quinta-feira, 7 de junho de 2012

DESEJANDO O EPISCOPADO

ESBOÇO 434
TEMA: DESEJANDO O EPISCOPADO
“Quem deseja o episcopado excelente coisa deseja”
I Timóteo 3.1

            Desejar não é nada demais. Porém, no excesso desse desejo é onde está todo problema. Há muitas coisas desejáveis nessa vida: posição, fama, dinheiro, privilégios etc. No ministério cristão sucedem as mesmas coisas; o desejo pelo episcopado (I Tm 3.1; 1.1). A palavra “episcopado” significa pastorado, e as palavras “epíscopos” e pastor no grego têm significados idênticos ao de bispo, (pastor), presbítero, ou ancião; muitos, por não conhecerem esses significados, desprestigiam umas e valorizam outras palavras no mesmo sentido . Ouvi certa vez em um programa de rádio, um ouvinte ligar e tratar o apresentador de pastor, ele imediatamente respondeu: Você está me diminuindo, eu sou bispo, e o ouvinte educado que foi, mesmo sendo induzido ao erro, pediu desculpas. É interessante refletir (Ef 4.11).

Controlando as Aspirações
O desejo pelo episcopado deve ser controlado, pois tudo o que excede gera situações desagradáveis. O  cristão que aspira a ser obreiro na seara do Mestre deve ter controle nesse desejo, antes de tudo, tendo em mente o que disse Paulo aos romanos (Rm 9.15,16). Quando o sentimento não é controlado compromete o desenvolvimento da igreja e do próprio indivíduo. Muitos não têm a dimensão do que é ser um líder espiritual, para os tais, a visão principal é de privilégios; esses estão totalmente enganados.

Considerando a Chamada
Devemos levar em consideração as particularidades e propósitos de Deus para o indivíduo. A chamada de Deus jamais deve ser motivo de orgulho, mas de um sentimento de responsabilidade muito profundo. Encontramos em alguns textos nas escrituras pessoas sendo chamadas, mas que reconheciam a sua incapacidade para desenvolverem qualquer tarefa espiritual (Ex 4.10; Jz 6.15; Is 6.5; Jr 1.1.6) e tantos outros. Nesse ministério espiritual ninguém tem sucesso se Deus não capacitá-lo (2 Co 3.5; 10.4). Além de sermos eternos aprendizes, a fonte do conhecimento de Deus é inesgotável (At 11.17; Rm 11.33).

Muitas pessoas preocupam-se em como chegar ao episcopado; não é necessário fazer manobras para alcançá-lo. Se Deus tem propósitos, ele vai acontecer, mas precisamente no tempo. Muitos não têm paciência em esperar e consagram-se a si mesmos; tenha cuidado! “Ninguém toma para si essa honra, senão o que é chamado por Deus, como Arão (Hb 5.4).

As consternações do episcopado
Geralmente as pessoas que aspiram ao episcopado não imaginam o que pode encontrar pela frente durante o exercício do seu ministério; não é tão fácil como muitos pensam, porque a quem mais é dado, mais será cobrado(Lc 12.48b;Tg 3.1). Os sofrimentos sempre marcaram as vidas dos homens de Deus: Moisés foi  o maior líder da história da humanidade, o trajeto da sua chamada envolveu sofrimentos; mesmo antes do seu nascimento, faraó ordenou a matança dos meninos (Ex 1.15); sendo já grande, preferiu sofrer com o povo de Deus (Hb 11.25,26). Os sofrimentos precedem a chamada daquele com quem Deus tem propósitos, principalmente, quando ele se envolve e desenvolve algum trabalho para Deus. Moisés enfrentou muitos impedimentos, estes são os obstáculos para tudo o que queremos fazer para Senhor. Alguns episódios: Mirian e Arão se levantaram contra Moisés (Ex 15.20); Coré, Datã e Abirão questionaram a autoridade espiritual de Moisés (Nr 16.). A autoridade não se obtém dessa forma, Deus nunca aprovou atitudes de desobediência contra aqueles a quem ele põe à frente do seu povo, e os que assim procedem sofrerão as consequências (Nr 16.32; 26.10).

As marcas do episcopado
As marcas de Cristo no ministério: Paulo carregava sobre si marcas que nada mais eram que sofrimentos na execução da obra de Deus. Tanto os relatos de Lucas em atos, quanto o dele próprio conforme as suas cartas, desde a experiência do caminho de Damasco até o final com a trágica morte por amor a Cristo e ao evangelho (2 Co 11.16-33). Jamais procure aumentar a dor do sofrimento de um homem chamado por Deus. Não se oponha para pô-lo em provações, tenha cuidado! Algum dia, em algum lugar, Deus vai te provar também, e a prova será um murmurador no teu caminho. Nada é mais doloroso para um líder espiritual do que consagrar uma pessoa para o ministério e o tal,  mais tarde, se levantar contra ele.

            Amado, se você tem sofrido na obra, saiba, porém, que você tem um amigo que não lhe abandonará. Paulo sofreu solidão (2 Tm 4.9;11,21); abandono (2 Tm 4.10); traição (2 Tm 4.14,15); privações (2 Tm 4.13);ingratidão (2 Tm 4.4.16). A vida cristã não é cercada por privilégios, mas de lutas constantes até ao final da batalha, porque a nossa luta é espiritual (Ef 6.10). Deus te guarde dos maus obreiros durante o teu ministério. Que você termine a sua carreira de forma digna; não importa se fisicamente, o mais importante é a vida espiritual (2 Tm 4.7,8).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma –PE/ Brasil

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