quinta-feira, 7 de junho de 2012

Se o Senhor estivesse aqui


“Se o Senhor estivesse aqui…”


 O episódio contado pelo Evangelho de João (capitulo 11) nos traz grandes ensinamentos. Uma família conhecida e muito querida pelo Mestre passava por um drama. Como sempre, o Senhor Jesus aproveitou a circunstância para ensinar a seus discípulos verdades eternas. Lázaro, homem amado por todos, havia padecido e morrera de uma enfermidade fulminante. Não sabemos qual exatamente!
 Sobre a morte de seu irmão, Marta e Maria se questionam: “Se o Senhor estivesse aqui isto não teria acontecido…”.
 Marta bem sabia do que o Senhor Jesus era capaz. Já o acompanhava há um bom tempo, já havia ouvido e visto muitos milagres operados pelo Senhor. Marta bem sabia que o Senhor poderia curar seu irmão; mas julgava: “se Ele tivesse chegado a tempo”. Marta cria que a cura era possível. Ela sabia que Jesus era a solução, mas pensava: “dentro de certo limite”.
 Limitou o poder de Deus pelo tempo (dias) e pelo que parecia ser o “fim”. Julgava, assim, o poder de Deus pela sua incredulidade e ignorância. Grande lição, contudo, aprenderia!
 O que Marta não sabia ou ignorava – e foi o que Jesus ensinou –, é que não há limites para o poder de Deus, quando Ele quer agir. Marta e Maria, bem como os discípulos, veriam com os próprios olhos, que o poder de Deus iria infinitamente além do que poderiam pensar ou imaginar e, de certo modo, até crer.
 Uma das coisas que aprendo nesta passagem é que Milagres acontecem; mas acontecem pela vontade de Deus. Não acontece ao nosso bel (egoísta) prazer. Não acontecem para satisfazer a nossa vontade e curiosidade. Não acontecem por acontecer. Acontecem, sim, tendo um (ou alguns) propósito (s).
Vejamos João 11.4 que diz: “E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”.
Podemos questionar: ‘Mas há enfermidade que são para morte?”. Sim todas elas são (ou pelo menos quase todas)!! Mas, esta não. Esta fora destinada para dois propósitos; a) Para glorificar a Deus e seu filho, Jesus. b) Ensinar algo aos filhos dos homens, em especial a Marta. Como já disse anteriormente: NÃO          HÁ LIMITES PARA O PODER DE DEUS, QUANDO ESTE QUER AGIR.
Jesus declara no versus 15: “E folgo, por amor de vós, de que eu lá não estivesse, para que acrediteis; mas vamos ter com ele”. Interessante esta declaração!! É como se o Senhor lhes dissesse que fora bom que Ele não estivesse lá com Lázaro antes de sua morte, para que eles (os discipulos) vissem não apenas um milagre (a cura); mas aprendessem de uma vez por todas que NÃO HÁ LIMITES PARA O PODER DE DEUS (Ressureição).
Chegando Jesus em Betânia, Marta sai-lhe ao encontro. Apesar de ter se passado quatro dias (do falecimento de Lázaro), Jesus chega na “hora certa”. Exatamente na hora em que deveria e queria chegar – no tempo de Deus (Kairós). Quando todas as possibilidades humanas são extintas, extinguidas!!
Marta aos prantos diz: “Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá. Disse-lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar. Disse-lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia”.
O diálogo entre Marta e Jesus nos mostra que Marta desejava a presença do Mestre quatro dias atrás, quando então poderia ter curado seu irmão. Mas, naquele momento julgava ser o Fim; não restando nada mais a fazer, a não ser rogar ao Mestre que se lembrasse de seu irmão (Lázaro) na Ressurreição do Justos (Ressurreição final).
Marta jamais poderia imaginar o que estava por vir!!
As palavras de Jesus (vs 25,26) , a seguir, a meu ver são muito mais do que os olhos podem ver, os ouvidos ouvir e a mente entender: “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?
Na sequencia da história, as palavras daqueles que acompanhavam o drama da família, expressa bem a atitude de praticamente todo ser humano (vs 37): “E alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também com que este não morresse?”.
Não enchergamos um palmo a nossa frente; enquanto Deus está a anos luz a nossa frente. “Pensamos” (e só pensamos) em como escapar dos problemas; ao passo que Deus tem a solução para todas as coisas.  
O fim da história todos sabemos. Se não; então lhe convido a lê-la.
Sendo Deus todo poderoso; não limitemos ou julguemos o poder de Deus pela nossa incredulidade e ignorância.
NÃO HÁ IMPOSSIVEIS, NEM LIMITES, QUANDO DEUS QUER AGIR.
Que o Senhor, neste dia, haja ILIMITADAMENTE em seu favor. Amém!

Passando o vau de Jaboque


Passando o vau de Jaboque (Vale a pena Ler)


A Bíblia nos mostra em Gn 32.22-31 a história, muito conhecida por sinal, de um homem que lutou com um Anjo. De tão conhecida e apreciada; a respeito desta história, surgem muitas mensagens com o fim de incentivar-nos a continuar lutando pelos nossos objetivos e nossas futuras bênçãos. De igual modo surgem canções que, julgamos, falam e tocam o nosso coração. Como exemplo, temos a canção da nossa irmã Cassiane:
Já na alva a luz de um dia a raiar, lá estava a cena que me impressionou. Um anjo preso a Jacó, que por sua benção lutou e jamais desistiu… Não largava ao anjo, ele muito insistiu. Não sairia dali sem sua benção nas mãos. De tanto ele insistir o anjo lhe tocou e abençoado ele foi. Preciso de uma benção não vou desistir…
Pois bem, desejo compartilhar com você meu irmão, minha irmã, o que Deus ministrou há um tempo atrás em meu coração, a respeito desta passagem.
Ao ouvir novamente, depois de tantas e tantas vezes, essa música; uma inquietude cresceu em meu coração, e questionei-me:
- Que Jacó lutou com um anjo toda a madrugada, eu sei. Que ele lutou por uma benção também. Mas, qual seria a benção pela qual Jacó havia lutado??
Pare e pense um instante. Se você for sincero consigo mesmo terá que admitir como eu; das três uma: a) Não sei; b) nunca pensei a respeito; c) ou que a nossa intenção quando cantamos, pregamos ou ouvimos essa história tem uma só finalidade: A realização das nossas vontades e deleites.
Todos nós, seres humanos, somos atraídos, ou pelo menos somos tendenciosos, apenas pelo que nos interessa. E o que mais interessa a maioria é: bênçãos matérias, prosperidade e coisas do gênero. Mas, vamos ver se foi assim realmente com Jacó.
Contextualizando a história…
O que me chama atenção de início na história de vida de Isaque, Jacó e Esaú (bem como em todá a bíblia) é a característica e a personalidade de cada um. Os judeus acreditavam (e acreditam) que cada nome tem um significado, e o significado dos nomes apontava para a personalidade e característica de quem o possuía. No caso de Jacó, seu nome realmente expressava sua personalidade e caráter… Era um trapaceiro, um enganador.
O primeiro incidente envolvendo o caráter de Jacó foi ainda dentro da barriga de sua mãe. Diz a bíblia que os meninos lutavam dentro do ventre, e que ao nascer Esaú, Jacó veio – “grudada” a sua mão no calcanhar do irmão, como que querendo impedi-lo de nascer primeiro. O Senhor relata a Raquel que proveniente de seu ventre nasceriam duas grandes nações (Gn 25.21-26).
É sabido que o filho mais velho herdava o direito de primogenitura, que incluía: As responsabilidades pelo sustento e manutenção da casa e da família na ausência do Patriarca. O primogênito herdava não só as responsabilidades, mas as posses. E, por ser quem se tornaria o “chefe” de família, o filho mais velho tinha direito a porções dobradas de alimentos e cuidados, e ao final da vida do patriarca, ele receberia deste a invocação das bençãos de Deus. Em se tratando de descendentes de Abraão, os primogênitos, receberiam diretamente as bênçãos ministradas por Deus ao patriarca Abraão (Gn 12.2,3 e 26.24).
O segundo episódio envolvendo a personalidade/caráter de Jacó foi quando ele, se aproveitando de um momento de fraqueza do seu irmão, “comprou” dele o direito de primogenitura, tendo lhe “vendido” um guisado de lentilhas (Gn 25.29-34). (Nota: Apesar de Esaú ter desprezado o direito de primogenitura e, por conseguinte ao Senhor, os fins não justificavam os meios – no caso de Jacó).
O terceiro episódio e que fora a gota d’água para Esaú, foi quando Jacó, em conluio com sua mãe Rebeca, arquitetam um plano para enganar Isaque, seu pai, que a esta altura do campeonato estava velho e já não conseguia enxergar (Gn 27.1). Passando-se por Esaú, Jacó, recebe sobre sua vida, todo o direito e todas as bênçãos que “eram” de Esaú (Gn 27.2-29).
A revolta e amargura de Esaú foram tão grandes que ele soltou um berro e começou a chorar com grande lamento (Versículo 34,38). No calor e no furor de seus sentimentos decide e jura matar seu irmão (Versículo 41). Jacó, por seus atos conseguiu desestabilizar e desestruturar toda a sua família.
Tal era o caráter de Jacó. Tal foi a conseqüência de seus atos inconseqüentes.
Aconselhado por seu pai e sua mãe, Jacó foge para longe, para a terra dos parentes de sua mãe. Uma vez estabelecido na casa de seu tio Labão, Jacó começa enfim a sofrer as conseqüências de suas atitudes (Gálatas 6.7). É enganado, ludibriado e explorado pelo próprio tio; até que Deus começa aos poucos a se revelar e a tratar Jacó.
Mesmo sendo explorado, Deus começa a abençoar Jacó que vai juntando alguns bens. Passado 20 anos servindo seu tio, Deus manda Jacó voltar à casa de seus pais. E ele sabia muito bem o que significava voltar para casa… Morte!!!
Ao passar o vau de Jaboque, o trapaceiro/enganador seria confrontado (literalmente). Não voltaria para casa da mesma maneira. Era necessário ser transformado; era necessário deixar o velho caráter para trás. Além disto, temia, e muito, encontrar seu irmão (Gn 32.7). Por isso, ele envia presentes para seu irmão, antes de se encontrar com ele. Quem poderia aplacar a IRA de Esaú, senão o Senhor? Jacó bem sabia disto (versículos 9-12).
Naquela madrugada (versículo 22) Jacó não dorme de tanta ansiedade e aflição. E ao se encontrar com aquele homem (Anjo), reconhecendo nele o próprio Deus; não perde a oportunidade.
A Bíblia não relata explicitamente, mas, podemos compreender que Deus deixa-se vencer. Ta aí algo, “disse” Deus, pelo qual valeria à pena deixar-se ser vencido… A transformação, o perdão!!  E isto é “segredo” divino… se a causa for tão nobre como a transformação de uma vida ou como o perdão; vale a pena deixar-se ser vencido pela causa.
Ao ter certeza da resposta positiva de sua petição (a reconciliação/perdão de Esaú), Jacó sai transformado e declara com seus próprios lábios: “Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi SALVA” (verso 30).
Já não se chamaria enganador/trapaceiro, mas Israel – Príncipe de Deus. Ao encontrar-se com o irmão, temos um grande exemplo, uma grande lição: O perdão! Esaú não só perdoou em seu coração, mas, ajoelhou, abraçou, beijou e chorou ao encontrar o irmão, agora ISRAEL.
Devemos todos nós, tomar o exemplo de Jacó, em deixar-se ser tratado por Deus. E Esaú, em deixar-se, também, ser tratado por Deus… E perdoar.
Tais fomos alguns de nós: iguais a Jacó (1 Co 6.11).  Um dia, todos nós a semelhança de Israel, mais cedo ou mais tarde, precisamos passar pelo mesmo vau de Jaboque onde Jacó ficou, e de onde emergiu Israel – o Príncipe de Deus. Se assim o fizeres, Deus lhe dará um novo caráter, uma nova vida e um novo nome. Um nome que expresse sua nova personalidade, seu novo caráter… Ele já até tem esse nome. Há só uma coisa, para ser digno de usar esse nome,  a sua nova personalidade, caráter e atitude tem que expressar necessariamente o que o significado deste nome representa.
Muito prazer, seu nome é CRISTÃO. DISCÍPULO DE CRISTO!!
Amém!
 
 

Vinde a mim todos vós que estais cansados


Vinde a mim todos vós que estais cansados

Preste bem atenção ao que diz o tema/título desta mensagem. Hoje estava meditando no Evangelho de Marcos e passei por uma passagem muito conhecida; e é sobre ela que eu gostaria de falar. O texto em questão é sobre uma mulher que sofria a muitos anos de uma hemorragia severa.
Estando a meditar, um versículo especificamente prendeu-me a atenção; Marcos 5.26: “… e que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior”.
Faço-lhe a mesma pergunta a que fui impelido pelo Espírito do Senhor, em meu coração, a responder:
A respeito de quem este versículo (V. 26) está falando? Pense por um momento!
Provavelmente você respondeu: “Ora… é da mulher que padecia da enfermidade!”.
E eu respondo: A história é a respeito desta mulher. Mas, na verdade, como por revelação que vem pela Palavra de Deus; digo: “Essa passagem (O versículo 26) diz respeito a mim e a você!”.
A história (e as circunstâncias) novamente se repete, muitas vezes, em nossas vidas. Ao invés de ler e meditar sobre toda a história, meus olhos se prenderam no versículo 26; e por esta causa que digo que as circunstâncias se repetem em nossas vidas.
Ora, todos nós queremos sanar/resolver nossos problemas. Aquela mulher padecia a muito tempo daquela enfermidade; e procurou sanar o seu problema. Não obstante ao fato de querer dar uma solução ao seu problema, ela não encontrara solução para tal.
A bíblia diz  que, onde ela deveria encontrar a “solução”, foi, justamente, onde ela encontrou mais aflição.
A primeira parte do versículo 26 diz que ela havia padecido muito na mão de muitos médicos. Eu pergunto: Vamos ao médico para sofrer mais ainda ou vamos à busca de uma solução?
E não somente isto, Marcos diz que essa mulher gastou todos os seus recursos, tudo quanto tinha. E digo; isto não é o pior… O versículo continua: “… nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior”. Que situação terrível!
Tudo o que a mulher fazia; cada vez que utilizava os seus recursos, ao invés de melhorar ou solucionar seu problema, ao contrário, as coisas iam de mal a pior.
Muitas pessoas viveram e muitas outras vivem hoje, as circunstâncias que esta mulher viveu. Cada um com o seu problema, com sua dificuldade; mas, em essência, as circunstancias são parecidas. Simplesmente, tudo o que fazem para resolver ou solucionar a situação, não surtiu ou não surte o efeito esperado. Já gastaram todos os recursos sem nada aproveitar. E verifica-se em muitos casos que, da onde deveria vir a solução, ao contrário, vem a DECEPÇÃO!
Tente por um momento imaginar o cansaço, o desgaste físico, emocional e até, talvez, espiritual desta mulher. Tal é a situação de muitos: ESTÃO ESGOTADOS, DECEPCIONADOS, CANSADOS, FÁTIGADOS!
E meio as dificuldades, problemas, enfermidades, decepções, fadigas (etc. etc. etc.) que esta mulher viveu e que nós vivemos; está O CONVITE DE JESUS. Ele (o convite) sempre foi o mesmo: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos [sobrecarregados]…”. (Mateus 11.28). Não há limites e limitações de circunstancias; é para TODOS OS QUE ESTÃO CANSADOS E SOBRECARREGADOS por alguma razão.
Ao final da história, e esgotados todos os recursos e todas as suas forças, a mulher, achega-se a Jesus e toca-lhe as vestes. Mas, não é um simples toque, não é o mesmo toque das multidões. É um toque de desespero, de fé, um toque de cansaço, o toque, talvez, da última esperança e determinação!
Não basta tocar! Tocar, todos dizem tocar. Mas é a forma ‘como se toca’ a Jesus que faz a diferença.
Em que ponto, nós nos assemelhamos a essa mulher? Em buscar todos os recursos possíveis, e só após todos os recursos falharem, buscar a Jesus. E, também, em chegar ao fundo do poço; ao fim das nossas forças físicas, emocionais e espirituais para buscá-lo; ao passo que poderíamos ter feito isto antes.
O convite continua aberto e sempre continuará: “VINDE A MIM TODOS VÓS QUE ESTAIS CANSADOS”. Não espere chegar as “últimas” para tomar esta decisão de IR (ou VIR) a JESUS E ECONTRAR DESCANSO PARA VOSSA ALMA.
Talvez, a solução do seu problema não seja para já, agora! Mas, o que posso lhe garantir é: Refrigério, Descanso, Paz, Alívio para vossa Alma. E estratégia vinda da parte do Senhor para solucionar o seu problema.
Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve
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Quando Jesus estendeu a sua mão para mim…me fez feliz!


Quando Jesus estendeu a sua mão para mim…me fez feliz!


Muito se discute a respeito da Felicidade. Mas, o que seria ela?
Creio, há muitas formas de defini-la e senti-la. Não é o meu propósito discorrer sobre as suas muitas distinções e definições, farei apenas uma reflexão.
Bom! Uma coisa é certa, a Felicidade é RELATIVA. Sim, relativa! Pois, o que para uns é felicidade, para outros não é; e vice-versa!! Certo autor (Não lembro o nome), disse a respeito deste tema: “A felicidade depende de como você enxerga e encara as circunstâncias”. Ou seja, depende de como você vê a situação. Depende do que é importante para você; e mais que isto, depende se você possui este algo importante!!  
Vejamos:  Se você ama o dinheiro e se vê na falta do mesmo, você será infeliz; pois que o dinheiro é muitíssimo importante para ti. Mas, se, ao contrário, o dinheiro não é importante para ti, você não se importará com os benefícios e os malefícios que a abundância ou falta daquele lhe pode trazer (apesar de que no mundo em que vivemos se torna quase impossível viver sem dinheiro).
Tomando o exemplo do referido autor a pouco atrás. Conta ele que: “Encontrou pessoas, executivos, bem sucedidos, ricos, em WallStreet, mas que eram extremamente infelizes. De outra sorte, encontrou camponeses felizes com a vida que levavam, apesar das dificuldades que passavam. Como pode?
Diga você; quantas vezes se perguntou: Como é possivel tal pessoa ser feliz com a vida que leva? No exemplo do autor acima, podemos dizer que o inverso é verdadeiro. E, além disto, tiramos outra conclusão: A felicidade é muito mais complexa do que podemos pensar. É a forma como você encara as coisas!
O Apostolo Paulo nos dá uma dica, que ele mesmo viveu, e que é “um”  grande passo para a felicidade: SABER VIVER EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA (Filipenses 4.11); não se apegar demasiadamente as coisas desse mundo e as expectativas deste mesmo mundo. Se eu poderia acrescentar algo a isto, diria: “Já começa a ser feliz, aquele que não sacrifica o seu interior – com diz Eclesiástes: Correndo atrás do vento!!”. Afinal de contas o que adianta, diz a bíblia, o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou o que adianta se afadigar ao extremo, juntar riquezas e posses, e não desfrutá-las? Ou ainda, ser bem sucedido no trabalho, ser bem visto no mesmo, mas perder o amor da sua familia, dos filhos, dos pais, dos amigos?
Além disto, podemos dizer também que a felicidade é “conseqüência” de algumas coisas, e não a “causa” em si mesma. Dentre essas coisas, podemos citar: Os mandamentos e leis de Deus que, inquestionavelmente, Ele nos deu para sabermos viver em sociedade, em comunidade. Saber viver em grupo promove a felicidade. A felicidade não é algo que se pode buscar sozinho, apesar de muitos tentarem fazê-lo. Dependemos uns dos outros para sermos felizes. O homem ainda não compreendeu (apesar do tempo) isto! Talvez você não tenha notado, mas a grande maioria dos mandamentos de Deus, são leis, normas, regulamentos para o bem estar das pessoas, ou seja, para saberem viver em comunhão, em sociedade! Reveja os dez mandamentos; e constatará que o que Deus pediu, a maioria, se tratava de situações relacionadas aos homens! Por isto, Jesus, resumiu espetacularmente todos os mandamentos em apenas dois: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Com certeza o Senhor condensou mais coisas no: “Amar ao próximo como a ti mesmo” do que no: “Amar a Deus sobre todas as coisas”. Tente me compreender, não estou blasfemando (rs)… é como se a maior preocupação de Deus fosse conosco!! É por isto também que o apostolo João em sua primeira epístola diz: “aquele que não ama seu irmão a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê!!”.   
Apesar das considerações acima, uma coisa é certo: Todos nós a buscamos, e todos nós queremos ser felizes.
Entretanto, vejo que há um caminho a ser seguido. Falando de minha experiência, a primeira coisa que Jesus fez por mim não foi trazer felicidade (embora tenha sentido uma grande alegria quando o aceitei); Ele primeiro TRANSFORMOU-ME; e com a transformação, me fez, e a cada dia me faz uma pessoa melhor. A felicidade veio, vem e continua vindo, depois!! é conseqüência de tudo isto que tenho falado até aqui! E a cada dia tenho aprendido a ser mais feliz, pois tenho (é difícil, mas tenho) aprendido a saber viver em quase todas as circunstâncias que eu tenho passado; tenho me esforçado para observar e cumprir os mandamentos de Deus. Amar e a respeitar o meu próximo. Isto me tem feito uma pessoa melhor. Tenho muito a prosseguir. Muito ainda para ser feliz.
Posso dizer, igualmente, que a razão e o princípio da minha felicidade estão no fato de eu estar bem com o meu SENHOR e comigo mesmo. Todas as outras coisas dependem dessas duas. Há uma música que expressa tudo o que eu sinto desde que o reconheci como meu único e suficiente SALVADOR…
“A minha alma estava longe do caminho do céu; eu era pobre e perdido pecador. Mas Jesus transformou minhas trevas em luz; quando ele estendeu a sua mão para mim. Quando Jesus estendeu a sua mão; quando ele estendeu a sua mão para mim; eu era pobre e perdido sem Deus, sem Jesus. Quando ele estendeu a sua mão para mim. Mas, agora me regozijo desde que eu o aceitei, e na tempestade eu posso sossegar; pois com ele sou liberto do perigo e do mal; desde que estendeu sua mão para mim.”
O Senhor Jesus enquanto viveu nesta terra não se cansou de estender a sua mão ao necessitado.
Estendeu a sua mão para:
- Curar
- Libertar
- Salvar
- Alegrar
- Abençoar
- Transformar
- Para trazer Provisão
- Trazer Paz e Refrigério
Toda essa obra que fora feita pelas suas mãos, na verdade, era apenas uma pequenina parte da grande obra que faria na frente: Oferecer a sua vida como sacrifício em favor dos Pecadores. Entretanto, antes de cumprir essa GRANDE obra (pois há tempo para todas as coisas), Jesus, andava por todos os cantos estendendo as mãos e fazendo o bem.
Na cultura Judaica, cria-se que nas mãos ficavam gravadas as obras de uma pessoa. E por essas mesmas obras as pessoas seriam recompensadas. Não haveria como fugir ou mentir; as suas mãos testemunhavam contra ou a favor!
Quando Jesus ressuscitou e apareceu aos seus discípulos, apresentou-lhes as mãos que antes foram cravadas na cruz com pregos. Esse ato de mostrar-lhes as mãos não era apenas uma prova de que Ele fora crucificado e havia ressuscitado, mas, acima de tudo, era um TESTEMUNHO da obra que realizou em toda a sua vida aqui na terra, pela qual foi levado a morrer na CRUZ.
O mais maravilhoso de tudo isto é que o nosso Senhor Jesus é o mesmo e continua estendendo as suas mãos para fazer as mesmas obras que fez no passado. Ele ainda não se cansou de ter as suas mãos estendidas. Suas mãos não estão estendidas apenas para testemunho de tudo o que fez; elas estão estendidas “por” e “para” você! Se você quiser e deixar, ELE LHE FARÁ FELIZ!! AMÉM!
!

Ler capítulo 11 de Hebreus


6 Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.

Ler capítulo 11 de Hebreus

Fé do tamanho do Grão de Mostarda


?(!)

Há algum tempo atrás li no blog Mulheres Sábias, da Rô, um artigo sobre a exegese errada de determinada passagem bíblica. Existem algumas interpretações equivocadas das sagradas escrituras; e algumas delas se tornam históricas. Tal é a situação da “fé do tamanho do grão de mostarda”.
O que direi a seguir, é baseado nas palavras do Pr Luciano Subirá (benção de Deus).
Comecemos por ler alguns textos. Mateus 17.20 diz: “E Jesus lhes disse: Por causa de vossa pouca fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível”.
Outra passagem bíblica semelhante à anterior, Lucas 17.6 “E disse o Senhor: Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: Desarraiga-te daqui; e planta-te no mar; e ela vos obedeceria”.
Pois bem… O que é dito no senso comum? É que, se tivermos uma Fé do tamanho do grão de mostarda, poderíamos realizar o impossível. Está correto isto? Não!
Não porque, primeiro: Não é bem isto que o texto diz; e você sabe: uma vírgula ou palavra mal colocada pode mudar o sentido do texto ou da frase. O que o texto diz é: “Se tiverdes fé COMO…”. Este COMO faz toda a diferença!! Quando eu falo que temos que ter “Fé do tamanho”; eu estou afirmando; ou seja, deve ser assim! Já quando eu digo que temos que ter “Fé igual”; eu estou dando uma margem para interpretação maior que a anterior. Porém, quando eu digo, e, o texto bíblico diz, que temos que ter “Fé COMO”; estou dizendo que a nossa FÉ tem que ser comparada ao grão de mostarda.
A grande questão é: O que acontece com o grão de mostarda? Graças ao Senhor, a própria bíblia responde.
Antes de irmos ao texto elucidativo, tracemos junto um raciocínio. Releia o texto de Mateus 17.20. E eu lhe pergunto, qual foi uma das coisas que o Senhor Jesus mais criticou nos seus DISCÍPULOS? Não foi justamente a falta ou a pequena, magra, fraca fé deles?
E faço outra pergunta: Se Jesus quisesse dizer, como diz o dito popular, que o importante é ter uma fé do tamanho de um grão de mostarda (Pequena); porque cargas d’águas ele tanto criticou os discípulos por terem uma fé pequena?
Portanto, Ele não quis dizer o que dizem por aí que Ele disse (rs!). O apóstolo Paulo em quase todas as suas epístolas manifestou a oração e o desejo de que a Fé dos cristãos/discípulos crescesse e fosse firme. (Cf. Cl 2.15; Hb 10.22; 1 Co 16.13; Cl 1.23; Rm 10.17; Rm 4.20). Pedro também. (1 Pe 5.9).
Por fim, mais uma pergunta: Se, nós cristãos, andamos  e vivemos pela fé; como podemos e precisamos ter uma fé pequena somente, visto que a Fé é imprescindível para a sobrevivência de todo cristão? (2 Co 5.7; Romanos 1.17). O homem de pouca fé é comparado por Jesus àquele que duvida (Mateus 14.31).  E aquele que dúvida é como as ondas do mar, como Tiago diz: Levado de um canto a outro!! Não tem firmeza, não tem, ou tem pouca intimidade com Deus e com sua palavra.
Se ainda assim não se deu por convencido; deixemos, então, a própria bíblia falar mais claramente; Leia Lucas 17.5. Os discípulos aproximam-se do Mestre Jesus e lhe pedem: “Acrescenta-nos a Fé”; E Jesus lhes responde (versus 6): “Se tivésseis fé como um grão de mostarda…”. Jesus deus a dica: Vejam o que acontece com o grão de mostarda – assim deve ser a fé de vocês!
Voltemos, então, a grande questão: O que acontece a esse grão? A resposta está em Lucas mesmo, cap. 13.18,19: “É semelhante ao grão de mostarda que um homem, tomando-o, lançou na sua horta; e cresceu, e fez-se grande árvore, e em seus ramos se aninharam as aves do céu”.
Sem entrar muito no mérito da questão: Do que são essas aves; A questão é que, embora seja a menor de todas as sementes (Marcos 4.31), o grão de mostarda (a Fé) quando plantado em nossos corações deve crescer, crescer e crescer até se tornar uma Fé madura, fruto da intimidade com Deus, em Cristo Jesus. A questão não é tanto a fé grande e estática! Nem tampouco uma fé que Crê cegamente em si mesma, ou que “determina” tudo; mas, uma Fé que, como eu disse, cresce em intimidade com Deus e com sua palavra ; é uma Fé que cresce mesmo ninguém dando nada por ela; mesmo em meio as dificuldades. E tem mais, a Fé madura sabe que ela é submissa a SOBERANIA de Deus.
Se você reparar na trajetoria dos discípulos/apóstolos, você poderá traçar o ANTES  e o DEPOIS, ou seja o divisor de águas na vida deles. E verás que a fé deles amadureceu com o tempo e com as experiências que foram tendo ao longo da caminhada. O maior exemplo é o apóstolo Pedro.    
Por fim! A fé que foi alvo de maiores elogios foi a fé de estrangeiros, como a do Centurião Romano ou a Mulher Cananeia. (Mateus Mateus 8.5-10 e 15.28).
Portanto, a Fé que move montanhas, ou seja, que faz o impossível tornar-se possível, é: “A Fé que é como o grão de mostarda”; é a Fé que cresce em intimidade com Deus
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Fé como um grão de mostarda

Fé como um grão de mostarda
“Respondeu-lhe o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar; e ela vos obedecerá” (Lc 17.6).
“Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível” (Mt 17.20).
Que pensamentos e emoções invadem o nosso coração quando lemos essas afirmações do Senhor Jesus? Estamos de fato firmemente convictos de que isso se cumprirá literalmente com uma ordem nossa, fazendo uma amoreira ou um monte se transplantarem de um lugar a outro? Ou reagimos justamente ao contrário, simplesmente rejeitando essas afirmações e dizendo que isso não é possível?
Infelizmente, são justamente essas afirmações de Jesus que criam em muitos crentes uma sensação de fraqueza interior, pois quase automaticamente vem o pensamento: “isso não é possível!” Pelas leis da natureza, infelizmente, é o que acontece com essas passagens das Escrituras; em princípio, sempre despertam dúvida e incredulidade, levando-nos à humilhante constatação de que não entendemos direito o que a Palavra quer nos dizer.
Por isso empenhemo-nos para entender qual é, afinal, o sentido espiritual mais profundo das palavras de Jesus especialmente em Mateus 17.20.
Em primeiro lugar, quero dizer que em nosso texto: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível”, não se trata de uma grande fé, mas de uma grande façanha, de um ato grandioso! Essa afirmação é totalmente contrária à interpretação tradicional que sempre fala de uma fé tão grande que muda um monte de lugar. Mas repito: aqui prioritariamente não se trata de uma grande fé, mas de uma grande ação pela fé!
Afinal, que fé é esta, que pode ter um efeito tão impressionante como o deslocamento de um monte? Será que é uma fé imensa, sistemática, objetiva, planejada, convincente, que não vê empecilhos, e que de maneira soberana supera tudo o que atravessa o seu caminho? Uma fé que move montanhas evidentemente poderia ter tais características. Mas o Senhor Jesus não fala de uma fé desse tipo. Então, que fé é esta, que tem – como Jesus expressa figuradamente – a condição de transferir montes? A esta fé capaz de fazer grandes façanhas, o Senhor Jesus chama de:
Fé como um grão de mostarda
“Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível”. O que é um grão de mostarda? Em Marcos 4.31, ele é chamado de “…a menor de todas as sementes sobre a terra”. De fato ele tem um diâmetro de apenas 0,95 -1,1 mm. Esse pequeno grão de semente, que tem de ser observado com uma lente se quisermos vê-lo nitidamente, é considerado pelo Senhor como exemplo para uma fé que é capaz de mover montanhas.
Por que Jesus considera justamente esse pequeno grão de mostarda como exemplo para uma fé pela qual podem acontecer grandes coisas? Pelo fato desse pequeno grão de semente ser capaz de ilustrar o que significa transportar montes. Esse grão de semente extremamente pequeno, que quase não pode ser visto a olho nu, no espaço de um ano se transforma num grande arbusto, numa pequena árvore com galhos de cerca de 2,5 a 3 metros. Portanto, como são diminutos os pré-requisitos para um resultado tão grande num minúsculo grão de semente, onde aparentemente nada existia. No entanto, justamente estas condições mínimas são um exemplo que o Senhor usa para ilustrar uma fé que é suficiente para remover montanhas! Essa “fé como um grão de mostarda” não aponta de maneira clara para a nossa fé, que muitas vezes é tão fraca e pequena? Com isso, de maneira alguma quero desculpar nossa repetida incredulidade dizendo simplesmente: afinal, só tenho uma fé bem pequena, como um grão de mostarda! Quero lembrar que muitos de nós, repetidas vezes, já tivemos a impressão de que nossa fé era assim tão pequena e insignificante, e isso pode provocar dificuldades consideráveis. Assim mesmo, essa é justamente a pequena fé, quase imperceptível, que, segundo as palavras de Jesus, tem o poder de transpor montes.
É necessário mudar o raciocínio!
Será que, às vezes, não imaginamos algo errado quando pensamos na fé que precisamos ter para viver como cristãos verdadeiros? Todos nós nos defrontamos diariamente com situações, perguntas e problemas que se avolumam como montes. Não é justamente nesses momentos que aspiramos de todo o coração ter mais fé, ter uma fé maior, a fim de vencermos tudo isso? É justamente aí que muitos precisam aprender a mudar o raciocínio, pois Jesus diz: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá!” Em outras palavras: nossa fé não necessita ser particularmente grande para transferir montes – simplesmente é suficiente “termos fé”.
Se o grão de mostarda tivesse a possibilidade de olhar para si mesmo e conseguisse se enxergar, teria tudo para desanimar, pois em si mesmo não teria nada a apresentar. E assim é também, muitas vezes, em nossa vida: olhamos para nós e vemos uma fé relativamente pequena, limitada, e então ficamos desanimados. Mas o grão de mostarda não faz isso. Ele não olha para si mesmo para então desanimar. Não, ele simplesmente se deixa plantar na terra, ali começa a crescer, e finalmente se torna aquilo que deve ser, ou seja, uma árvore em cujos ramos “aninharam-se as aves do céu” (Lc 13.19).
Ao mesmo tempo é de se considerar que o grão de mostarda não se torna uma árvore porque empreendeu grandes esforços, mas simplesmente porque torna ativo e aplica o que possui! Oh!, como seria bom se compreendêssemos hoje que, com todas as nossas fraquezas, dificuldades e tentações diárias, simplesmente podemos nos aquietar com fé infantil na mão de nosso Salvador! Que modificação isso provocaria em nossa vida espiritual!
Simplesmente creio que, muitas vezes, caímos no erro de ter conceitos errados acerca da fé. Na verdade, é a fé singela na obra consumada de Jesus Cristo que consegue nos levar adiante e que, a cada dia, nos conduz para uma comunhão mais profunda com o Cordeiro de Deus, e não o esforço da nossa alma em crer bastante.
Em nossa vida como cristãos não precisamos nos estender buscando novas formas e grandezas de fé, mas simplesmente ter e usar a fé pela qual fomos salvos, ou seja, a fé simples no Senhor Jesus Cristo. Nesse contexto, leia novamente o que Davi diz no Salmo 18.29: “Pois contigo desbarato exércitos, com o meu Deus salto muralhas”. Ou veja também o que ele diz nos Salmos 60.12 e 108.13: “Em Deus faremos proezas, porque ele mesmo calca aos pés os nossos adversários”. Essas afirmações testificam de uma fé poderosa e vencedora que Davi tinha? Eu penso que não, pois Davi era um homem com fraquezas e erros como nós. Ainda assim, esses versículos testemunham que Davi se agarrava com toda a simplicidade ao seu Deus e por meio dEle podia fazer grandes proezas.
Ou lembremos de 1 João 5.4: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”. Que fé é essa que vence o mundo? É uma fé poderosa, forte, que supera tudo? De modo algum! A fé que vence o mundo é a fé singela, que muitas vezes não se sente; é a fé sacudida e posta à prova, mas assim mesmo firmada no sangue reconciliador e salvador de Jesus Cristo! Isso é tudo! Essa fé não se apóia no que sentimos ou percebemos, mas naquilo que sabemos, ou seja, que Jesus venceu o mundo (Jo 16.33b), e que de fato somos filhos de Deus. Essa é a fé que remove montanhas!
Como seria bom se compreendêssemos hoje o que significa de maneira bem prática nos contentarmos com a fé simples como um grão de mostarda. Então muitos de nós mudariam totalmente sua vida espiritual teimosa e pouco inteligente! Que de uma vez por todas reconhecêssemos que o caminho da fé é simples; que não se trata de fazer grandes esforços espirituais, mas simplesmente de confiar naquilo que nos é oferecido em Cristo!
Grandes resultados da fé como um grão de mostarda
Em Isaías 42.3 está escrito: “Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega”. Essa é uma profecia messiânica que é confirmada no Novo Testamento (Mt.12.20) de maneira direta em relação a Jesus Cristo, e por isso já se tornou grande fortalecimento para muitos filhos de Deus. Essas palavras também são uma figura de uma pessoa que possui fé como um grão de mostarda. Pois a cana quebrada ainda não foi esmagada, está apenas quase partida, e uma torcida que fumega ainda não está totalmente apagada. Nesse sentido essas palavras apontam para a fé mais pequena possível que uma pessoa pode possuir, fé como a de um grão de mostarda.
O que vimos no caso do grão de mostarda? Que ele não tem quase nada a oferecer, mas oferece tudo o que tem, e por meio disso experimenta grandes resultados!
Meu irmão, minha irmã, você compreende o que o Senhor quer lhe dizer com isso? Talvez você leia esta mensagem com o estado interior de uma “cana quebrada” ou de uma “torcida que fumega”. Você se sente interiormente fraco e miserável, e em seu interior só resta uma fé ínfima, do tamanho de um grão de mostarda? Você se sente assim porque diante de sua alma se amontoam grandes montanhas de angústias, preocupações e problemas. Mas agora escute bem: o fato de você se sentir como uma “cana quebrada” ou uma “torcida que fumega” prova que em você ainda existe algo. Pois uma cana quebrada ainda não está amassada, e uma torcida que fumega ainda não está apagada. Apesar de todos os montes de dificuldades que talvez neste momento existam à sua frente, você ainda tem uma centelha de fé. E é justamente isso que você tem que ativar agora, pois Jesus diz: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível”. Todos estes montes, problemas e dificuldades podem ser “lançados no mar” se você ativar e aplicar sua pequena fé, embora ela seja como um grão de mostarda. Em outras palavras, isso acontece se você simplesmente vier agora a Jesus como você é. Ele não “esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega”. Pelo contrário, no Salmo 34.18 está escrito: “Perto está o Senhor dos que têm coração quebrantado e salva os de espírito oprimido”. Uma coisa, porém, você precisa fazer: você – “a cana quebrada” e “a torcida que fumega ” – tem que buscar a Jesus como você é. Assim você torna ativa a sua fé como um grão de mostarda. E por meio disso você terá condições de “lançar no mar” todos os montes, preocupações e problemas. Incentivo você a vir ainda hoje, agora, a Jesus com o pouco que você tem – com sua fé como um grão de mostarda. Assim o Senhor poderá lhe encontrar de maneira totalmente nova, e fazer transbordar sua vida como talvez nunca aconteceu antes!
Nesse contexto, façamo-nos a pergunta:
Como aconteceu a alimentação dos cinco mil?
Para poder alimentar os milhares de ouvintes, os discípulos já haviam projetado um plano “muito bom”: “Ao cair da tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: O lugar é deserto, e já vai adiantada a hora; despede, pois, as multidões para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer” (Mt 14.15). O Senhor, porém, não havia esperado por uma proposta dessas, mas por outra bem diferente. Ele não necessitava dos estoques de gêneros alimentícios dos arredores para poder alimentar as milhares de pessoas. Ele procurou por alguém que tivesse fé como um grão de mostarda. Ele necessitava de uma pessoa que possuísse pouco, mas que estivesse disposta a dar ao Senhor o pouco que possuía. Por meio disso, Ele seria capaz de realizar uma grande obra.
E de fato estava presente “um rapaz” que, como está escrito em João 6.9, tinha “cinco pães de cevada e dois peixinhos”, e que estava disposto a Lhe entregar esse pouco! E o que fez o Senhor com isso? “Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; e também igualmente os peixes, quanto queriam” (v. 11). Dessa maneira o Senhor Jesus Cristo alimentou cinco mil homens além das suas mulheres e crianças com cinco pães de cevada e dois peixinhos. Entendamos corretamente: Ele somente realizou esse milagre porque estava presente alguém – justamente esse rapaz – que demonstrou a fé como um grão de mostarda, entregando ao Senhor o pouco que possuía. Que montanhas de problemas e receios foram afastados dos discípulos e ao mesmo tempo lançados no mar! Eles viam montes enormes diante de si, pois como seria possível alimentar um número tão grande de pessoas? Eles também já haviam se preocupado em como poderiam afastar estes “montes”. Mas Jesus não necessitava de nada disso. Ele apenas procurou a fé como um grão de mostarda que acabou encontrando nesse rapaz. Dessa maneira todos os montes de dificuldades e impossibilidades “foram lançados no mar”.
Meu irmão e minha irmã, seja, ainda hoje, como esse rapaz: consagre ao Senhor o pouco que tem. Traga ao Senhor a sua fé como um grão de mostarda, e Ele virá ao seu encontro de maneira totalmente nova. Entregando o pouco de fé que você possui, Ele terá condições de “lançar no mar” as montanhas de sua vida, suas dificuldades e preocupações! Portanto, não é o tamanho de nossa fé que faz a diferença, mas a fé como um grão de mostarda num grande Deus!