quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

O Movimento de Convergência

O Movimento de Convergência

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A Igreja de Cristo permaneceu perfeitamente unida nos seus primeiros onze séculos de existência. Mas em 1054 sofreu um rude golpe com a separação da Igreja em Igreja ocidental e Igreja oriental. Na base daquilo a que se chamou “o grande cisma” estiveram pueris disputas de poder e de primazia entre o Patriarcado de Roma e o Patriarcado de Constantinopla que culminaram numa excomunhão mútua. O Ocidente virou as costas ao Oriente e o Oriente fechou-se sobre si próprio. Desde então a Igreja do Ocidente começou por ser designada Igreja Católica Romana e a Igreja do Oriente como Igreja Ortodoxa.[15] No século XVI iniciou-se a chamada Reforma Protestante que teve como cabeça de proa o monge agostiniano Martinho Lutero. O que começou como uma reacção piedosa aos excessos praticados pela Igreja de Roma culminou noutro tipo de excessos que levaram à rejeição de tesouros que a Igreja sempre estimou e aceitou. Daqui surgiu o Evangelicalismo com as Igrejas Luterana, Presbiteriana, Menonita, Baptista, etc, etc, deixando em tiras o já mutilado tecido da unidade.

A Igreja de Roma cerrou fileiras e contra-reagiu com o Concílio de Trento em 1545. Daqui resultou que a Igreja Católica de Roma exaltou sobremaneira a importância dos Sacramentos, nomeadamente da Eucaristia com a transubstanciação[16] e as Igrejas protestantes se escudaram atrás de uma interpretação da Sagrada Escritura redutora e desligada do Magistério da Igreja de Cristo.

No turbilhão do século XVI, cerca de 1534, por motivos políticos e sentimentais alimentados pelos acontecimentos no continente, também a Igreja de Inglaterra[17] decidiu cortar vínculos com o Bispo de Roma e seguiu o seu próprio caminho mas não de modo tão extremado. Manteve a sucessão apostólica, a celebração dos sacramentos e a estrutura de governo episcopal se bem que tendo à frente o monarca inglês.

Em meados do século XVIII surgiu um movimento do Espírito Santo de tipo pentecostal na Igreja Ortodoxa Russa que se expandiu por diversos países da Europa. Estes cristãos ortodoxos acabaram por ser perseguidos e fugiram para a Arménia e para os Estados Unidos. Pela mesma altura um grupo da Igreja Metodista, depois de terem estudado o livro dos Actos dos Apóstolos, oraram a Deus para que o Espírito Santo fizesse o mesmo que fez no Pentecostes com os Apóstolos. Deus respondeu e começaram então a falar em línguas. Estes metodistas foram expulsos da sua Igreja e alguns mudaram-se para Los Angeles onde já estavam arménios carismáticos. Foi assim que se deu início ao Reavivamento de Azuza Street e que culminou no movimento pentecostal e carismático actual.

Nos anos oitenta evangélicos americanos começaram a sentir a necessidade de descobrir as raízes da Igreja. Muitos iniciaram o estudo da liturgia e descobriram um elo que lhes faltava. Desses alguns milhares aderiram então à Igreja Ortodoxa de Antioquia dos Estados Unidos mas outros seguiram um caminho alternativo. Entre eles encontrava-se o pastor carismático Randolph Adler. Randolph Adler foi pastor de uma comunidade na Califórnia e foi pregador itinerante. Participou activamente em movimentos e manifestações anti-aborto. Numa dessas manifestações foi preso com outros cristãos, evangélicos e católicos romanos. Nestes últimos Randolph Adler viu uma capacidade de sofrimento, uma paciência e uma profundidade espiritual que lhe faltava a ele e aos seus companheiros evangélicos. Começou então a estudar História da Igreja, as obras dos Padres Apostólicos e Liturgia. Randolph Adler encontrou as suas raízes. A seu tempo constituiu com outros pastores a Igreja Episcopal Carismática. No dia 26 de Junho de 1992 Randolph Adler tornou-se o Patriarca e o primeiro bispo em sucessão apostólica desta pequena Igreja de três congregações. Segundo o último balanço feito em 2000 esse número aumentou incrivelmente para cerca de 1000 havendo em todo o mundo - Estados Unidos, Europa, África e Ásia – um milhão de membros. Isso deve-se ao facto de muitas congregações independentes e carismáticas mas também muitas outras anglicanas, metodistas e luteranas terem decidido juntar-se a esta parcela da Igreja Católica de Cristo.

Na Igreja Episcopal Carismática o cristão católico e o evangélico podem encontrar o poder do Espírito Santo em acção. Nela o cristão pentecostal pode encontrar os inestimáveis tesouros dos Sacramentos e da Liturgia. A Igreja Episcopal Carismáticaestá aberta a todos aqueles que se queiram juntar com toda a Criação num louvor e num culto vivos ao nosso Deus mediante Jesus Cristo na unção do Espírito Santo. Seja bem-vindo!


[15] Ortodoxo: que ensina a verdadeira e correcta doutrina, por oposição a heterodoxo.
[16] “Pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue; a esta mudança, a Igreja católica chama, de modo conveniente e apropriado, transubstanciação”, in Catecismo da Igreja Católica, nº 1376, Gráfica de Coimbra, Coimbra. De modo que o pão e o vinho não são mesmo pão e vinho mas aparentam sê-lo. São visíveis, palpáveis e degustáveis como o pão e o vinho ordinários mas isso não passa de um acidente, diria mesmo de uma ilusão. A transubstanciação é uma especulação filosófica de índole racionalista e materialista que tenta explicar o que é inexplicável: um mistério sagrado.
[17] Mais conhecida como Igreja Anglicana, do Latim Ecclesia Anglicana (Igreja de Inglaterra).

Três Correntes

Três Correntes

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Se analisarmos a História da Igreja desde o seu início vemos que três correntes ou três distintas formas de viver a fé cristã têm estado presentes mas nos últimos séculos uma ou outra dessas correntes tem sido exaltada em detrimento das outras.
Essas correntes são a Evangélica, a Litúrgico-sacramental e a Carismática.
Na Igreja Episcopal Carismática essas três correntes são como que afluentes que correm para o grande Oceano da Fé e são vividas de forma equilibrada. 

A Corrente Evangélica

Desde sempre a Igreja defendeu a necessidade de cada pessoa, na comunidade eclesial, aceitar individualmente Jesus Cristo como Senhor e Salvador como o primeiro passo para a salvação.
A Igreja também sempre teve em alta estima e reverência a Palavra escrita de Deus para o Seu Povo: aBíblia Sagrada.
Nela está enunciado o Evangelho, as Boas Novas de Cristo à humanidade e “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”[1].
Não partilhando dos excessos cometidos e dos erros defendidos na chamada Reforma, a Igreja Católica Apostólica Carismática saúda o zelo com que os reformadores reabilitaram, exaltaram e dignificaram a Bíblia.

A Corrente Liturgico-sacramental

Liturgia significa “a obra do povo” ou “obra pública em favor do povo”. No contexto cristão entende-se como a acção redentora de Cristo continuada na Igreja e é vista como o exercício do culto a Deus em resposta aos dons maravilhosos que Ele nos deu, dá e dará mas é especialmente também pelo Dom maravilhoso de Jesus Cristo à humanidade.O Povo de Deus sempre foi litúrgico e usou fórmulas e ritos para expressar a Sua fé em Iahweh. Olhando atentamente a Bíblia descobrimos orações, cânticos e rituais destinados a serem repetidos em determinadas ocasiões e segundo regras bem minuciosas.

Jesus Cristo não veio abolir a Lei mosaica mas sim cumprí-la nem veio abolir as manifestações litúrgicas porque Ele próprio e os Seus Apóstolos, após a Sua ascensão, participaram nos serviços do Templo. A Última Ceia não foi um acto espontâneo e inventado à última hora mas sim um ritual que há várias gerações e séculos era repetido. O que Jesus fez foi dar um novo sentido a esse rito e constitui-o um sinal da Nova e Eterna Aliança que culminou na cruz.

Não acreditamos nem praticamos “vãs repetições”, vazias de sentido, mas repetimos aquilo que pode ajudar a edificar a nossa fé e a louvar de forma bela e digna o Nome do Senhor. De qualquer forma, as igrejas contemporâneas, que puseram de lado a liturgia escrita em nome da espontaneidade e da liberdade no Espírito, acabam por ter também liturgia, mesmo que disso não tenham consciência, e lavram também nas repetições que tanto criticam.

A Igreja também desde logo, por mandato e com a autoridade de Cristo, começou a celebrar e a ministrar os Sacramentos, meios pelos quais a Graça de Deus, mediante Jesus Cristo, é infundida no crente utilizando um sinal visível por forma a realizar a Sua vontade entre os homens.

Os sete Sacramentos que a Igreja Episcopal Carismática celebra, de harmonia com o resto do catolicismo, são:

1. Baptismo – Deus estende o Seu braço amoroso a toda a criatura humana, mesmo que ela não o entenda e não tenha capacidade de a Ele responder por ser ainda uma criança. Neste Sacramento Deus purifica-nos dos nossos pecados, adopta-nos como Seus filhos, incorpora-nos na família de santos que é a Igreja e assegura-nos que connosco sempre estará até ao último dia.

2. Confirmação (ou Crisma) – o crente tem a oportunidade de afirmar por si e publicamente a fé que assumiu no Baptismo e, pela imposição das mãos do bispo, é-lhe conferido de forma especial o Espírito Santo para que desse momento em diante fique capacitado pelos dons divinos a trabalhar pelo Reino de Deus.

3. Eucaristia (ou Missa ou ainda Ceia do Senhor) – o crente é alimentado com a comida espiritual do Corpo e Sangue de Cristo. A Eucaristia é penhor de alimento, de renovação e de fortalecimento para o desempenho das nossas tarefas quotidianas. O cristão beneficiará muito se frequentar assiduamente a Eucaristia porque diz Jesus “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá para sempre. E o pão que Eu dou é o Meu próprio corpo oferecido para que tenham vida (...). Aquele que come o Meu corpo e bebe o Meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei. Pois o Meu corpo é verdadeira comida e o Meu sangue é verdadeira bebida. Quem comer o Meu corpo e beber o Meu sangue vive unido a Mim e Eu a ele.”[2]

4. Reconciliação (ou Confissão) – quando pecamos e nos afastamos da glória de Deus Deus dá-nos o Sacramento da Confissão para lançarmos sobre Ele a nossa culpa e d´Ele recebermos a absolvição, o perdão e o Seu poder para vivermos em santidade.

5. Matrimónio – neste sacramento Deus une o homem e a mulher para que, numa só carne, possam crescer e multiplicar--se e assim espalhar-se sobre toda a terra para ter domínio sobre ela e para produzir os frutos das boas obras.

6. Unção dos doentes – quando adoecemos Deus providencia-nos o Sacramento da Cura para que, libertos da doença e das amarras espirituais, possamos cumprir a Sua vontade.

7. Sagradas Ordens – No Sacramento da Ordem Deus escolhe e separa para o Seu povo líderes (bispos, presbíteros e diáconos) que o representem para que a Sua presença se torne visível e para que possamos saber a Sua vontade para a Sua Igreja. Pela Ordem a missão dada por Jesus Cristo aos Seus Apóstolos é continuada hoje na Igreja até que Ele venha. Os ordenados são não só escolhidos e designados mas são também consagrados pelo próprio Cristo pelas mãos do bispo e recebem um dom especial e indelével do Espírito Santo para exercerem o seu ministério.

A Corrente Carismática
Na festa do Pentecostes, cinquenta dias após a Páscoa, por ordem de Jesus, os discípulos reuniram-se no cenáculo e em espírito de oração esperaram pela descida do Espírito Santo. “De repente veio do céu um barulho, como o de um vento forte, que ressoou por toda a casa onde se encontravam. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que se espalhavam, e desciam sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes inspirava.” [3]

Noutras ocasiões também o Espírito Santo se manifestou e é claro através das Cartas de Paulo que os dons oucarismas não se destinaram apenas aos Apóstolos nem a uma determinada época mas que todo o crente os possui em número e em intensidade variada.
Assim, a Igreja Episcopal Carismática exorta os crentes a que exercitem os dons que o Espírito Santo conferiu a cada um para edificação de todos.

É habitual nos nossos cultos as pessoas orarem em línguas, terem visões, exercerem a profecia e orarem pela cura dos enfermos, tudo com ordem e na inspiração do Espírito Santo.



[1] Rm 1,16

[2] Jo 6,51.54-5

[3] Actos 2,2-4

Em que acreditamos?

Em que acreditamos?

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Igreja Episcopal Carismática perfilha e propugna a Fé católica e
ortodoxa da Igreja antiga. Adere aos quatro princípios essenciais que definem a
Igreja una, santa, católica e apostólica, e que sempre estiveram presentes
durante os primeiros onze séculos em que a Igreja viveu em unidade:

1. Aceita as sagradas Escrituras do Antigo e Novo Testamentos como a palavra escrita de Deus,
o testemunho principal do ensino apostólico, a fonte de alimento e de força da
Igreja.

2. Proclama o Credo dos Apóstolos como símbolo baptismal e o Credo Niceno
como afirmação suficiente da Fé Cristã.

3. Ministra os sete Sacramentos
estabelecidos por Cristo sendo o Baptismo, a Eucaristia, a Confirmação,
Confissão/Reconciliação, o Santo Matrimónio, as Sagradas Ordens e a
Cura/Unção.

4. Defende o Episcopado Histórico em Sucessão Apostólica, dom da
autoridade de Cristo à Igreja e fideicomisso para o garante da fidelidade da Igreja ao ensino
apostólico.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Nossa Liturgia


A adoração é o coração da IECB, como convergência das coisas "antigas" e "novas" guardadas no tesouro, de acordo com Mateus 13.52.

Como ponto de partida, a IECB se arraiga na tradição Anglo-Celta, que remonta ao terceiro século. Esta aproximação anglicana permite uma tremenda flexibilidade com expressões locais, sem colocar em risco os essenciais da fé. Esta tradição histórica pode permitir uma ordem simples de adoração, como também adorações mais elaboradas.

Duas condições são fundamentais para a adoração na IECB. Uma, é a comunidade estar aberta para a livre atuação do Espírito Santo. A outra, é a forma litúrgica, que nos é mostrada na Bíblia e na tradição da Igreja em seus primeiros séculos.

Uma das marcas distintivas da IECB é a sua liberdade no que se refere ao Espírito Santo. Nossa adoração é muito mais que litúrgica. Ela é sensível ao que Deus busca fazer no meio de Seu povo. O Espírito Santo é livre para manifestar-se em meio à adoração da Igreja.

A liturgia é fundamentada na Igreja dos Apóstolos e anterior ao Novo Testamento. Suas raízes estão na adoração judaica, praticada no Templo e nas Sinagogas, combinada com as celebrações eucarísticas dos cristãos primitivos. Através da liturgia ela se une, não só na forma eterna de adoração no céu, como também entra na adoração histórica dos séculos.

Através de uma liturgia rica e autêntica, expressa as verdades religiosas, denuncia heresias, e oferece uma expressão verdadeira de adoração à Trindade.

Embora variem no grau de solenidade, as Paróquias da IECB observam o Ano Litúrgico da Igreja, seguem o ciclo do lecionário de leituras da Bíblia, e a forma autorizada de adoração nas Celebrações aos domingos.

Os elementos seguintes são prescritos para a adoração na IECB:
PALAVRA DE DEUS
Um hino de abertura ou canto coral (como uma entrada antes do Trono de Deus)
Uma oração curta reconhecendo os atributos de Deus e pedindo o Seu favor.
Um tempo de adoração e louvor.
Confissão de pecados e absolvição
(em preparação para receber a eucaristia)
Leituras Bíblicas
Sermão
Credo Niceno ou Apostólico.
Oração Comunitária.

A MESA DO SENHOR
O ofertório (apresentação dos dízimos e ofertas).
Elevai os corações (Sursum Corda - chamada antiga para adorar a Cristo)
Santo, santo, santo (Sanctus - as palavras ouvidas por Isaías e João)
Palavras de instituição (repetindo a história da última ceia)
Epiclesis (convidando o Espírito Santo a infundir e auxiliar pelos sacramentos).
A oração - Saudação da Paz.
A fração do pão.
Distribuição do Pão e do Vinho.
Uma oração em Ação de Graças
A Bênção e a Despedida

A IECB adotou o Livro de Oração Comum (LOC) versão norte-americana de 1979, provisoriamente. Entende que esta liturgia expressa com fidelidade os padrões de adoração desfrutados pela Igreja Cristã.

EM QUE CREMOS


A IECB defende os ensinamentos históricos e indivisíveis do Cristianismo ortodoxo, conforme ministrado por Jesus Cristo, proclamados pelos apóstolos e defendidos pelos Pais da Igreja, claramente expressos nos Credos Apostólico e Niceno, e exemplificados pela Igreja Católica não dividida, durante o primeiro milênio de sua existência.
Cremos que todos estes fatores juntos, com Jesus em primeiro lugar, contenham o depósito significativo da fé e da ordem que foi entregue à Igreja.

Teologicamente, a IECB está em plena comunhão com as Igrejas que professam as doutrinas necessárias da Fé, crê que a graça de Deus é manifesta nos dois Sacramentos ordenados por Cristo: o Batismo e a Eucaristia, e está presente também nos cinco Ritos Sacramentais: Confirmação, Confissão, Matrimônio, Ordens Sacras e Unção dos Enfermos.

Com os seus postulados, a IECB apresenta-se como uma "PONTE" de ligação entre as Tradições Reformadas, o Catolicismo Ocidental e a Ortodoxia Oriental.

Não mantém companheirismo com aqueles que negam os pontos essenciais da fé, aqueles que gostariam de remover os marcos antigos, conforme Prov. 22.28. Uma vez que o ecumenismo, na IECB, é centrado em Cristo e no seu Evangelho.

PONTOS FUNDAMENTAIS DA NOSSA FÉ:
A importância das Sagradas Escrituras, não apenas na pregação, mas também na leitura pública e nos estudos pessoais.

A importância dos Sacramentos como meios de manifestar a graça de Deus.
A importância da Igreja ter a consciência de seu papel no mundo, como continuadora do ministério de Cristo.

A doutrina da salvação pela graça, conforme defendida pelos Reformadores.
A presença REAL e OPERACIONAL do Espírito Santo conferindo dons e sinais aos cristãos para serviço e testemunho no mundo.

Neste sentido, a IECB é completamente ortodoxa, completamente evangélica, completamente sacramental e completamente carismática.

PRÁTICAS E PADRÕES DE COMPORTAMENTO
O ponto de partida para a organização da Comunhão Internacional da Igreja Episcopal Carismática - CIIEC, foi o posicionamento anti-bíblico e pecaminoso de algumas denominações cristãs, em relação ao homossexualismo, ao aborto indiscriminado e ao divórcio, sem levar em conta os ensinos bíblicos sobre os assuntos referidos. Firmou-se a CIIEC, também, na fiel obediência à sã doutrina do Senhor Jesus Cristo.
Em geral, espera-se dos membros da IECB um comportamento ético, moral e religioso por palavras e atos, de conformidade com a mente de Cristo, e de acordo com ensinos dos Evangelhos.

É dever dos membros desta Igreja buscar sempre a oportunidade para o serviço e adoração ao Senhor. O bom relacionamento com os demais irmãos, a prática das virtudes cristãs e os exercícios espirituais, tais como: jejum, intercessão e meditação são altamente recomendáveis para a manutenção da saúde espiritual da Igreja.

Também a prática do dízimo, é exercida na Igreja, como padrão bíblico para o apoio financeiro às Paróquias e demais atividades eclesiásticas.

ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
A IECB é uma Comunhão Episcopal, ou seja, seu governo é dirigido por um Bispo. O governo episcopal é válido e apostólico não é, simplesmente, uma opção, mas uma prática muita bem definida no Novo Testamento. Porém, longe de serem apenas administradores, os bispos da CIIEC são, antes de tudo, Pastores. Através dos Cânones, os Bispos devem ser reitores de suas próprias Paróquias.

Quanto ao exercício do Episcopado, os Cânones da nossa comunhão nos levam a concluir que:
a) EM HIPÓTESE ALGUMA O BISPO é alguém eleito por conchavos, alianças, promessas políticas e negociações;
b) EM HIPÓTESE ALGUMA um Bispo pode assumir um comportamento sistemático de fragmentação e desagregação do rebanho, pois ele mesmo está sob a direção de um colegiado. Um Bispo Diocesano não é um "senhor feudal" a exercer despoticamente o seu poder. Enfim, ele não é intocável. Existem instrumentos para proteger o rebanho de um mal Bispo e ao mesmo tempo manter a dignidade do ofício;
c) EM HIPÓTESE ALGUMA o Bispo poderá defender posições públicas pessoais ou praticar atos que venham a ferir a ética e a consciência da coletividade. Um Bispo da Comunhão Episcopal Carismática não defende e nem realiza uniões homossexuais, não publica ou faz pronunciamentos públicos sem consulta e assentimentos consensual do Clero.
d) EM HIPÓTESE ALGUMA um Bispo de nossa Comunhão poderá fazer afirmações que firam a tradição da fé cristã, tais como a negação da divindade de Cristo, da sua ressurreição, etc.
Junto com o aspecto administrativo do episcopado, é um principio fundamental da CIIEC que o governo aconteça por consenso, debaixo da direção do Espírito Santo.

A nível internacional, o Conselho do Patriarca e a Câmara Internacional dos Arcebispos, igualmente, atuam sempre através da oração, buscando a unidade descrita em Atos 15, referindo-se ao Concílio de Jerusalém.

Este mesmo processo de buscar o CONSENSO acontece dentro de cada território internacional ou igreja nacional, de cada Província debaixo da autoridade de seu Arcebispo, de cada Diocese debaixo da autoridade de seu Bispo, e dentro de cada Paróquia debaixo da autoridade de seu Reitor e do seu Conselho Paroquial. A denominação, como um todo, é governada pelos Cânones da Igreja Episcopal Carismática.






A CIIEC reconhece e mantém o tradicional e bíblico Ministério Ordenado, através da imposição de mãos para consagrar Bispos, Presbíteros e Diáconos, entende que, com isso, recupera dentro do movimento carismático, o que está expresso em Efésios 4.11-13, no que se refere aos dons de apóstolo, profeta, evangelista, pastor e mestre para a edificação da Igreja de Cristo até a Sua vinda. Estes dons estão presentes na IECB, no meio do Clero, dos Leigos e em toda Paróquia saudável.

PAPEL DO MINISTRO
De acordo com os Cânones, o Clero da Igreja é composto dos ministérios ordenados de Bispo, Presbítero e Diácono, que servem, em Sucessão Apostólica, debaixo da liderança espiritual de Jesus Cristo. São reconhecidos outros tipos de ministério comissionado, exercido pelos leigos, de forma que o sacerdócio de todos os cristãos é exercitado dentro da Igreja inteira.

O Clero ordenado é responsável pelos ministérios litúrgicos, sacramentais e pedagógicos da Igreja. O clero da IECB é chamado a equipar e conduzir a Igreja, Corpo de Cristo, a oferecer a Deus os sacrifícios de louvor e ações de graças por todas as bênçãos recebidas. Espera-se que os Clérigos atuem como conselheiros bíblico-pastorais, mestres e incentivadores, levantados por Deus para conduzir os leigos nos serviços da Igreja.

Cabe lembrar que o Ministro Ordenado tem a primazia na condução dos serviços do altar.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES
Em relação ao movimento geral de muitas Igrejas e denominações para o ecumenismo, cabe mencionar o seguinte:

A IECB não ordena mulheres ao diaconato ou sacerdócio. Porém, na IECB a mulher serve à Igreja em uma variedade de ministérios leigos, recebendo o nome de Ministras Comissionadas.
" Clérigos e leigos podem participar de atividades ecumênicas, tais como estudos bíblicos e outras atividades.

" A celebração da Mesa do Senhor (Eucaristia) é aberta a todos os cristãos que crêem no Sangue de Cristo como única forma de perdão para o pecador.

OUTRAS CARACTERÍSTICAS DA IGREJA EPISCOPAL CARISMÁTICA:
É uma Igreja CATÓLICA - Isto é, uma Igreja universal. O termo católico significa universal porque sua missão principal é a de lutar pelo estabelecimento do Reino de Deus entre os homens, em todos os lugares e em todos os tempos.

É uma Igreja REFORMADA - que se reformou e procura aperfeiçoar-se. Incorporou os princípios bíblicos da Reforma Protestante do Século XVI. Como um corpo vivo busca não dormir em seus louros de vitórias, procura não envelhecer, mas renovar-se continuamente.

É uma Igreja BÍBLICA - adora a Deus e entende que a Bíblia é a chave para compreender a revelação divina aos homens, tanto no passado como no presente. Aceita a Bíblia como um livro da Igreja, escrito por homens, sob a inspiração de Deus e que, neste sentido, é único.

É uma Igreja DEMOCRÁTICA - onde todos têm direito de expressão, mesmo sendo minoria. A Igreja é a comunhão de todos os membros que fazem parte do Corpo de Cristo.

É uma Igreja para PESSOAS LIVRES, CONSCIENTES - Ela não anula a inteligência de seus membros, mas se expressa pela manifestação consciente de todos eles. Não há lugar para fanáticos. Todos levamos em nós a marca da Graça e livremente devemos expressá-la, conformando-nos, porém, com a ordem e a tradição cristãs.

É uma Igreja QUE SE PREOCUPA com a vida diária dos seus membros: onde vivem, como vivem. Uma preocupação integral com a vida social, política, moral e espiritual dos seus fiéis e das outras pessoas também.

É uma Igreja LITÚRGICA - na verdade todas as Igrejas são litúrgicas. A característica episcopal está em que a liturgia é ordenada, organizada. Procura adaptar-se aos locais e épocas onde é atuante.
É uma Igreja que se considera PARTE DA IGREJA CRISTÃ e não a única "dona da verdade". Mas, sendo parte da Igreja cristã e sendo inclusiva, procura mostrar como deverá ser a Igreja Cristã do futuro. É uma Igreja ecumênica, pois, a reunião dos que em Cristo são diferentes, está intimamente ligada à sua maneira de ser

OS MEMBROS DESTA IGREJA CRÊEM:
Na Santíssima Trindade, Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, um só Deus Eterno, Amoroso, Poderoso e Onisciente;

Aceitam os 66 livros canônicos do Antigo e Novo Testamentos como a verdadeira Palavra de Deus, a única regra de fé e conduta cristãs, suficiente para a salvação, suprema em sua autoridade, pela qual a Igreja deve sempre se reformar e julgar suas tradições;

Crêem que o homem pecador e culpado, é justificado por Deus, tendo por base apenas a morte expiatória de Cristo, somente pela fé e que as boas obras de um santo viver seguem a justificação como sua própria evidência;

Reconhecem a Jesus Cristo como único e todo suficiente mediador entre Deus e os homens e Sua morte como o único sacrifício pelos pecados.

Crêem nos dois Sacramentos: Comunhão e Batismo como instituídos e autorizados pelo próprio Senhor Jesus.

Reconhecem os cinco Ritos Sacramentais ou ainda, também, chamados Ordenanças Sacramentais: Confirmação, Confissão, Sagradas Ordens, Matrimônio e Unção dos Enfermos - como parte da vida regular dos fiéis, trazendo a sanção e o favor de Deus para suas vidas;

Aceitam o sacrifício expiatório de Cristo na cruz, feito uma só vez para sempre, em favor de todos os que n'Ele crêem e O aceitam;

Crêem no livre acesso do pecador a Deus pela fé e na oração tendo Cristo como o único mediador;
Crêem na eficácia da oração pessoal, coletiva ou intercessória como hábito recomendável de refrigério para a vida espiritual e aceitável por Deus;

No dever das boas obras feitas com amor, as quais não se tornam veículos de salvação, mas expressões concretas de uma vida de fé;

Na regeneração ou novo nascimento espiritual, pelo arrependimento do pecador e obra do Espírito Santo;
Na autoridade da Igreja, a qual jamais perecerá e está representada nas primitivas e históricas Ordens de Bispos, Presbíteros e Diáconos;

Na utilidade da assistência regular aos Ofícios Divinos realizados na língua do povo e por Ministros que representam a autoridade Apostólica e são chefes dos seus próprios lares;
No conteúdo dos Credos Apostólico e Niceno, inspirados sumários da fé universal dos cristãos e aceitos desde os primeiros séculos de nossa era;

No valor histórico e docente dos XXXIX Artigos de Religião, como uma coerente explicação das Escrituras;

Na construção constante da Igreja baseada no testemunho da Bíblia, dos Credos e da Tradição, interpretados pela razão e sujeitos sempre a orientação do Espírito Santo.

O QUADRILATERO DE CHICAGO - LAMBETH
A CIIEC aceita o Quadrilátero de Chicago - Lambeth (1886 - 1888) que delimita a quatro pontos essenciais da unidade evidenciadas pela indivisível Igreja Católica durante os primeiros onze séculos de sua existência e os adota como um requisito para Ministros e Igrejas que venham a entrar em completa comunhão com a Igreja Episcopal Carismática. Estes pontos essenciais dão uma base para o nosso relacionamento com outras tradições, denominações e congregações.

Estes pontos são:
1. As Sagradas Escrituras (Antigo e o Novo Testamentos) são a revelação de Deus contendo todas as coisas necessárias à salvação, sendo a regra e o padrão de fé.

2. Acata o Credo Apostólico como símbolo batismal e o Credo Niceno como testemunho suficiente da fé cristã.

3. Reconhece os dois Sacramentos ordenados por Cristo, Batismo e a Ceia do Senhor, ministrada pela infalível palavra de instituição e os elementos ordenados por Ele.

4. Adota o episcopado histórico, localmente adaptado, nos métodos de sua administração para as várias necessidades das nações e povos chamados por Deus na unidade de sua Igreja.

UM CHAMADO À MISSÃO INTEGRAL DA IGREJA
Finalmente a IECB encoraja os evangélicos a resgatar a visão holística da missão de um cristão verdadeiro neste mundo. O testemunho das Escrituras é que, devido ao pecado, nosso relacionamento com Deus, conosco mesmo, com o próximo e com a criação foi rompido. Através do sacrifício de Cristo na cruz, foi possível resgatar este relacionamento.

Onde a Igreja tem sido fiel a este chamado, ela tem proclamado a salvação pessoal, tem sido um canal da cura divina aos necessitados físicos, emocionais e tem procurado justiça para os oprimidos e abandonados.

Assim, nós conclamamos a Igreja a participar dessa atividade salvadora de Deus, através da prática e da oração, lutando por justiça social e liberdade aos oprimidos, com vistas à salvação no novo céu e nova terra escatológica.

Formar em cada Paróquia uma comunidade terapêutica de amor, bem como enfatizar o ensino da Bíblia e das doutrinas cristãs é a grande diferença que a IEC tem vivenciado em todo mundo. Ninguém será membro desta Igreja sem logo conhecer a Palavra de Deus para poder servi-lo melhor.

RAZÃO DO NOME DA IEC
A adoção do nome Igreja Episcopal Carismática teve por objetivo evitar qualquer adjetivação que viesse restringir sua catolicidade, isto é, sua universalidade. Embora a sede do seu Patriarcado seja a cidade de San Clemente, nos Estados Unidos da América, não foi a Instituição denominada de Igreja Episcopal Norte-Americana. Acrescentou-se o qualificativo de Carismática, porque é seu propósito que o Espírito Santo a dirija e derrame sobre ela o Seu poder para que possa exercer o testemunho do Evangelho entre todos os homens e países. Louvado seja o nosso Senhor Jesus Cristo. Aleluia!

NOSSA HISTÓRIA


A Igreja Episcopal Carismática do Brasil, IECB, existe para tornar visível o Reino de Deus às nações do mundo; trazer o conhecimento das riquezas da vida litúrgica e sacramental da Igreja Primitiva para os evangélicos e carismáticos, bem como o poder de Pentecostes para os nossos irmãos e irmãs das Igrejas históricas. E, finalmente, prover um lar acolhedor para todos os cristãos que buscam por uma Igreja litúrgica-sacramental, evangélica e carismática como alicerce para suas vidas e dons ministeriais.
A IECB é parte da Comunhão Internacional da Igreja Episcopal Carismática, CIIEC, uma das denominações que mais rapidamente se expande no mundo. Conquanto tenha começado em 1992 com apenas um bispo e três paróquias, atualmente os dados estatísticos apontam para cerca de 1000 (mil) igrejas, totalizando mais de 200.000 (duzentos mil) membros confirmados, espalhados em 20 países (muito embora a freqüência aos templos supere em muito os 200.000 membros oficiais).

Embora a IECB ainda seja uma denominação relativamente jovem, ela se coloca numa posição para onde convergem os anglicanos, os católicos romanos e os evangélicos de várias denominações, recebendo sua sucessão apostólica em legítima linhagem do indivisível cristianismo ortodoxo.

Conquanto estribados nas tradições antigas, nós também acreditamos que a IECB foi estabelecida por Deus para ser uma nova denominação com firmes alicerces nas Igrejas históricas e apostólicas, como também nos movimentos evangélicos e carismáticos de nossa própria geração. Quanto a este respeito, a IECB existe como uma convergência de fluxos, ou seja, os atributos evangélicos, carismáticos e litúrgico-sacramentais, encontram-se em perfeita comunhão em nossa experiência como Igreja Universal.


As sementes deste movimento de convergência foram plantadas em maio de 1977, quando um grupo de líderes de tradição reformada fez um veemente apelo a todos os evangélicos para que descobrissem suas raízes junto ao Cristianismo histórico.

A Conclamação de Chicago, como passou a ser conhecida, foi assinada por pessoas como Peter Gilquist, Thomas Howard, Robert Webber e John Braun. A mensagem deles - um resgate de nossas raízes comuns e apostólicas para a transmissão fiel do Evangelho - se tornou o catalisador e fator de motivação para nossa Igreja.

Definitivamente, a IECB não é um CISMA ou um grupo DISSIDENTE de outra denominação. É um trabalho sem igual que Deus dispôs nos corações de clérigos dedicados e fiéis de várias denominações (pentecostais, batistas, anglicanos, luteranos, presbiterianos, carismáticos independentes, wesleyanos, etc.) que, por meio de uma reflexão e oração, perceberam a necessidade de se ter um lugar de convergência.

Eles foram impelidos à formação de uma Igreja que não só exercitasse a autoridade apostólica dentro de um vigamento litúrgico, mas que operasse debaixo da inspiração e unção do Espírito Santo. No dia 26 de junho de 1992, o Revmº Austin Randolph Adler foi sagrado como o primeiro Bispo Primaz dos Estados Unidos e Patriarca desta Igreja.

A sede patriarcal fica na Cidade de San Clemente, Califórnia, nos Estados Unidos da América do Norte, onde está a Catedral de São Miguel Arcanjo.

Hoje, clérigos e leigos da IECB compartilham da mesma herança. Evangélicos, tradicionais e carismáticos, anglicanos, católicos romanos e ortodoxos, tem a visão comum de fazer o Reino de Deus visível para as nações do mundo agora.

BRASÃO E LOGOTIPO

BRASÃO DA IGREJA EPISCOPAL CARISMÁTICA

AS CHAVES - são os símbolos de “Autoridade”. No Evangelho segundo Mateus, quando Simão Pedro fez sua confissão de fé em Jesus, como o Cristo, filho do Deus vivo? Jesus, na ocasião, disse que não somente construiria a sua Igreja sob a base sólida daquela confissão, mas prometeu entregar a Pedro as “chaves” do Reino de Deus (Mateus 16:13-19). As “chaves” que Jesus prometeu entregar a Pedro são a Palavra e oEspírito Santo de Deus. Pedro usou essas “chaves” pela primeira vez, em Pentecostes, quando, com a Palavra de Deus e o Espírito Santo, ele abriu o Reino de Deus a todos que o estavam ouvindo. Naquele dia, 3000 (três mil) foram batizados e entraram no Reino de Deus (Atos 2:1-41). Imediatamente antes de ascender ao céu com o seu corpo glorificado para retornar a Seu lugar à direita do Pai, Jesus falou aos seus discípulos sobre a autoridade universal que havia sido delegado a Ele pelo Pai. Então, em um surpreendente ato de confiança, Jesus delegou aquela autoridade aos onze apóstolos restantes (Mateus 28:16-20). É atravez deles e oriundo deles que vem a sucessão apostólica através dos séculos e que as “chaves” e a Autoridade para ministrar foram dadas à igreja.

Jesus declarou ser o unjido por Deus. Durante a Santa Ceia, Ele prometeu aos seus discípulos que eles não apenas teriam o Espírito Santo, mas que o Espírito Santo estaria também sobre eles. Eles teriam a mesma unção de Jesus!

Essa unção foi evidenciada pela primeira vez no dia Pentecostes, quando os discípulos foram batizados no Espírito Santo. Como Jesus, eles foram ungidos, não apenas para a proclamação do Reino na terra, mas também para a demonstração da realeza e do poder daquele Reino.

A CRUZ - No centro do escudo, simboliza nossa Missão. Nossa missão é compartilhar com os outros a mensagem da cruz, a qual é o Poder e a sabedoria de Deus (ICoríntios 1:18-24). O apóstolo Paulo nos diz que somos embaixadores. Como Embaixadores do Rei, recebemos e nos foi confiada a “mensagem de reconciliação” (2Coríntios 5:17-20). O próprio Jesus confiou-nos a missão quando nos comissionou para fazer discípulos em todos os grupos étnicos ou “nações”, para batiza-los, ensinando-os a guardar o que Ele nos mandou (Mateus 28:19-20).

As cores do escudo são vermelho, azul e branco.

VERMELHO - Representa o sangue de Jesus derramado em favor do mundo e, também, o sangue de todos os mártires de todas as épocas que morreram pela fé. Mais cristãos morreram no século XX do que em todos os séculos passados juntos. A igreja está maculada com o sangue dos fiéis. Ao lembrarmos deles, refletimos sobre os nossos próprios compromissos.

Azul - Se refere às coisas celestes, onde temos nossa cidadania e nossa realeza. Servimos a um Rei, entre o qual somos um “Reino de ministros diante do nosso Deus”. Não somente isto, mas nossa mensagem é concernente ao Reino de Deus. Jesus Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Este reinado é uma realidade e não um simples conceito ou um princípio de teologia.

Branco - Fala da pureza de Deus e da sua Santa Igreja. Nós somos feitos “a justiça de Deus em Jesus Cristo”. Também nos faz lembrar de que “embora nossos pecados sejam da cor escarlate, eles serão brancos como neve”



O LOGOTIPO

Existem sete diferentes símbolos no logotipo. Você pode encontrá-los? Os três símbolos coloridos representa as divisões (ou fluxos) da Igreja no mundo inteiro.

1º - O símbolo do topo é o VINHO. Este vinho representa as igrejas sacramental onde a fé é mantida através do seu clero, os rituais e credos.

2º - O símbolo do meio é uma BÍBLIA ABERTA. Esta Bíblia representa a Igreja Evangélica, onde a Bíblia e a necessidade de uma fé pessoal em Jesus Cristo como Salvador e Senhor, é enfatizado.

3º - O terceiro símbolo é uma CHAMA. Esta chama representa a igreja carismática, onde o sobrenatural, dons do Espírito Santo são enfatizadas.

O quadro mostra três símbolos mais, um cálice, um altar e uma lareira.
A taça contém o vinho, para que possamos recebê-lo, O altar apóia a Palavra para que possamos discernir corretamente que a lareira mantém a chama assim que nós estamos em segurança aquecido por Ele.
Quando virado de lado, o quadro revela a três letras CEC. Estes representam a Igreja Episcopal Carismática(Charismatic Episcopal Church - em inglês)
O Carismático palavra significa ter os Dons do Espírito
A palavra Episcopal significa governada por Bispos (não é a Igreja Episcopal dos EUA)
A palavra Igreja significa a assembléia dos Cristãos
O CEC proporciona um quadro único para o vinho, a Palavra e a chama. Nós somos uma Igreja Sacramental, Evangélica e Carismática, onde os três fluxos se tornar um rio.

A IGREJA



Igreja Episcopal Carismática do Brasil - Catedral da Santíssima Trindade (Rua Carneiro Vilela, 568 - Espinheiro - Recife - PE)
Foi nesta uma pequena paróquia em 1975, que chegou o então Pastor Paulo Ruiz Garcia e sua esposa Sra. Márcia Gaparini Garcia, a Catedral da Trindade tornou-se, mercê do seu extraordinário labor pastoral, uma comunidade que tendo dado origem a muitas outras paróquias, veio a tornar-se uma das mais atuantes comunidades cristãs do Brasil.

Ela é hoje a Catedral - igreja onde está a cátedra do Bispo - da Igreja Episcopal Carismática do Brasil, desde a sagração do Reverendíssimo Dom Paulo Ruiz Garcia como Bispo da Diocese Missionária do Brasil da Comunhão Internacional da Igreja Episcopal Carismática, ocorrida em 08 de setembro de 2003.

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Igreja Episcopal Carismática do Brasil - Catedral do Calvário (Avenida Dr. Claudio Gueiros Leite, Janga, Paulista - PE)

Há mais de 13 anos, atendendo um pleito do Grupo Familiar de moradores do município do Paulista e frequentadores da Paróquia Santíssima Trindade e crescente número deste grupo, o então Rev. Paulo Ruiz Garcia e a sempre presente esposa, Márcia Gasparini Garcia deu inicio à Missão do Calvário.

Um belo casarão foi o cenário escolhido para o culto Inaugural da Missão do Calvário, contando com a presença de, mais de 100 pessoas, entre membros da Paróquia da santíssima Trindade, frequentadores de Grupos Familiares de Olinda e Paulista, Convidados, moradores e pastores das comunidades locais.

Que logo se tornou Paróquia, como também fora elevado um novo templo construído na Av. Cláudio Gueiros Leite, no bairro do Janga, Município do Paulista.

E assim, com a ousadia da visão do Reino de Deus e a destemida coragem, aliada a fé inabalável em nosso Deus altíssimo, iniciou-se a construção do novo templo da Paróquia do Calvário.

Ao longo desses anos, o Rev. Adonias Ramos de Souza, Ministro do Altíssimo, ladeado pela esposa, Magali e seus filhos, Júlia e Caleb, direcionados pelo Senhor, têm estado a seu serviço e hoje da Catedral do Calvário.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Vestes Litúrgicas

Batismo

Batismo.

Gola Clerical

Credo apostólico.

símbolos - A cruz.

Desmitificando.

história da igreja.

domingo, 6 de julho de 2014

Desmitificando.

símbolos - A cruz.

símbolos - A cruz.

Credo apostólico.

Gola Clerical.

Vestes Litúrgicas

Vestes Litúrgicas

sábado, 5 de julho de 2014

APRENDENDO CO AS HISTÓRIAS DO P.LÉO.

Reforma ou Reavivamento?Parte Final

Reforma ou Reavivamento?Parte Final

O sentido estrito de Reavivamento
Estritamente falando, reavivamento é algo que acontece unicamente no meio da igreja, pois a própria palavra trata de tornar vivo aquilo que já vivera antes. Reavivamento é uma palavra da igreja; ela tem a ver com o povo de Deus. Você não pode reavivar o mundo; ele está morto em delitos e pecados; você não pode reavivar um cadáver. Mas você pode revitalizar onde há vida...(6)
Neste sentido, a igreja amortecida e tristemente doente é a beneficiária direta do reavivamento.
O sentido lato de Reavivamento
Contudo, falando de um modo mais lato, o reavivamento é o movimento de Deus no meio do Seu povo, mas que tem um impacto extremamente positivo na comunidade onde o povo de Deus vive. As pessoas em geral, nunca dantes interessadas em coisas espirituais, voltam-se para Deus num ato-resposta de fé à Sua maravilhosa atuação.
Reavivamento é a restauração graciosa daquele primeiro amor, do entusiasmo do crente pela expansão do reino, do desejo de viver santamente por amor a Deus, coisas essas que têm sido perdidas na igreja de Deus no correr dos anos, e também consiste no doar divino de uma disposição espiritual intensa e extensa àqueles que nunca tiveram qualquer interesse nas coisas de Deus. Em outras palavras, o reavivamento começa na igreja e termina na comunidade maior onde ela vive. Os efeitos do reavivamento são muito mais perceptíveis nas mudanças morais que acontecem na região ou num país onde ele acontece. Ele não se limita simplesmente aos membros das igrejas atingidas pela obra de Deus. Ele causa impacto em toda a comunidade onde a igreja de Deus está inserida.
Caraterísticas de um Verdadeiro Reavivamento
1. Ênfase na Palavra de Deus
Um reavivamento que é produto da obra do Espírito Santo na igreja, certamente tem sua ênfase naquilo que têm sido esquecido por muito tempo: a Palavra de Deus. A autoridade da Palavra de Deus passa ser algo extremamente forte num movimento genuíno de reavivamento. A Bíblia passa novamente a ser honrada como a única Palavra inspirada de Deus.
A reforma da igreja e o despertamento espiritual estão intimamente ligados à busca que o povo tem da Palavra do Senhor. O rei Asa "ordenou a Judá que buscasse o Senhor Deus de seus pais, e que se observasse a lei e o mandamento" (2 Cr 14.4). Um reavivamento sem a palavra fica sem norte, sem um rumo a seguir. Por isso, os grandes homens de Deus em tempos de reavivamento, sempre conduziram o povo dentro das prescrições das Santas Escrituras.
2. Experiência aplicada da Palavra de Deus
Os ensinos da Bíblia não são verdades que atingem meramente o intelecto, mas elas descem ao coração, fazendo com que elas se evidenciem em matéria prática de vida. Nas palavras de Nettles, "reavivamento é a aplicação da verdade da Reforma à experiência humana."(7) Via de regra, um reavivamento genuíno vem com internalização das doutrinas apreendidas pela Reforma. Uma igreja e uma comunidade atingidas pelo Espírito de Deus possuem verdade descoberta na Reforma experiencialmente crida e vivida pelos seus membros.
O reavivamento é a descida ao coração humano da verdade de Deus que está clara na Escritura, por obra do Santo Espírito. É a teoria tornada experiência. A maioria dos grandes despertamentos espirituais mencionados na Escritura é uma preciosa combinação de verdadeira reforma e reavivamento.
3. Desejo pelas realidades eternas prometidas na Palavra de Deus
As pessoas atingidas pela obra do Espírito passam a viver santamente, tendo seriedade com as verdades das Escrituras como um todo e levam a serio o destino eterno delas. Um senso de profundo arrependimento pelos pecados e anelos de santidade enchem o coração dos atingidos pelo reavivamento. Isso diz respeito à vida dos crentes que até então estavam amortecidos.
Com respeito à comunidade maior, aos alienados da igreja, surge uma preocupação pelas coisas espirituais nunca outrora vista. O espírito de seriedade para com o destino eterno dessas pessoas é produto direto de uma ação de Deus nelas. Então, elas passam a buscar a verdade e a ter um real desejo da salvação em Cristo. O evangelho lhes é pregado, e muitos são trazidos a Cristo Jesus.
4. As pessoas são impactadas por uma obra repentina de Deus
O VT está cheio de exemplos da atuação especial de Deus na vida do povo. O texto de 2 Cr 29.36, dá-nos uma descrição típica de um reavivamento, porque nos diz que Deus fez algo subitamente no meio do povo. Um reavivamento não é provocado por nada neste mundo e, freqüentemente, nem é esperado. Ele vem de repente, numa manifestação graciosa do Todo-Poderoso. Ele simplesmente acontece! A igreja não pode criar reavivamento. Ele é obra exclusiva de Deus, o Senhor.
Quando há esse impacto da obra do Espírito de Deus na vida da igreja e da comunidade maior, os resultados imediatos do reavivamento na vida da igreja e da comunidade são sentidos: senso inequívoco da presença de Deus; oração fervente e louvor sincero; convicção de pecado na vida das pessoas; desejo profundo de santidade de vida; aumento perceptível no desejo de pregação do evangelho.

A Necessidade de Reforma e Reavivamento juntos
Não há meio de se separar reforma de reavivamento. São irmãos gêmeos nas grandes obras de Deus. Esta talvez seja a ênfase que mais nos interessa neste momento, porque as muitas coisas que estão acontecendo no meio da igreja  necessitam de uma definição como esta, que lhes faça plena justiça.
Quando falamos de crescimento de igreja temos que olhá-lo como uma moeda com dois lados. De um lado é a Reforma; do outro e o Reavivamento. A primeira traz a solidez e a pureza doutrinárias, elementos essenciais para que a igreja cresça qualitativamente; a segunda traz a verdade doutrinária extrema viva e ardente em nossos corações, impulsionando o povo de Deus a uma vida limpa e de testemunho sincero e voluntário da experiência vivida com Deus e a pujante proclamação da verdade da Escritura, elementos absolutamente vitais para o crescimento da igreja. Isto faz com que a igreja também cresça quantitativamente. Perceba que os dois elementos, reforma e reavivamento, são entrelaçados e inseparáveis, porque são causados pelo mesmo Deus. Não há volta à verdade sem Deus e muito menos amor à verdade sem Ele. O curioso é que esses dois elementos estavam presentes em todas os grandes movimentos da história do povo de Deus no VT, no NT , na Reforma Protestante do século XVI, no período dos Puritanos, do Pietismo e do Metodismo, além dos reavivamentos posteriores na Grã- Bretanha e nos Estados Unidos.
Reforma e Reavivamento dizem respeito à volta às antigas e sãs doutrinas e zelo ardente e cheio de amor por elas e pelo povo de Deus. Não é disso que precisamos novamente? Ainda pairam dúvidas na mente dos leitores sobre a necessidade dessa "dobradinha" de Deus, reforma e reavivamento, para que haja o crescimento genuíno da igreja no Brasil? Por que, então, continuar na ênfase de movimentos que não trazem crescimento qualitativo? Isso não é justo para com o povo de Deus e, muito menos, com o Deus desse povo, de Quem tanto precisamos!
Conclusão
A tônica tanto de reforma como de reavivamento é vinculada à Palavra de Deus. A Palavra de Deus é referencial tanto para uma coisa quanto para outra. A Escritura é a norma de conduta para toda a igreja, e quando o Espírito a usa como a espada, ela causa tanto a purificação da doutrina na reforma como a descida dessas verdades à experiência cristã no reavivamento.
Portanto, embora reforma e reavivamento sejam absolutamente necessários para a vida do povo de Deus, logicamente aquela precede este. Cada um desses movimentos de per se não basta. É necessário que um venha acompanhada do outro. Esse foi o caso de Asa, mas sempre deverá ser a regra em todos os casos para que haja equilíbrio, sensatez, e a verdade seja manifesta de uma forma experiencial.
Numa reforma sem reavivamento pode haver uma exatidão dos conceitos, mas certamente haverá aridez no pensamento; num reavivamento sem reforma, poderá haver o desequilíbrio emocional e o perigo da distorção da verdade. Na verdade, estas coisas vêm juntas, inseparáveis, como dois dons gêmeos de Deus para o enriquecimento do Seu povo. O poder de Deus num reavivamento tem que ser experimentado à luz das próprias diretrizes doutrinárias que têm origem numa reforma teológica e litúrgica sadias baseadas na Santa Escritura.
Essas duas coisas absolutamente necessárias para a vida sadia da igreja são causadas pelo Espírito Santo mediante o uso de Sua Palavra. Perceba que é difícil estabelecer uma linha divisória absoluta entre reavivamento e reforma. Por isso ambos devem andar juntos e inseparáveis.
O que você pode fazer para que essa dobradinha de Deus venha em sua vida? Comece a estudar a Escritura muito seriamente. Leve em conta tudo o que Deus diz em Sua Palavra. De resto, continue em compasso de esperança, mas fazendo o que fez Habacuque, dizendo incansavelmente: Aviva Senhor a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e no decurso dos anos, faze-a conhecida; na tua ira, lembra-te da misericórdia(Hc 3.2). Se curve diante de Deus e reconheça o poder de Deus em sua vida e família.

 Fonte: http://futuro12blog.blogspot.com.br/