deus de seus pais, e que se observasse a lei e o mandamento" (2 Cr 14.4). Um reavivamento sem a palavra fica sem norte, sem um rumo a seguir. Por isso, os grandes homens de Deus em tempos de reavivamento, sempre conduziram o povo dentro das prescrições das Santas Escrituras.
2. Experiência aplicada da Palavra de Deus
Os ensinos da Bíblia não são verdades que atingem meramente o intelecto, mas elas descem ao coração, fazendo com que elas se evidenciem em matéria prática de vida. Nas palavras de Nettles, "reavivamento é a aplicação da verdade da Reforma à experiência humana."(7) Via de regra, um reavivamento genuíno vem com internalização das doutrinas apreendidas pela Reforma. Uma igreja e uma comunidade atingidas pelo Espírito de Deus possuem verdade descoberta na Reforma experiencialmente crida e vivida pelos seus membros.
O reavivamento é a descida ao coração humano da verdade de Deus que está clara na Escritura, por obra do Santo Espírito. É a teoria tornada experiência. A maioria dos grandes despertamentos espirituais mencionados na Escritura é uma preciosa combinação de verdadeira reforma e reavivamento.
3. Desejo pelas realidades eternas prometidas na Palavra de Deus
As pessoas atingidas pela obra do Espírito passam a viver santamente, tendo seriedade com as verdades das Escrituras como um todo e levam a serio o destino eterno delas. Um senso de profundo arrependimento pelos pecados e anelos de santidade enchem o coração dos atingidos pelo reavivamento. Isso diz respeito à vida dos crentes que até então estavam amortecidos.
Com respeito à comunidade maior, aos alienados da igreja, surge uma preocupação pelas coisas espirituais nunca outrora vista. O espírito de seriedade para com o destino eterno dessas pessoas é produto direto de uma ação de Deus nelas. Então, elas passam a buscar a verdade e a ter um real desejo da salvação em Cristo. O evangelho lhes é pregado, e muitos são trazidos a Cristo Jesus.
4. As pessoas são impactadas por uma obra repentina de Deus
O VT está cheio de exemplos da atuação especial de Deus na vida do povo. O texto de 2 Cr 29.36, dá-nos uma descrição típica de um reavivamento, porque nos diz que Deus fez algo subitamente no meio do povo. Um reavivamento não é provocado por nada neste mundo e, freqüentemente, nem é esperado. Ele vem de repente, numa manifestação graciosa do Todo-Poderoso. Ele simplesmente acontece! A igreja não pode criar reavivamento. Ele é obra exclusiva de Deus, o Senhor.
Quando há esse impacto da obra do Espírito de Deus na vida da igreja e da comunidade maior, os resultados imediatos do reavivamento na vida da igreja e da comunidade são sentidos: senso inequívoco da presença de Deus; oração fervente e louvor sincero; convicção de pecado na vida das pessoas; desejo profundo de santidade de vida; aumento perceptível no desejo de pregação do evangelho.

A Necessidade de Reforma e Reavivamento juntos
Não há meio de se separar reforma de reavivamento. São irmãos gêmeos nas grandes obras de Deus. Esta talvez seja a ênfase que mais nos interessa neste momento, porque as muitas coisas que estão acontecendo no meio da igreja  necessitam de uma definição como esta, que lhes faça plena justiça.
Quando falamos de crescimento de igreja temos que olhá-lo como uma moeda com dois lados. De um lado é a Reforma; do outro e o Reavivamento. A primeira traz a solidez e a pureza doutrinárias, elementos essenciais para que a igreja cresça qualitativamente; a segunda traz a verdade doutrinária extrema viva e ardente em nossos corações, impulsionando o povo de Deus a uma vida limpa e de testemunho sincero e voluntário da experiência vivida com Deus e a pujante proclamação da verdade da Escritura, elementos absolutamente vitais para o crescimento da igreja. Isto faz com que a igreja também cresça quantitativamente. Perceba que os dois elementos, reforma e reavivamento, são entrelaçados e inseparáveis, porque são causados pelo mesmo Deus. Não há volta à verdade sem Deus e muito menos amor à verdade sem Ele. O curioso é que esses dois elementos estavam presentes em todas os grandes movimentos da história do povo de Deus no VT, no NT , na Reforma Protestante do século XVI, no período dos Puritanos, do Pietismo e do Metodismo, além dos reavivamentos posteriores na Grã- Bretanha e nos Estados Unidos.
Reforma e Reavivamento dizem respeito à volta às antigas e sãs doutrinas e zelo ardente e cheio de amor por elas e pelo povo de Deus. Não é disso que precisamos novamente? Ainda pairam dúvidas na mente dos leitores sobre a necessidade dessa "dobradinha" de Deus, reforma e reavivamento, para que haja o crescimento genuíno da igreja no Brasil? Por que, então, continuar na ênfase de movimentos que não trazem crescimento qualitativo? Isso não é justo para com o povo de Deus e, muito menos, com o Deus desse povo, de Quem tanto precisamos!
Conclusão
A tônica tanto de reforma como de reavivamento é vinculada à Palavra de Deus. A Palavra de Deus é referencial tanto para uma coisa quanto para outra. A Escritura é a norma de conduta para toda a igreja, e quando o Espírito a usa como a espada, ela causa tanto a purificação da doutrina na reforma como a descida dessas verdades à experiência cristã no reavivamento.
Portanto, embora reforma e reavivamento sejam absolutamente necessários para a vida do povo de Deus, logicamente aquela precede este. Cada um desses movimentos de per se não basta. É necessário que um venha acompanhada do outro. Esse foi o caso de Asa, mas sempre deverá ser a regra em todos os casos para que haja equilíbrio, sensatez, e a verdade seja manifesta de uma forma experiencial.
Numa reforma sem reavivamento pode haver uma exatidão dos conceitos, mas certamente haverá aridez no pensamento; num reavivamento sem reforma, poderá haver o desequilíbrio emocional e o perigo da distorção da verdade. Na verdade, estas coisas vêm juntas, inseparáveis, como dois dons gêmeos de Deus para o enriquecimento do Seu povo. O poder de Deus num reavivamento tem que ser experimentado à luz das próprias diretrizes doutrinárias que têm origem numa reforma teológica e litúrgica sadias baseadas na Santa Escritura.
Essas duas coisas absolutamente necessárias para a vida sadia da igreja são causadas pelo Espírito Santo mediante o uso de Sua Palavra. Perceba que é difícil estabelecer uma linha divisória absoluta entre reavivamento e reforma. Por isso ambos devem andar juntos e inseparáveis.
O que você pode fazer para que essa dobradinha de Deus venha em sua vida? Comece a estudar a Escritura muito seriamente. Leve em conta tudo o que Deus diz em Sua Palavra. De resto, continue em compasso de esperança, mas fazendo o que fez Habacuque, dizendo incansavelmente: Aviva Senhor a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e no decurso dos anos, faze-a conhecida; na tua ira, lembra-te da misericórdia(Hc 3.2). Se curve diante de Deus e reconheça o poder de Deus em sua vida e família.

 Fonte: http://futuro12blog.blogspot.com.br/

Reforma ou Reavivamento?Parte II

Reforma ou Reavivamento?Parte II

A que ponto pode chegar um povo sem a bússola que lhes aponta o norte! Por essa razão havia uma enorme impiedade no meio do povo. (Como conduzir um povo sem os principios da palavra?).
1. Para que haja verdadeira Reforma a Palavra tem que ser redescoberta
Mas o Livro da Lei foi descoberto "casualmente" pelo sacerdote Hilquias. Esta foi a missão do sacerdote Hilquias: Então disse o sumo sacerdote Hilquias ao escrivão Safã: Achei o Livro da Lei na casa do Senhor. Hilquias entregou o livro a Safã, e este o leu (2 Rs 22.8).
O Livro da Lei estava perdido dentro do próprio templo. Isso me faz lembrar da velha senhora que não lia a Bíblia porque havia perdido os óculos, quando estes haviam sido deixados dentro da própria Bíblia. Muitos ignoram a Escritura, quando ela está bem próxima deles, à disposição deles nos lugares onde vivem e adoram.
Os chamados "crentes", se é que são de Deus, têm que redescobrir o valor da Palavra de Deus. Para haver uma reforma genuína, é condição indispensável que haja uma redescoberta do valor da Santa Escritura.
2. Para que haja verdadeira Reforma a Palavra tem que ser devidamente interpretada
Esta foi a missão da profetiza Hulda: Ide, consultai o Senhor por mim, pelo povo e por todo o Judá, acerca das palavras deste livro que se achou; porque grande é o furor do Senhor, que se acendeu contra nós, porquanto nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro, para fazerem segundo tudo quanto de nós está escrito (2 Rs 22.13).
Percebam que o rei Josias queria saber o significado correto daquilo que o Senhor havia escrito no Livro da Lei. Por essa razão, os homens do rei foram enviados para a profetiza, para que ela lhes dissesse o significado das palavras do Livro da Lei. A palavra da profetiza ali era considerada cheia de autoridade, e ela sabia o sentido que o Senhor queria dar às palavras. Não é importante somente ler a Escritura, mas também entender o seu significado.
A situação da igreja hoje não é muito diferente da situação dos tempos do rei Josias. É verdade que a Bíblia não está escondida literalmente do mesmo modo como ficou no tempo de Josias, mas o seu real sentido e sua real mensagem estão escondidos de muitos crentes hoje. As pessoas têm a Bíblia à sua disposição, mas não conhecem o conteúdo real, nem possuem a hermenêutica correta para a sua devida interpretação. A reforma de uma igreja implica na redescoberta da Palavra de Deus. A conditio sine qua non para que a igreja cresça é o conhecimento correto da verdade de Deus. Os crentes, em geral, precisam redescobrir a verdade de Deus. Este é um desafio que todos nós precisamos aceitar.
Todos hoje usam a Escritura para defender os seus pressupostos. O grande problema, contudo, não é a citação da Escritura, mas o modo como a abordamos. A tarefa hermenêutica da igreja é algo supremamente determinante para o correto entendimento da verdade de Deus.
3. Para que haja verdadeira Reforma a Palavra tem que ser urgentemente proclamada
Esta era também a tarefa da Profetisa Hulda:
Ela (Hulda) lhes disse: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Dizei ao homem que vos enviou a mim: Assim diz o Senhor: Eis que trarei males sobre este lugar, e sobre os seus moradores, a saber, todas as palavras do livro que leu o rei de Judá. Visto que me deixaram, e queimaram incenso a outros deuses, para me provocarem à ira com todas as obras das suas mãos, o meu furor se acendeu contra este lugar, e não se apagará (2 Rs 22.15-17).
A distância da Palavra de Deus faz com que um povo se afaste de Deus. Não é possível ter uma ética sadia sem que se conheça a Palavra do Senhor que dita as normas de comportamento. Por essa ausência da Palavra o povo estava prestes a receber o castigo de Deus. A mensageira de Deus não teve nenhum constrangimento em trazer a verdade da Palavra aos seus contemporâneos. Era uma mensagem dura, mas eles precisavam ouvir o que Deus lhes tinha a dizer. A reforma proposta pela Palavra de Deus tem que ser urgentemente proclamada por aqueles a quem Deus chama para serem ministros da sua Palavra.
A missão de trazer de volta a Palavra de Deus ao povo está na responsabilidade dos verdadeiros ministros da Palavra, aqueles que lidam hoje com o ensino e com a pregação, que são os profetas de Deus. Se os ministros negligenciarem o ensino e a pregação fiel daquilo que o Senhor diz, jamais a igreja será Reformada.
4. Para que haja verdadeira Reforma tem que haver arrependimento de pecados
Esta foi a tarefa de Josias:
Porquanto o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante o Senhor, quando ouviste o que falei contra este lugar, e contra os seus moradores, que seriam para assolação e para maldição, e rasgaste as tuas vestes, e choraste perante mim, também eu te ouvi, diz o Senhor (2 Rs 22.19).
Josias foi o primeiro a arrepender-se de seu pecado de ignorância da verdade de Deus. O verso 19 foi dito ao rei Josias, e o que aconteceu a ele, veio a acontecer ao seu povo. Foi um arrependimento produto da obra do Espírito de Deus no rei e no seus súditos. (caro lider em nome de Jesus chore agora e se arrependa e volte pra Deus, tudo pode ser mudado pelo arrependimento).
Essas coisas não devem ser diferentes hoje. A igreja de Deus tem que voltar-se para ele, tem que chorar o seu pecado de ignorância da Santa Escritura. Somente quando houver verdadeiro arrependimento é que a Reforma terá sido eficazmente processada.
Não há crescimento quantitativo nem qualitativo da igreja sem que haja a redescoberta da verdade de Deus, sem que haja a interpretação correta da Palavra de Deus, sem que haja a proclamação fiel dela e o conseqüente genuíno arrependimento de pecados, como produto das três primeiras proposições.
O crescimento genuíno da igreja está vinculado a estas reformas que a Palavra de Deus traz. É tolice pensar em crescimento da igreja sem que a base ou o fundamento estabelecido pelos apóstolos e profetas seja devidamente redescobertointerpretadoproclamado e crido. Sem estas coisas há o inchaço, não o genuíno crescimento da igreja.
O segundo grande acontecimento da vida do povo de Deus adveio da reforma da teologia:
B. A Reforma da Teologia conduz à Reforma da verdadeira adoração
Uma teologia sadia leva à prática sadia. Nos tempos de Josias o culto estava deturpado por causa de uma teologia destituída da verdade da Palavra de Deus. Este é o resultado natural mesmo nos dias de hoje. Quando se abandona o ensino da Escritura, quebram-se os padrões de comportamento de um povo, inclusive os elementos constituintes da verdadeira adoração.
Depois da descoberta, da interpretação correta e da proclamação da Palavra de Deus, e o conseqüente arrependimento da liderança do povo, houve algumas alterações muito preciosas no culto que o povo passou a prestar a Deus:
A primeira atitude tomada pelo rei Josias foi convocar todo o povo para que subisse à casa de Deus, para ouvir a leitura do livro da Palavra de Deus que fora encontrado por Hilquias (2 Rs 23.2). Após ouvirem a leitura, o rei e todo povo se dispuseram a seguir a Palavra do Senhor de todo o coração e de toda a alma. A beleza dessa atitude, é que o povo se dispôs a obedecer a todas as palavras, e não somente aos textos que combinavam com o que eles pensavam (2 Rs 23.4).
O resultado principal dessa disposição de obediência, após ouvirem a leitura e a interpretação correta da Palavra, foi a reforma do culto. O culto é essencial para a vida da igreja. Não pensem os caros leitores que o culto é de somenos importância. É no culto que ensinamos e aprendemos. Nos hinos e nos coros é que somos mais indelevelmente marcados doutrinariamente. Portanto, o culto tem uma importância fundamental para a nossa fé. Nesse caso, podemos afirmar categoricamente que, em razão de muitas coisas que estamos percebendo nas reuniões de nossas igrejas, a reforma do culto é extremamente necessária para a vida sadia da igreja cristã.
Para que haja a restauração da verdadeira adoração à luz da verdade bíblica, algumas providências têm que ser tomadas:
1. A eliminação do que é errado do culto
Estas atitudes do rei foram muito duras, mas extremamente necessárias. Provera a Deus que as autoridades eclesiásticas tivessem a mesma santa energia para tomar as providências necessárias para sanar os males existentes na presente adoração cristã, para o benefício do povo de Deus, e para a honra dele.
·  ·  1a. A eliminação dos sacerdotes que ministravam no culto pagão (2 Rs 23.5)
Está evidente do texto sagrado que a atitude extrema do rei Josias com relação aos sacerdotes idólatras, isto é, a sua eliminação do meio do povo de Deus (2 Rs 23.20), não está em consonância com o espírito do tempo presente, mas ao menos podemos dizer que temos que reagir fortemente aos homens que tentam implantar algo que não combina com o que Deus prescreve na Sua Palavra com respeito ao culto. Não se pode ficar passivo quando está em jogo o verdadeiro culto a Deus.
O que Josias fez com relação aos sacerdotes que não cultuavam verdadeiramente a Deus é algo que as autoridades eclesiásticas deveriam fazer. Os ministros infiéis no serviço do culto deveriam ser destituídos de sua função por não obedecerem os padrões gerais devidamente estabelecidos pela Escritura. Há muitos ministros que fazem o que bem entendem e ninguém lhes põe a mão. Andam à vontade, gesticulam como lhes agrada e agem como agrada ao povo. A falta não é somente dos que erroneamente inovam no serviço divino, mas também daqueles que fazem vista grossa ou que não possuem a devida coerência e noção de disciplina cristãs para destituírem esses ministros de suas funções.
·  ·  1b. A eliminação dos objetos e utensílios usados no culto pagão (2 Rs 23.4,6,7)
Tudo o que é estranho ao culto do Senhor deve ser eliminado dos lugares de verdadeira adoração. Deus deveria ser adorado com os instrumentos prescritos por Ele próprio. Era assim a regra para os cultos prescritos na Escritura do VT. Todos os objetos que eram estranhos ao culto divino, por pertencerem aos cultos de deuses estranhos, deviam ser terminantemente abolidos do templo e das atividades cúlticas.
Hoje, nos tempos da adoração cristã, devemos ter o mesmo cuidado e o mesmo zelo. Não existe a idolatria nos mesmos moldes daquela época, mas há coisas que se evidenciam bastante estranhas ao culto de nosso Deus e do Salvador Jesus Cristo. Não me refiro simplesmente a objetos como os mencionados no texto analisado, embora os leitores já tenham ouvido de lenços ou copos de água serem ungidos, ou ainda óleo trazido de Israel servindo de amuleto para a cura de muita gente, ou ainda vinho de Israel, e coisas que tais. Com relação ao culto, então, há a introdução de elementos estranhos que são uma imitação clara daquilo que é usado para as mais loucas manifestações musicais de que se tem notícia em todas as épocas, músicas essas que servem não só para o entretenimento, mas também para manifestações cúlticas ligadas ao maligno. Certamente há algumas coisas que precisam ser revistas em nossa adoração hoje. O problema não é de simples inovação, mas também é de desprezo ao que é antigo, um desprezo à história, ao que nossos ancestrais na fé nos legaram, que podem perfeitamente ser preservados. Da mesma forma que no tempo de Josias os sacerdotes se esqueceram das prescrições antigas, assim os de hoje se esquecem, também.
·  ·  1c. A eliminação dos altares que eram usados para o culto pagão (2Rs 23.8-15)
Josias também aboliu as cerimônias pagãs que campeavam em todo o seu reino. Num tempo assim, as reformas tinham que ser drásticas. Não havia meio de se suportar elementos dos cultos pagãos misturados com o santo culto divino.
As reformas propostas por Josias foram radicais e, conseqüentemente, benéficas para todo o povo. Antes de reimplantar o que era santo, Josias teve que eliminar o que era impuro. Esta era uma atitude óbvia. Não há modo de se implantar o certo sem retirar o errado.
É assim que a igreja de Cristo tem que proceder. Não podemos mais tolerar aqueles que querem permanecer no nosso meio alterando aquilo que é certo pelo errado, e ainda colocando-nos na posição de errados, como se estivéssemos na qualidade de "coisas antigas", coisas ultrapassadas. Antigüidade não é sinônimo de obsolescência. Se assim fosse, o que haveríamos de fazer com o evangelho? Se o problema é a importação de cultura estrangeira a americanização ou a europeização em nosso culto, temos de abandonar a cultura judaico-cristã, que tanto influenciou a nossa maneira de pensar e de cultuar a Deus. O que é estranho ao culto cristão tem que ser tirado, não as influências benéficas que recebemos de outros povos que nos trouxeram o santo evangelho.
2. A restauração do que é certo no culto divino
Na reforma do culto, não houve a necessidade de inovação, mas da restauração daquilo que era antigo e verdadeiro. Essas coisas precisavam ser trazidas de volta. Eles haviam se esquecido das santas prescrições, das ordenanças antigas da Palavra de Deus. Josias ordenou a volta da celebração cerimoniosa da Páscoa, o ritual que lhes lembrava a redenção! (2 Rs 23.21-22) Aquele momento de culto foi o mais significativo de todas as celebrações desde os dias dos juizes de Israel. Eles celebraram a páscoa do Senhor conforme estava prescrito no livro do Pacto, que provavelmente era o Pentateuco. As celebrações cúlticas devem sempre ser de acordo com as regras de Deus: há preceitos gerais estabelecidos, há regras a serem obedecidas. E elas são bem antigas. Tudo deveria ser feito com ordem e decência, para que o Senhor fosse honrado pela maneira dos homens Lhe cultuarem. Será que hoje tem que ser diferente?
Uma reforma, contudo, tem que ser acompanhada de um verdadeiro espírito de amor a Deus e de serviço cristão. A Reforma do séc. XVI não foi uma mera purificação teológica ou litúrgica, mas ela foi acompanhada e seguida de um doce espírito de amor a Jesus Cristo, o Salvador, e um grande amor pelos pecadores ignorantes. Milhares de milhares foram trazidos a Cristo naquela época. O Santo Espírito varreu aquelas regiões onde a Reforma chegou. Sem dúvida, foi um tempo de grande reavivamento espiritual.
Um período de reavivamento costumeiramente é precedido de um período de reforma. Um reavivamento sem reforma pode trazer distúrbios teológicos muito grandes, assim como uma reforma sem reavivamento pode ser comparado ao que aconteceu à igreja de Éfeso, que possuía solidez doutrinária, mas sem o primeiro amor (Ap 2.2-4).
A Escritura inspirada tem exemplos dessa natureza. Um deles é o acontecido nos tempos do rei Asa. A reforma que veio ao povo de Israel nos tempos do rei Asa durou algum tempo antes do reavivamento começar. Primeiro Asa fez as reformas religiosas instando o povo a buscar a Palavra do Senhor (2 Cr 14.4), fazendo também a reforma do culto (como no tempo de Josias), que constou da derrubada dos altares (2 Cr 14.3, 5). Após essa reforma que trouxe prosperidade ao povo (2 Cr 14.6-7) e vitória sobre as outras nações inimigas (2 Cr 14.9-15), começou o despertamento espiritual do povo, a começar do rei.
Este orou humildemente ao Senhor confessando a impotência deles e o poder ilimitado de Deus (2 Cr 14.11). A reforma pode começar com o apego à Lei de Deus, que leva aos atos de retidão, mas o reavivamento começa no coração das pessoas com o senso de sua própria impotência e o conseqüente reconhecimento do poder de Deus. Por isso é dito que Asa "clamou ao Senhor". Estas não são palavras jogadas ao vento. Elas expressam o grito inquieto de um coração anelante de Deus e reconhecimento que de Deus vêm todas as coisas, e que a Ele deve ser dada a glória de todas as coisas. O reavivamento do tempo de Asa também foi vinculado à Palavra de Deus que veio ao povo. Isto aconteceu através do profeta Azarias (2 Cr 15.1). Após a palavra profética de Deus, houve grande alegria no meio do povo, porque eles aprenderam que Deus manda reavivamento não somente quando o povo está abatido, mas também quando o povo está cheio de vitórias e de coragem (2 Cr 15.1-19).
II. A Necessidade de Reavivamento para o Crescimento da Igreja
A palavra "Reavivamento" soa mais docemente aos ouvidos dos crentes hoje por causa dos santos anelos de vigor espiritual que muitos crentes realmente possuem, mas infelizmente, esse termo tem sido usado impropriamente por alguns advogados aficionados ao movimento do crescimento da igreja. Precisamos desesperadamente de um reavivamento genuíno, e é por isto que verdadeiramente oramos. Sem ele, a igreja do tempo presente, sob muitas pressões teológicas e litúrgicas estranhas de todos os lados, está destinada ao amargamento ou ao conservadorismo árido, do qual todos nós queremos ficar longe.
Definição de Reavivamento
Uma definição de reavivamento pode ter várias conotações, dependendo do ângulo abordado. Uma reavivamento tem tantas facetas maravilhosas, que poucos podem defini-lo exaustivamente.
O historiador da igreja James Buchanan disse que "reavivamento é a comunicação da vida àqueles que estão mortos, e a comunicação da saúde àqueles que estão moribundos."(5) Esta é uma idéia absolutamente correta, mas reavivamento vai muito mais além disso.
Alguns têm confundido reavivamento com campanhas evangelísticas ou com conferências missionárias. Essas coisas são organizadas pelos homens e Deus pode abençoá-las ou não. Um reavivamento também não é um movimento onde muitas pessoas se encontram para um entretenimento religioso, para que multidões fiquem delirantes com as músicas cantadas e loucamente executadas pela parafernália instrumental muito comum hodiernamente, levantando as mãos como sinônimo de adoração verdadeira. Estas coisas atingem somente um grupo de interessados e amantes das coisas que são apresentadas. Diferentemente de tudo isso, reavivamento é algo provocado pelo Santo Espírito, não o produto daquilo que os homens fazem. Reavivamento é uma onda do Espírito que varre sem que alguém tenha domínio sobre o que Ele faz.

Fonte: http://futuro12blog.blogspot.com.br/

Reforma ou Reavivamento? Parte I

Reforma ou Reavivamento? Parte I




De uns poucos anos para cá, quase da noite para o dia, se compararmos à idade do cristianismo, alguns setores da igreja evangélica têm sido tomados de um desejo incontido de crescimento a qualquer custo. O Movimento de Crescimento de Igreja (1) tem surgido em toda a sua força, e o crescimento tem sido exigido a qualquer preço. Por essa razão, uma coletânea enorme de metodologias e técnicas tem sido empregada para que o sucesso da igreja apareça.
O mais lamentável é que o crescimento de algumas igrejas locais tem sido conseguido às custas do sacrifício da verdadeira doutrina e do abandono de uma liturgia sadia. Com isso, os templos e os salões têm ficado lotados em suas reuniões. Como a evangelização moderna tem sido antropocêntrica(voltada para o prazer do ser humano), dizendo ao ouvinte aquilo que se pensa que o incrédulo quer ouvir, também a forma do culto tem sido elaborada de modo a atrair pessoas para adorar a Deus. A adoração moderna é planejada para atrair pessoas (os consumidores de música contemporânea) ao invés de ser promovida para que as pessoas levantem os olhos para o céu para cultuar corretamente o verdadeiro Deus. Ao invés de prepararmos pessoas para serem membros do sacerdócio real, da nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, para aprenderem sobre o verdadeiro Deus e a vida eterna em Cristo Jesus, estamos estimulando essas pessoas a apurarem o paladar por aquilo que o entretenimento moderno já lhes apresentou. Antes que verdadeiros adoradores, estamos vendo pessoas preocupadas com o consumo musical e litúrgico, querendo ouvir o que lhes agrada, e não o que agrada a Deus.
Se perguntarmos aos proponentes do Movimento de Crescimento de Igreja, "Por que muitas pessoas hoje não freqüentam aos cultos?" A resposta pronta será: "porque a mensagem e as músicas não são apresentadas ao gosto do público. Nada é feito para que o público seja atraído aos cultos". A culpa toda recai sobre a falta de atualização ou contextualização da adoração cristã. Então, no afã de se ter a igreja lotada, tudo é formulado para agradar aos freqüentadores em potencial. Esse é o método que os ministros ansiosos por sucesso logo buscam. Mas eles se esquecem de que as pessoas não adoram a Deus porque não o amam verdadeiramente, nem têm qualquer disposição para com o verdadeiro Deus, por causa da sua natureza pecaminosa, que é oposta a Deus. Elas amam a si mesmas e querem ser agradadas naquilo de que participam, quando Deus é quem deveria ser amado e agradado no culto que lhe prestamos.
Atualmente, muitas pessoas, inclusive membros de igreja, não estão dispostas a usar a mente, o corpo, a alma, enfim todo o seu ser, numa congregação onde existe um sólido ensino da sã doutrina, uma pregação expositiva fiel da Santa Escritura e uma adoração racional e reverente. Elas preferem uma reunião em que a Palavra é deixada de lado, mas o "louvor" é a tônica, num encontro de fato movimentado, ao paladar do tempo presente. Não há o verdadeiro compromisso com o reino de Deus, mas ainda assim, o crescimento da igreja é a maior preocupação do movimento que utiliza esse nome, mesmo que seja com o prejuízo de elementos fundamentais da verdadeira adoração e da sã doutrina.
O Movimento de Crescimento de Igreja tem se concentrado numa forma de culto ao gosto do espírito de nosso tempo e de uma evangelização barata, ao invés de ser o produto da obra soberana do Espírito de Deus no meio do seu povo, e dum posicionamento correto do seu povo para com a Palavra de Deus.
Contudo, todos os cristãos sensatos entendem que a igreja deve crescer qualitativa e quantitativamente. Qual é, então, o modo pelo qual uma igreja deve crescer? Precisamos de uma reforma ou de um reavivamento?
Esta pergunta não é a forma correta de levantar a questão. É absolutamente certo que precisamos de ambos em nossa igreja contemporânea. Estas duas coisas têm que andar necessariamente juntas. Do contrário, o reavivamento será um fracasso em termos de correção da verdade e a reforma poderá ser um fracasso porque a verdade poderá ser apresentada com aridez doutrinária. Portanto, há que se ter em mente as duas coisas para o bom andamento da igreja de Deus no final deste segundo milênio.
Vejamos a necessidade tanto da reforma quanto do reavivamento para o crescimento de nossas igrejas:
I. A Necessidade de Reforma para o crescimento da Igreja
Aqueles de nós que valorizam os acontecimentos espirituais extraordinários ocorridos durante a Reforma no séc. XVI, anseiam tê-los repetidos na igreja do tempo presente. Juntamo-nos a J. I. Packer que disse:
A palavra Reforma é mágica para o meu coração, assim como estou certo que é para o de vocês. Quando vocês falam em Reforma, imediatamente pensam naquele heróico tempo do séc. XVI, quando muitos eventos momentâneos aconteceram e que ainda brilham ardentemente em nossa imaginação.(2)
A Reforma foi um movimento histórico do séc. XVI, mas ela precisa acontecer de novo, sempre que necessária, na vida da igreja. Precisamos desesperadamente dela outra vez em nossas igrejas, porque estamos em tempo de confusão doutrinária, tempos de vacilação teológica, tempos de incerteza cúltica. Alguns ministros, porém, nem sequer sonham com uma reforma novamente. Provavelmente, eles acreditam possuir razões teológicas para essa posição.
Para tristeza nossa, o nome "Reforma" levanta suspeitas na mente de alguns ministros que querem o crescimento de igreja a qualquer custo, porque o nome "Reforma" relembra um estudo sério da Palavra, compromisso inequívoco com o reino de Deus, rompimento com o erro e com a falsa adoração. A idéia de reforma não é bem-vinda porque vai exigir dos ministros um estudo sério das suas posições, uma reavaliação da sua conduta litúrgica e teológica. Foi isto que a Reforma Protestante exigiu dos ministros de Deus no séc. XVI. E nós estamos longe daquilo que foi proposto no passado. Não obstante a opinião deles, temos que dar uma grande ênfase à necessidade de verdadeira reforma na vida da igreja contemporânea. Muitas coisas da Reforma histórica já foram esquecidas e deixadas de lado. Temos que resgatar a nossa herança Reformada e trazer de volta as belas coisas perdidas.
Definição de Reforma
Reforma é a descoberta da verdade bíblica que conduz à purificação da teologia. Ela envolve a redescoberta da Bíblia como o juiz e o guia de todo pensamento e ação; ela corrige os erros de interpretação; ela dá precisão, coerência e coragem para a confissão doutrinária; ela dá forma e energia à adoração corporativa do Deus triúno.(3)
É disto exatamente que precisamos para que a verdade de Deus seja honrada e o povo de Deus devidamente instruído. Quando Lutero foi confrontado com a verdade de Deus, ele nunca mais a abandonou. Mesmo quando ameaçado pelas autoridades religiosas do seu tempo, apegado ao paradigma da verdade de Deus, Lutero dizia:
A menos que vocês provem para mim pela Escritura e pela razão que eu estou enganado, eu não posso e não me retratarei. Minha consciência é cativa à Palavra de Deus. Ir contra a minha consciência não é nem correto nem seguro. Aqui permaneço eu. Não há nada mais que eu possa fazer. Que Deus me ajude. Amém.(4)
O norte de uma reforma dentro da igreja de Deus está, inquestionavelmente, relacionado à volta aos princípios sadios de fé e prática, propostos pela Santa Escritura. A fé tem que ser fundamentada numa consciência cativa à Palavra, para que a verdadeira reforma aconteça em nosso meio.
Ao invés de analisarmos o evento da Reforma do século XVI, que alguns tomam como sendo simplesmente um evento humano, analisaremos uma reforma descrita na história inspirada da redenção, que teve exatamente as mesmas características da Reforma do séc. XVI, porque ambas foram causadas pelo mesmo Deus, o Espírito.
O exemplo bem claro do que acabamos de dizer está registrado na Escritura em eventos ocorridos no tempo do rei Josias (2 Rs 22), que passo a analisar:
A. A redescoberta da verdade de Deus conduz à Reforma da teologia
Há períodos na vida da igreja em que a verdade de Deus fica escondida, ocasionando aridez, sequidão e distância de Deus. Um exemplo bem típico disto está na história da igreja do VT, nos tempos do rei Josias. Naqueles dias, os homens andavam às apalpadelas, sem o conhecimento da lei do Senhor, que lhes estava encoberta.
Ela estava escondida porque os homens ignoravam a verdade da Escritura. As pessoas comuns do povo nem sabiam da existência do Livro da Lei. E essa ausência da Palavra causa a distância de Deus.
Ela estava escondida por falta de interesse na Palavra. O povo ignorava a Lei de Deus porque a liderança não estava interessada nela. ( Se voce lider não ficar interessado coitado de quem voce lidera) Se estivesse, ela procuraria uma cópia da Lei para dar ao povo, mas não havia qualquer interesse, da parte da classe dominante, em que as coisas fossem mudadas. A Lei de Deus, porém, quando levada em conta seriamente, causa mudanças nos paradigmas de um povo. Imaginem como os sacerdotes da época poderiam conduzir o povo de Israel sem o código de fé e prática. 

Fonte: http://futuro12blog.blogspot.com.br/

sexta-feira, 4 de julho de 2014

O MINISTÉRIO APOSTÓLICOS É PARA NOSSOS DIAS?

O MINISTÉRIO APOSTÓLICOS É PARA NOSSOS DIAS?




O MINISTÉRIO APOSTÓLICOS É PARA NOSSOS DIAS?

* Rev. José Kennedy de Freitas Ph.D

O Senhor Jesus Cristo fundou, estabeleceu e continua a edificar sua Igreja através dos séculos. Dentre os vários dons e ofícios que ele tem distribuído ao seu povo estão aqueles que se referem aos líderes da Igreja. Esses líderes são os oficiais da igreja, capacitados e chamados por Deus, bem como reconhecidos pela congregação, para sua função. Ofícios Eclesiásticos

Os oficiais da Igreja têm a responsabilidade de guiar o povo de Deus através da liderança pelo exemplo, bem como através do ensinamento da Palavra e dos preceitos de Deus, que alimentam os cristãos espiritualmente. A eles também é conferida a responsabilidade de supervisionar a administração da Igreja. Sua obra é para a edificação da Igreja.

As qualificações requeridas daqueles que são chamados para os ofícios de liderança na Igreja, bem como suas responsabilidades, são encontradas em diversas porções das Escrituras (1 Timóteo 3 é um dos melhores exemplos).
É importante ressaltar que aqueles apontados aos ofícios da Igreja têm dons espirituais que também se encontram, em diferentes graus, nos membros da congregação. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo; há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. O Espírito Santo confere seus dons e opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer (1 Coríntios 12:4-11). Os oficiais da Igreja, entretanto, têm de ter reconhecimento público, ou seja, do povo de Deus, com relação aos seus dons, capacidade, e chamada para as funções de liderança.

O Novo Testamento menciona três ofícios de liderança na Igreja: apóstolos, presbíteros (ou bispos, ou pastores; os três termos são usados nas Escrituras significando o mesmo ofício, cf. Tt 1:5-7; At. 20: 17; 28) e diáconos. É evidente que as igrejas cristãs têm através dos séculos instituído padrões diferentes de governo eclesiástico, divergindo quanto ao entendimento mais apropriado do modelo bíblico. Historicamente, entretanto, houve um consenso de que o ofício apostólico não mais existe na Igreja.

Alguns cristãos na história recente da Igreja, porém, têm argumentado que não há nenhum versículo bíblico que diga explicitamente que não pode haver apóstolos nos dias de hoje. Algumas igrejas vão até ao ponto de denominar alguns de seus lideres como apóstolos. Muitos cristãos se submetem a tais apóstolos com a idéia de que estão se submetendo a autoridades no mesmo nível dos apóstolos Paulo e Pedro, por exemplo.

Isso obviamente levanta a questão: há apóstolos hoje? É bíblico que igrejas denominem seus líderes apóstolos? É verdade que se alguém negar que possa haver apóstolos hoje, essa pessoa estará negando a validade dos dons do Espírito para hoje, bem como o modelo bíblico de vida e organização eclesiástica?

O primeiro passo para que tais questões sejam respondidas é examinar o conceito bíblico da apostolado, sua função, responsabilidade, e qualificações necessárias. O Significado da Palavra "Apóstolo"

Existem dois sentidos básicos para o termo "apóstolo". De um modo mais geral, o termo se refere a qualquer pessoa que seja um enviado ou emissário de Deus através da Igreja para uma obra especial, seja de liderança ou não (Fl. 2:25). Esse significado provém da correlação entre o substantivo "apóstolo" (ἀπόστολος) e o verbo em grego que significa "enviar" (ἀποστέλλω). Nesse sentido mais geral, não há dificuldade em se aceitar que qualquer pessoa pode ser um apóstolo de Deus. Qualquer pessoa pode ser enviada, por exemplo, por uma igreja para o trabalho missionário, e, nesse sentido amplo, ela é um apóstolo de Deus.

No Novo Testamento, porém, o sentido mais comum da palavra é o sentido técnico e restrito, se referindo a um grupo seleto dos apóstolos de Cristo. A palavra traduzida "apóstolo" (e suas derivações) é encontrada 80 vezes no texto grego do Novo Testamento (Nestle-Aland 27a. Ed.). Dessas, ela tem esse sentido restrito nada menos do que 73 vezes. O sentido mais amplo de "enviado" ocorre somente 5 vezes (Jo. 13:16; 2 Co. 8:23; Fl. 2:25; At. 14:4 e 14 são duas referências ambíguas); ela se refere uma vez a Jesus Cristo (Hb. 3:1); e, finalmente, há 3 ocorrências que apresentam dificuldades exegéticas, podendo ter tanto o sentido mais amplo como o mais técnico: Rm. 16:7; At. 14:4; 14.

Sendo que não há controvérsia quanto ao sentido mais amplo da palavra (podendo em tese ser aplicada a qualquer pessoa que seja enviada para uma missão, seja um oficial da Igreja ou não), nosso foco aqui é no sentido mais técnico da palavra, ou seja, no ofício do apostolado, que alguns alegam ter nos dias de hoje. Os Apóstolos e as Escrituras
Essencial para o entendimento do papel dos apóstolos é o fato de que o Novo Testamento foi escrito por eles e por seus companheiros mais próximos, sob a inspiração de Deus. A eles foi dada, pelo Espírito Santo, a habilidade de se lembrarem precisamente das palavras e ensinamentos de Jesus, para que as ensinassem de maneira verbal e escrita.
Jesus disse aos seus discípulos (mais tarde chamados apóstolos): "Isto vos tenho dito, estando ainda convosco; mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito". (João 14:25-26).

Por causa disso, os apóstolos consideraram seus escritos explicitamente como sendo do mesmo nível de inspiração e autoridade do Antigo Testamento. Eles tinham consciência de que seus escritos também eram as Escrituras inspiradas de Deus. Eis alguns exemplos: “para que vos recordeis das palavras que, anteriormente, foram ditas pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos vossos apóstolos”, (2 Pedro 3:2).

“Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo”. (1 Coríntios 14:37).

“Outra razão ainda temos nós para, incessantemente, dar graças a Deus: é que, tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como palavra de homens, e sim como, em verdade é, a palavra de Deus, a qual, com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes”. (1 Tessalonicenses 2:13).

“ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles”. (2 Pedro 3:16).

Note que a palavra traduzida "Escrituras" em 2 Pe. 3:16 ocorre 51 vezes no texto grego do Novo Testamento, e ela se refere ao Antigo Testamento (ou seja, não a quaisquer escritos, mas à Palavra de Deus) em todas as ocorrências. Deste modo, Pedro explicitamente coloca as epístolas de Paulo no mesmo nível de autoridade e inspiração do Antigo Testamento.

Os apóstolos, em virtude de seu ofício apostólico, tinham a autoridade para receber a revelação direta da Palavra de Deus e escrevê-las para o uso da Igreja. Isso, na verdade, foi historicamente o primeiro critério para que um documento fosse considerado, na Igreja Primitiva, como sendo parte do Novo Testamento.

Que dizer então dos evangelhos de Marcos e Lucas, do livro de Atos, da epístola aos Hebreus e a epístola de Judas? Marcos, Lucas, e Judas (não o Iscariotes) não eram apóstolos, e não se sabe com certeza quem foi o autor da epístola aos Hebreus. Tais livros foram aceitos pela Igreja Primitiva porque, além de outros fatores, seus autores eram companheiros próximos dos apóstolos, e escreveram sob sua supervisão. A evidência bíblica e histórica é que São Lucas escrevia sob a supervisão de Paulo, e Marcos sob a supervisão de Pedro. Judas era irmão de Jesus. A epístola aos Hebreus era considerada por muitos como sendo de autoria de Paulo, e outros a consideraram como autêntica por refletir claramente os ensinamentos dos apóstolos.

O fato do Novo Testamento ter sido produzido, de uma maneira ou de outra, pelos apóstolos, é de vital importância para o entendimento do apostolado. Os apóstolos foram comissionados diretamente por Jesus para trazerem suas Palavras inspiradas à Igreja. Ninguém tinha o direito de alegar ter autoridade divina para seus escritos se esta pessoa não fosse um apóstolo ou um de seus companheiros.

Ninguém, na história subseqüente da Igreja, jamais teve o direito de incluir seus escritos nas Escrituras Sagradas, pois o cânon da Bíblia foi completado após a morte de João, o último apóstolo. Isso por si só indica claramente que, se houvesse apóstolos em qualquer época após o período no Novo Testamento, seus escritos poderiam ser incluídos nas Escrituras, e todos os cristãos estariam obrigados a aceitá-los como sendo a Palavra de Deus. Sendo isso impossível, é impossível que haja apóstolos após o primeiro século, muito menos nos dias de hoje.

As Qualificações dos Apóstolos

Havia duas qualificações para o apostolado:

1. O apóstolo tinha de ser testemunha ocular de Jesus ressurreto.

Até ao dia em que, depois de haver dado mandamentos por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera, foi elevado às alturas. A estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas concernentes ao reino de Deus. (Atos 1:2-3)
Isso foi um dos requerimentos para que o substituto de Judas Iscariotes fosse escolhido:

É necessário, pois, que, dos homens que nos acompanharam todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós, começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição. (Atos 1:21-22).

Da mesma maneira: Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. (Atos 4:33).

São Paulo, por sua vez, também foi testemunha ocular do Senhor Jesus ressurreto:

"Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote e lhe pediu cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso achasse alguns que eram do Caminho, assim homens como mulheres, os levasse presos para Jerusalém. Seguindo ele estrada fora, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor, e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; mas levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer". (Atos 9:1-6).

Assim sendo, São Paulo faz questão de ressaltar que sua credencial apostólica também era baseada no fato de que ele era testemunha ocular de Jesus ressurreto:

"Não sou eu, porventura, livre? Não sou apóstolo? Não vi Jesus, nosso Senhor? Acaso, não sois fruto do meu trabalho no Senhor?" (1 Coríntios 9:1).

Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo. Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus. (1 Coríntios 15:7-9).

Note que Paulo diz que ele foi o último dos apóstolos comissionados por Jesus. Suas palavras foram aqui inspiradas por Deus, e, portanto não há a possibilidade que ele estivesse enganado, ou que apenas desconhecesse outros apóstolos comissionados depois dele.

2. O apóstolo tinha de ter recebido sua comissão apostólica diretamente de Jesus.

Os Doze apóstolos originais tinham comissão direta de Jesus: E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos: Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou traidor. (Lucas 6:13-16; cf. Mt. 10:1-7; Mc. 3:14)
Por esta razão, quando da apostasia de Judas e da necessidade de que seu ofício fosse preenchido por outro, os apóstolos buscaram a comissão direta de Deus:

É necessário, pois, que, dos homens que nos acompanharam todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós, começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição. Então, propuseram dois: José, chamado Barsabas, cognominado Justo, e Matias. E, orando, disseram: Tu, Senhor, que conheces o coração de todos, revela-nos qual destes dois tens escolhido para preencher a vaga neste ministério e apostolado, do qual Judas se transviou, indo para o seu próprio lugar. E os lançaram em sortes, vindo a sorte recair sobre Matias, sendo-lhe, então, votado lugar com os onze apóstolos. (Atos 1:21-26)

Da mesma maneira, Paulo enfatizou que tinha recebido sua comissão apostólica diretamente de Jesus:
Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos, (Gálatas 1:1)

Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo. (Gálatas 1:11-12) Quem Eram os Apóstolos?
O número original dos apóstolos, como visto acima, era de 12. Havia significado profético nesse fato, pois seu número correspondia ao número de tribos de Israel. Os 12 apóstolos originais eram a liderança do povo de Deus na Nova Aliança.

Além dos 12, somente duas pessoas são mencionadas explicitamente como sendo apóstolos no Novo Testamento: Paulo (veja acima) e Tiago, o irmão de Jesus e líder da igreja em Jerusalém (Gl. 1:19; 2:9). Paulo menciona claramente que Jesus apareceu ressurreto a Tiago (1 Co. 15:7), e sua liderança em Jerusalém evidencia que os apóstolos tinham reconhecido seu comissionamento direto por Jesus. Quanto a Barnabé (At. 14:4; 14), há duas possibilidades. É possível que as referências em At. 14 tenham o sentido mais técnico da palavra. Neste caso, considerando-se todos os dados acima, e a maneira altamente seletiva na qual o Novo Testamento intitula uma pessoa como apóstolo, se o texto indica que Barnabé era apóstolo no sentido mais restrito pode-se deduzir que ele também possuía as mesmas qualificações dos demais apóstolos. É mais provável, porém, que o sentido da palavra em At. 14 é o mais amplo, já que Paulo e Barnabé tinham sido enviados para uma missão pela igreja em Antioquia, à qual deveriam prestar contas quando completassem a determinada obra (cf. At. 14:27).

Não é impossível que houvesse outros indivíduos que pudessem ter sido considerados apóstolos no primeiro século. Os dados acima estabelecem, contudo, dois pontos principais: em primeiro lugar, mesmo se houvesse outros apóstolos, eles eram com certeza um grupo seleto (pois poucos tinham as duas qualificações necessárias para o oficio) do qual Paulo foi o último membro comissionado (1 Co. 15:8). Isso por si só exclui a possibilidade de haver qualquer apóstolo comissionado por Deus após Paulo. Ninguém pode, após o primeiro século, alegar ter recebido um comissionamento direto de Jesus, através de uma visão ou revelação, para o ofício do apostolado. Deus não contradiz a sua própria Palavra.

Segundo, nenhuma pessoa que não tivesse recebido diretamente de Jesus a autoridade para escrever a Palavra de Deus pela inspiração do Espírito Santo, ou recebido tal comissionamento por um dos apóstolos, não podia ser considerado apóstolo. Tal fato é corroborado não só pela evidência bíblica, mas também pela história da Igreja no processo de reconhecimento do cânon. Isto significa que, estando o número de livros da Bíblia completos, a Palavra de Deus tendo sido por Ele mesmo produzida e preservada por dois mil anos, não é possível que haja apóstolos após a completude do cânon no primeiro século. O Papel dos Apóstolos na Igreja.

Paulo, sob a inspiração do Espírito Santo, nos diz que os apóstolos tiveram um papel definido no plano de Deus para a edificação de sua Igreja. Ele diz aos Efésios que os apóstolos e profetas foram o fundamento da Igreja: Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; (Efésios 2:19-20).

Da mesma maneira, o apóstolo João descreve o edifício da Igreja de Deus glorificada tendo os apóstolos como fundamento: Então, veio um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro; e me transportou, em espírito, até a uma grande e elevada montanha e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, a qual tem a glória de Deus. O seu fulgor era semelhante a uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe cristalina. Tinha grande e alta muralha, doze portas, e, junto às portas, doze anjos, e, sobre elas, nomes inscritos, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel. Três portas se achavam a leste, três, ao norte, três, ao sul, e três, a oeste. A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e estavam sobre estes os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. (Apocalipse 21:9-14)

Conclusão

Podemos concluir que a evidência bíblica descarta a possibilidade de que possa haver apóstolos após a primeira geração da Igreja no primeiro século. Como conseqüência, certamente não há apóstolos nos dias de hoje. Os apóstolos eram um grupo seleto de testemunhas oculares de Jesus ressurreto, comissionados pelo próprio Jesus. Somente eles tinham a autoridade para escrever e/ou supervisionar a redação das Escrituras.

O cânon da Palavra de Deus, estando completo, não pode ser expandido por nenhum documento, e, portanto, não há nenhum apóstolo moderno que tenha tal autoridade. Ao mesmo tempo, nenhuma pessoa que não tenha essa autoridade pode ser considerada um apóstolo. Deus não mais confere revelações infalíveis a ninguém. As revelações infalíveis de Deus se encontram exclusivamente no cânon completo das Escrituras.

É importante salientar que o ministério dos apóstolos continua na Igreja hoje – não em pessoas que se denominam apóstolos, mas no Novo Testamento. Cada vez que a Palavra de Deus no Novo Testamento é lida e proclamada, o ministério apostólico cumpre o seu papel. Os apóstolos do primeiro século vivem hoje na Igreja através da Palavra nos dada por Deus por intermédio deles.

Segundo a Palavra de Deus, São João, o evangelista foi o último apóstolo. Os únicos ofícios que permanecem na Igreja (ainda que haja diversos ministérios) são os diácono, presbítero e bispo.

* O autor é Sacerdote Anglicano, Bispo Eleito, Doutor em teologia, Ph.D em Ciências da Religião.

QUAL O SIGNIFICADO DO NOME IGREJA EPISCOPAL CARISMÁTICA?

QUAL O SIGNIFICADO DO NOME IGREJA EPISCOPAL CARISMÁTICA?


Precisamos concordar com uma coisa. O Nome da nossa Igreja é bastante diferente! 

Afinal de contas, o que significa esse nome: Igreja Episcopal Carismática?? É isso que vou lhe responder no texto que se segue. 

Poderíamos dizer sem exagero, que os Gregos na antiquidade foram considerados os "Pais do saber". Os cidadãos gregos maiores de 18 anos, do sexo masculino, tinham o costume de se reunirem em grupos que formavam uma grande assembléia pública e democrática. A essa assembléia chamavam de "Eclésia"(do grego: Εκκλησία, ekklesia). Essa palavra aparece 115 vezes no Novo Testamento e em 112 vezes é traduzida como IGREJA e nas outras 3, como ASSEMBLÉIA. 

O que deve ficar claro para nós, é que a palavra Igreja significa um grupo (uma junção) de pessoas que se reunem (como um tipo de assembléia) para um mesmo propósito. 

A palavra Episcopal é uma derivação da palavra grega "Episcopos" (do grego: επίσκοπος, episcopos) que quer dizer inspetor ou superintendente. 

Para nós essa palavra foi traduzida como BISPO. Assim, o Bispo é um sacerdote que supervisiona outros. Sua jurisdição é composta por um grupo de Paróquias (Igrejas) chamado de Diocese. 

Uma Igreja Episcopal é uma igreja que tem uma forma de organização hierárquica, com a autoridade máxima exercida por um bispo. 

A Igreja Católica Romana, Ortodoxa, Anglicana, Metodista também são igrejas episcopais, pois são governadas por uma Bispo. Além dessas, muitas Igrejas que surgiram nas últimas décadas, tem a forma de governo episcopal. Cito como exemplo a IURD(Igreja Universal do Reino de Deus) que tem o Bispo Edir Macedo como seu líder máximo. Mas que fique bem claro que essa Igreja além de ter um governo episcopal, está muito distante da Igreja Episcopal Carismática em seus credos, ética e forma de ser Igreja. 

Já a palavra Carismática provém da palavra "Charisma"(do grego: χαρισμα, khárisma), a qual é traduzida, na maioria das vezes no Novo Testamento, como "dom". Uma Igreja carismática é uma Igreja que acredita e dá vez ao agir do Espírito Santo em seu meio. 

Acreditamos que o Espírito Santo de Deus age em nós através do derramamento de seus dons sobre o seu povo, como vem acontecendo em toda a história do povo cristão, desde o evento conhecido como Pentecostes, descrito no livro de Atos, capítulo 2. 

A experiência carismática está subordinada a quatro coisas: 

1. ao ensino apostólico - devemos proclamar o ensino continuado dos Apóstolos, como encontramos no Novo Testamento. 

2. à pregação bíblica - precisamos pregar a fé histórica dos apóstolos como se encontra nas Escrituras; 

3. à adoração histórica - desde os dias dos apóstolos, a adoração dos cristãos está centrada na Ceia do Senhor. Após a Reforma protestante, outro tipo de adoração veio a acontecer e causou uma significativa mudança. Mas, adoração não se dá através de uma liturgia, cantando hinos ou lendo orações. Adoração é o oferecimento das nossas vidas ao Senhor em resposta a Ele; 

4. à "experiência carismática" - uma coisa é sermos apostólicos em fé e doutrina, outra, é sermos apostólicos em vida e experiência. 

Uma Igreja Carismática tem quatro marcas: 

1. é uma Igreja de adoração. O Espírito Santo abre nossos olhos para entendermos quem é Jesus e nos dá o desejo de adorá-lo; 

2. é uma Igreja de ensino. Devemos adorar a Deus não apenas em espírito, mas em verdade. Jesus disse: "O Espírito Santo os guiará em toda verdade" (João 16:13) 

3. é uma Igreja que cuida e que ama. O Espírito de Deus outorga a nós o fruto Espírito, descrito em Gálatas 5 e 6. 

4. finalmente, a Igreja Carismática será sempre uma Igreja que serve. Não somos chamados para sermos senhores do povo, mas para sermos servos. Jesus, Ele próprio, deixou de lado seus direitos, tomou uma toalha e passou a lavar os pés dos seus discípulos (João 13).

Assim, uma Igreja Carismática adora, ensina, ama e serve. Seus membros se oferecem ao Senhor reconhecendo que não possuem em si nenhum merecimento, a não ser pela Graça de Deus. Apenas a Igreja que confia na Graça do Senhor é, verdadeiramente, CARISMÁTICA.

CONHECENDO ALGUNS TERMOS ECLESIÁSTICOS

CONHECENDO ALGUNS TERMOS ECLESIÁSTICOS


A Igreja Episcopal é uma Igreja Histórica. Por conta disso, ela trás consigo uma bagagem grande de nomenclaturas e símbolos que aos olhos de hoje, parecem-nos estranhos, mas são mais comuns do que imaginamos. 

Quero de maneira bastante simples e clara, explicar o significado de alguns termos eclesiásticos utilizados em nossa Igreja. 

Vamos lá: 

  • Eclesiástico ou Eclesiástica - Termos utilizados para tudo que se refere a Igreja. Exemplo: Autoridade Eclesiástica - nada mais é do que um líder religioso. 
  • Paróquia - Nada mais é do que um termo utilizado para cada Igreja local. Cada Igreja Episcopal é chamada de Paróquia e tem um nome que se segue para especificar de qual paróquia estamos falando. Pro exemplo: A Paróquia do Semeador é a Igreja Episcopal em Petrolina - PE. Até então, só tem essa Paróquia nessa cidade.
  • Diocese - A Diocese é uma unidade territorial administrada por um Bispo. Em outras palavras, Diocese é um termo designado para, digamos, um conjunto de Paróquias. 
  • Catedral - Catedral é a Igreja sede do Bispo. Em cada Catedral existe uma cadeira que é utilizada exclusivamente pelo Bispo. Essa cadeira chama-se Cátedra. A Catedral por sua vez, é a Igreja onde fica a Cátedra Episcopal (simplificando: A Cadeira do Bispo). A Catedral é a sede da Diocese, ou seja, cada diocese tem sua catedral, assim como tem seu bispo.
  • Pároco - Essa nomenclatura é utilizada para designar que tal Pastor é o Reitor da Paróquia, ou como é chamado nas Igrejas reformadas, o Pastor Titular. Algumas Igrejas tem mais de um Pastor, sendo que cada Paróquia tem um Pastor que é a autoridade máxima local. O Pároco é designado pelo Bispo Diocesano.
  • Reverendo - É um termo utilizada para referir-se a um clérigo, uma autoridade eclesiástica. Nas Igrejas Evangélicas reformadas, comumente utiliza-se o termo Pastor, em referência a um pastor de ovelhas que cuida do seu rebanho. Na Igreja Católica, utiliza-se o termo Padre, que vem do Espanhol: Pai, em referência a um pai que cuida de seus filhos espirituais. Ambos os nomes tem o mesmo significado, sendo que Reverendo é uma forma de tratamento de acordo com a norma culta.
Para começar está bom! Depois eu escrevo mais.